segunda-feira, 13 de março de 2017

Fisioterapia Pélvica

A região da pelve, ou da bacia, contém os órgãos gênito-urinários – bexiga, uretra, vagina e útero - e a parte terminal do sistema digestório – reto e ânus. Esses órgãos são sustentados, em sua porção inferior, pelo assoalho pélvico, que é uma estrutura complexa, formada por músculos, fáscias (rede de tecido conjuntivo), vasos e nervos, localizada na região popularmente conhecida como períneo. O bom funcionamento dos órgãos pélvicos depende de um perfeito equilíbrio e interação de todas as estruturas da região.

Dessa forma, o assoalho pélvico é fundamental para a micção (esvaziamento da bexiga) e evacuação (eliminação de fezes), bem como na manutenção da continência urinária e fecal, ou seja, evitando o escape de urina ou fezes. Além disso, participa ativamente da resposta sexual, favorecendo o prazer durante a relação. Por fim, o assoalho pélvico ainda suporta a cabeça do feto no momento do parto e deve ser preparado para isso, a fim de evitar danos neste momento.

A Fisioterapia Pélvica tem como objetivo reabilitar a musculatura do assoalho pélvico de modo a melhorar essas queixas e melhorando a qualidade de vida.

São utilizadas técnicas específicas que visam a promover coordenação, controle e função dos músculos pélvicos, por meio de exercícios e estímulos com equipamentos especiais, com o objetivo de tratar sintomas como:
  • Incontinência Urinária – perdas ou “escapes” involuntários de urina
  • Bexiga Hiperativa – dificuldade de segurar urina quando vem o desejo, ou a necessidade de ficar indo ao banheiro a todo o momento
  • Disfunção Anorretal –dificuldade de eliminar ou conter as fezes ou os gases, causando desconforto na evacuação, como a sensação de esvaziamento incompleto, dor no reto ou escapes indesejados de gases ou fezes
  • Prolapsos Genitais – sensação de flacidez genital ou a decida de órgãos pélvicos
  • Disfunções Sexuais (femininas e masculinas)
  • Dor Pélvica Crônica.