Em entrevista, Dra. Lisandra Machado desmistifica aspectos da incontinência urinária



No Brasil, aproximadamente 10 milhões de pessoas convivem com a incontinência urinária. Apesar de muitas vezes ser associada ao envelhecimento, essa disfunção pode vir a ocorrer em todas as fases da vida. E mesmo sendo algo comum – mas nunca normal –, o assunto é considerado por muita gente um tabu. Para desmistificar e nos manter informados sobre essa condição, conversamos com a fisioterapeuta e membro do Increasing, Dra. Lisandra Machado. Confira a entrevista:

- O que é a incontinência urinária e quais são os principais sintomas?

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode acometer tanto homens quanto mulheres. A prevalência aumenta com o avanço da idade, embora possa ocorrer em qualquer fase da vida.

De acordo com os sintomas de cada paciente, podemos classificar a incontinência urinária em três tipos principais. A incontinência urinária de esforço é o tipo mais comum. Ocorre quando há perda de urina durante um esforço qualquer, como ao levantar peso, ao tossir, ao espirrar ou ao praticar exercícios físicos. Em casos de incontinência urinária de urgência, a perda de urina ocorre devido a um desejo repentino e urgente de urinar, em que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. Já a incontinência urinária mista é quando a perda ocorre nas duas situações, ou seja, aos esforços e associada à urgência urinária.

- Poderia enumerar os fatores de risco?

O principal fator de risco para o surgimento da incontinência urinária é a idade avançada, embora nunca deva ser vista como uma condição normal, mesmo entre os idosos. Entre as mulheres, a gestação também pode ser um importante fator de risco, sendo queixa de até 40% das gestantes ou das mulheres no pós-parto. Além destes, constipação intestinal crônica, obesidade, tabagismo, traumas cirúrgicos na região pélvica e algumas doenças crônicas (diabetes, doenças neurológicas ou musculares, entre outras) também se associam a uma maior incidência de incontinência urinária. Também há muitos relatos de perda urinária entre mulheres jovens e sem filhos, principalmente aquelas que praticam exercícios físicos intensos, levando-as até mesmo ao abandono da prática esportiva.

- E entre os homens, há algum agravante?

Nos homens, a incontinência urinária frequentemente aparece após cirurgias da próstata, como a ressecção transuretral e a prostatectomia radical, variando conforme o tipo e a técnica cirúrgica. Alguns pacientes melhoram espontaneamente dos sintomas, entretanto outros permanecem com as perdas urinárias, necessitando do uso de forros absorventes.

- Qual é o impacto dessa condição na vida das pessoas?

Estima-se que até 10 milhões de brasileiros convivam com a perda de urina diariamente, mas a grande maioria deles sofre em silêncio. A incontinência urinária ainda é considerada um tema tabu, visto que é reportada a profissionais da saúde em apenas 25% dos casos.

Esta condição pode causar um profundo impacto na qualidade de vida por provocar constrangimento, baixa autoestima, depressão, isolamento social, além de afetar negativamente a vida sexual. Na população idosa, em que a incontinência urinária é erroneamente considerada um mal inerente ao envelhecimento, pode levar a uma maior dependência funcional e imobilidade, bem como a um maior risco de desenvolver infecções urinárias, devido ao uso prolongado de fraldas especialmente em idosos institucionalizados.

- Incontinência urinária tem cura? Quais são os principais tratamentos possíveis?

Incontinência urinária tem cura sim. A escolha de tratamento depende de um bom diagnóstico e da gravidade dos sintomas relatados pelo paciente. A primeira opção de tratamento é a fisioterapia pélvica. Realizados sempre por um fisioterapeuta especialista em reabilitação do assoalho pélvico, os exercícios buscam identificar e fortalecer a musculatura que sustenta a bexiga, garantindo um maior controle da função urinária. O tratamento é simples, não invasivo e sem contraindicações. Quando o paciente não responde ao tratamento fisioterapêutico ou quando os sintomas de incontinência são muito severos, pode-se lançar mão de terapia medicamentosa ou de procedimentos cirúrgicos. Todos estes tratamentos visam à cura ou, por vezes, à redução das queixas de perda urinária, proporcionando ao paciente uma melhor qualidade de vida.

- Como prevenir?

Além dos exercícios de fisioterapia pélvica, que também podem ser realizados como uma forma de prevenção, a prática de hábitos saudáveis de vida pode evitar o surgimento da incontinência urinária, como controle do sedentarismo e da obesidade, melhora da constipação intestinal e interrupção do tabagismo.

- Como o Increasing está preparado para atender este tipo de necessidade?

Além da equipe médica qualificada para avaliar e diagnosticar este problema, o Increasing conta com o serviço de fisioterapia pélvica, com profissional sempre atualizado na área. Através de sessões individuais, respeitando a intimidade e o bem-estar de cada paciente, com abordagens técnicas e os melhores equipamentos, podemos proporcionar o que há de mais avançado em termos de tratamento de incontinência urinária.

Perder urina é muito comum, mas nunca deve ser considerado normal. Há prevenção e cura para este problema. E a equipe Increasing está à disposição, buscando sempre o melhor para cada paciente.

O que é e quais são os tipos de Incontinência urinária?

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina e afeta uma em cada três mulheres em algum momento de suas vidas. Apesar de comum, esta não deve ser considerada uma situação normal. Quando apropriadamente diagnosticada, a incontinência urinária pode ser tratada e melhorar muito a qualidade de vida da pessoa acometida.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia afirma que 10 milhões de brasileiros sofrem com a incontinência urinária, que afeta duas vezes mais mulheres que homens. 

A perda de urina pode ocorrer por diversos motivos e identificar sua causa é fundamental para a escolha de um tratamento correto e efetivo. Conheça os tipos apresentados pela uroginecologista Dra. Augusta Morgado:

Incontinência urinária de esforço

Acontece quando o canal (uretra/esfíncter urinário) se torna fraco ou perde a sustentação, o que dificulta seu funcionamento apropriado no momento de segurar a urina. A manifestação pode acontecer durante atividades físicas (salto, dança, corrida) e eventos que aumentam a pressão abdominal (tosse e espirros). A incontinência urinária de esforço atinge até 50% das mulheres com mais de 65 anos, com intensidades variadas, principalmente aquelas que tiveram gestações e partos vaginais, cujas mães sofreram de incontinência e que sofrem de obesidade. Já nos homens, esta condição pode estar relacionada a cirurgias de próstata.

Incontinência urinária de urgência

É aquela que se manifesta quando há contrações involuntárias (espasmos) do músculo que controla o esvaziamento da bexiga (detrusor). A incontinência urinária de urgência pode ocorrer como manifestação de doenças neurológicas, pela queda hormonal local causada pela menopausa ou ainda sem causas identificáveis (idiopática). Como o próprio nome já diz, a principal queixa é de desejo forte e urgente de urinar, que pode levar à perda de urina no caminho para o banheiro e, ainda, aumento da frequência urinária durante o dia ou à noite.

Incontinência urinária mista

Reúne características das perdas de esforço e urgência. 

Incontinência de transbordamento

Ocorre quando há algum tipo de dificuldade no esvaziamento da bexiga. Com isso, o resíduo de urina após a micção vai progressivamente aumentando, até que começa a transbordar.

Incontinência do tipo funcional

É aquela provocada por dificuldade no planejamento ou na execução da ida ao banheiro, seja por alterações cognitivas ou por alterações de mobilidade, sem que haja disfunções urológicas.

Converse com seu médico para que ele possa realizar um diagnóstico preciso e, assim, conduzir o tratamento ideal para o problema. O Increasing possui profissionais altamente capacitados para atender pacientes que precisam de tratamento em casos de bexiga neurogênica e qualquer outro problema relacionado à incontinência urinária. Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Tipos de incontinência urinária



A incontinência urinária é conhecida pelo impacto negativo que causa em diferentes aspectos da vida da mulher ou do homem, podendo afetar pessoas de todas as idades. 

Vale lembrar que essa condição impacta não só a nível físico, mas também a nível psíquico, emocional, social e até econômico. 

Este artigo é para que você possa compreender que perder urina não é normal, mesmo que seja em pequena quantidade, e que há tratamento para os diferentes tipos dessa condição. 

O que é Incontinência urinária?

A Sociedade Internacional de Continência (ICS) define a incontinência urinária como a queixa de qualquer perda involuntária de urina. Vale lembrar que nenhum escape de urina é normal, seja por tossir, seja por espirrar ou por qualquer outro motivo.

Não faz parte do processo de envelhecimento ou do período pós-parto. Molhar a calcinha ou o protetor com qualquer quantidade de urina é incontinência urinária. 

Os tipos mais comuns são: 

Incontinência urinária de esforço (IUE) – é quando a pessoa perde urina ao tossir, espirrar, levantar peso etc. Isso ocorre porque esses movimentos aumentam a pressão no abdômen, exigindo ainda mais dos músculos do assoalho pélvico. 

Em casos mais graves, a pessoa pode perder urina ao realizar mínimos esforços, como levantar-se de uma cadeira. A IUE é resultante de assoalho pélvico fraco, lento ou tenso, e é mais comum acometer mulheres. 

Em homens sem doença neurológica, a IU está, na maioria das vezes, associada a um histórico de cirurgia prostática. Esta intercorrência pode ser causada por incompetência esfincteriana, disfunção vesical ou transbordamento urinário devido à retenção. 

Incontinência urinária de urgência (IUU) – é a perda de urina que acontece logo depois de uma vontade forte e repentina de urinar. Normalmente ocorre antes que a pessoa consiga chegar ao banheiro. 

Uma pessoa com IUU tende a ir ao banheiro várias vezes ao dia e acordar durante a noite para urinar. A IUU tem relação maior com a bexiga urinária, esta que pode estar muito sensível ou muito ativa. 

  • Alguns fatores de risco para IUU:
  • Baixa ingestão de água;
  • Estresse;
  • Infecção do trato urinário;
  • Alimentos e bebidas potenciais irritantes vesicais (pimenta, refrigerantes e bebidas gaseificadas, cafeína, condimentos, etc.);
  • Bebidas alcoólica;
  • Constipação.

Incontinência urinária mista (IUM) – nesta modalidade a perda de urina acontece tanto em momentos de esforço quanto em momentos do desejo súbito de urinar. 

Fatores de risco para incontinência urinária

Diversos fatores sobrecarregam o assoalho pélvico ao longo da vida, especialmente nas mulheres. O fato de não termos a cultura de reconhecer e trabalhar essa musculatura piora ainda mais essa condição. Vejamos alguns fatores:

  • Genética, etnia e histórico familiar;
  • Histórico gestacional;
  • Envelhecimento;
  • Exercícios de alto impacto;
  • Constipação intestinal;
  • Tosse crônica.

Um estudo brasileiro conduzido em população idosa relatou a prevalência de IU de 11,8% entre os homens e de 26,2% entre as mulheres (6). 

As mulheres têm maior predisposição de apresentar essa condição. Elas apresentam uma menor capacidade de oclusão uretral. 

Isso se deve ao fato de a uretra funcional feminina ser mais curta e a continência depender não somente do funcionamento esfincteriano adequado, mas também de elementos de sustentação uretral (músculos e ligamentos) e transmissão da pressão abdominal para o colo vesical.

Em uma revisão sistemática com metanálise da Neurourology and Urodynamic de 2020, foram analisados 54 artigos que incluíram ao todo amostra de 138.722 mulheres com idade entre 10 e 90 anos. 

A prevalência total foi de 25,7%. Quando excluída a população idosa, a prevalência ainda assim se manteve alta, com cerca de 26%, sendo a incontinência urinária de esforço a mais comum.

Exames e tratamento de incontinência urinária

A incontinência urinária tem tratamento e cada vez mais vem se tornando mais claro e multidisciplinar. Para isso é essencial a informação, a conscientização que existe um problema, mudança no estilo de vida, uma boa avaliação profissional no momento do diagnóstico, através de exames rotina e específicos. Outro exame importante para o diagnóstico da IU é a Urodinâmica.

A avaliação urodinâmica completa ou estudo urodinâmico (EUD) é um exame realizado para avaliar o funcionamento do trato urinário inferior. Em geral, o EUD é realizado quando há falha no tratamento clínico ou quando se planeja alguma forma de tratamento cirúrgico. 

Esse exame é essencial para definir e predizer a resposta ao tratamento, podendo ser decisivo quanto à indicação ou não de um tratamento cirúrgico. O exame geralmente não gera dor, apenas um pequeno desconforto pela passagem do cateter uretral. 

Vejamos os tratamentos disponíveis no Increasing:

Biofeedback eletromiográfico – O biofeedback eletromiográfico-BFB-EMG é uma técnica de aprendizado definida como um processo de monitoração de eventos fisiológicos. Eles captam o sinal elétrico dos músculos em atividade; 

Eletroestimulação – A estimulação percutânea do nervo tibial é uma forma de neuromodulação que proporciona a estimulação retrógrada ao plexo do nervo sacral por meio de um eletrodo inserido no tornozelo, cefálico ao maléolo medial, uma área anatômica reconhecida como o centro da bexiga;

Cones vaginais – São pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e pesados que, ao serem inseridos no canal vaginal, proporcionam o estímulo necessário para que a mulher contraia corretamente a musculatura do assoalho pélvico;

Programa de treinamento para os músculos do assoalho pélvico – O chamado TMAP pode ser usado para o controle da IUU, uma vez que a contração do detrusor pode ser inibida por uma contração voluntária dos músculos do assoalho pélvico (MAP);

Games com realidade virtual – permite ao paciente interagir ainda mais com a terapia.

Com esses dados podemos perceber que incontinência é mais comum do que se pensa e não é “coisa da velhice”. Ou seja, pode acontecer em qualquer idade, e o melhor de tudo, existe tratamento. Por isso é preciso procurar o quanto antes um profissional da área para uma avaliação e condução da terapia mais adequada. 

Obter aconselhamento profissional específico para a sua incontinência é a melhor forma de reduzir ou até mesmo eliminar as perdas urinárias. 

Mantenha o controle!

Por Marta Lira Goulart – enfermeira estomaterapeuta

Referências bibliográficas:

1. Fernandes, S., et al. Qualidade de vida em mulheres com Incontinência Urinária. Rev. Enf. Ref. vol.IV no.5 Coimbra jun. 2015

2. ASSIS, G M; GOULART, ML; NUNES, ACS; OLIVEIRA, FF. Prevenindo e tratando a incontinência urinária feminina 1.ed. - Taubaté: Casa Cultura, 2020.

3. Mostafaei, H., et al. Prevalence of female urinary incontinence in the developing world: A systematic review and meta‐analysis— A Report from the Developing World Committee of the International Continence Society and Iranian Research Center for Evidence Based Medicine. Neurourology and Urodynamics. 2020;1–24.  

4. Tamanini JT, Lebrao ML, Duarte YA, Santos JL, Laurenti R. Analysis of the prevalence of and factors associated with urinary incontinence among elderly people in the Municipality of Sao Paulo, Brazil: SABE Study (Health, Wellbeing and Aging). Cadernos de saude publica. 2009;25(8):1756-62. 

5. Hunskaar S BK, Clark A, Lapitan MC, Nelson R, Sillen U, Thom D. Epidemiology of urinary (UI) and faecal (FI) incontinence and pelvic organ prolapse (POP). Incontinence. 2005;1:255-312. 

6. Fleischmann N FA, Blaivas JG, Panagopoulos G. Sphincteric urinary incontinence: relationship of vesical leak point pressure, urethral mobility and severity of incontinence. The Journal of urology. 2003;169(3):999-1002. 

7. Nambiar AK, Lemack GE, Chapple CR, Burkhard FC, European Association of U. The Role of Urodynamics in the Evaluation of Urinary Incontinence: The European Association of Urology Recommendations in 2016. Eur Urol. 2017;71(4):501-3. 





Como lidar com incontinência urinária após cirurgia de próstata

 



A incontinência urinária é frequente em homens que passam por cirurgia ou radioterapia para o câncer de próstata. Estudos indicam que cerca de 40 a 60% dos pacientes que passam pela prostatectomia, intervenção cirúrgica para a retirada da próstata, acabam apresentando algum grau de incontinência.  

Apesar de ser um percentual elevado de ocorrências, muita coisa pode ser feita para amenizar e até curar este problema. Conversamos com o Dr. Marcos Tobias Machado, urologista da Equipe Increasing, que esclareceu uma série de questões sobre este assunto. Confira: 

Quais fatores podem contribuir para a incontinência urinária no pós-operatório? 

Dr. Marcos Tobias Machado: Existem os fatores cruciais relacionados à anatomia do paciente, assim como aspectos relacionados à extensão do câncer, sendo ambos os casos influenciados pela experiência e habilidade do cirurgião. Também contribuem para a incontinência alguns fatores secundários, tais como a reconstrução dos tecidos da uretra e da bexiga do paciente. Vale ressaltar que esses tecidos podem indicar um grau de doença mesmo antes da operação.  

Como o cirurgião pode prevenir a ocorrência de perda de urina após uma cirurgia para o câncer da próstata? 

Dr. Marcos Tobias Machado: A preservação das estruturas anatômicas ligadas à função de continência são fundamentais para um excelente resultado funcional. Também é importante que sejam preservados, sempre que possível, o comprimento máximo da uretra, as fibras do esfíncter, o colo vesical, o colar pubovesical e a banda neurovascular.  

Tudo isso está associado a melhores taxas de continência após um ano de cirurgia e uma recuperação mais rápida do controle urinário. Técnicas com magnificação da imagem, como a laparoscópica e a robótica, também auxiliam muito nesse objetivo. Em casos selecionados já com problemas urinários, um preparo com fisioterapia antes da cirurgia pode também ser bastante útil. 

É comum o paciente apresentar uma melhora espontânea após os primeiros meses de pós-operatório? 

Dr. Marcos Tobias Machado: Sim. A maioria dos pacientes apresenta algum grau de incontinência urinária que normalmente se resolve num intervalo de três a doze meses após a cirurgia radical da próstata. Técnicas modernas com máxima preservação das estruturas, como a prostatectomia robótica Retzius Sparing, apresentam as menores taxas de incontinência descritas na literatura médica. Nesses casos, pode-se chegar a 90% de resolução em 30 dias após o procedimento. Somos os pioneiros nesse tipo de operação na América Latina e a realizamos como rotina já há quatro anos com ótimos resultados. 

Quais são os recursos disponíveis para o tratamento da incontinência nesses casos? 

Dr. Marcos Tobias Machado: A abordagem inicial sempre incluiu um protocolo de fisioterapia pélvica. Muitas vezes eles estão associados ao uso da eletroestimulação e do biofeedback, que consiste na monitoração de diversas funções involuntárias do corpo, de modo que a pessoa seja treinada e passe a ter mais controle sobre o organismo.  

Em alguns casos em que são verificadas perdas por hiperatividade da musculatura da bexiga, podemos receitar medicações via oral ou botox intravesical. Na falha dessas alternativas, podemos lançar mão de cirurgias. As técnicas mais comuns são o emprego da faixa suburetral (sling masculino), normalmente utilizado em casos de menor volume de perda, e o esfíncter artificial para casos com maior gravidade. 

Há algo que o paciente que passará por uma cirurgia de próstata possa fazer para prevenir a incontinência? 

Dr. Marcos Tobias Machado: Antes da cirurgia o paciente pode ser orientado sobre a consciência da musculatura perineal e assim realizar os chamados exercícios de Kegel, que acabam auxiliando na recuperação da função urinária. 

Há uma faixa etária que demonstra maior recorrência de incontinência após a prostatectomia? 

Dr. Marcos Tobias Machado: Quanto mais velho o paciente maior a chance de ter uma incontinência no pós-operatório. Isso deve ser discutido sempre com o paciente antes do tratamento, uma vez que a percepção do problema varia muito de paciente para paciente. Enquanto para alguns estar livre do câncer e ter um pequeno volume de perda não incomoda muito, para outros, mesmo curados, a perda de urina pode ser uma catástrofe na qualidade de vida. Por isso é sempre importante apresentar antes do ato operatório os possíveis efeitos, os possíveis resultados do tratamento e esclarecer todas as dúvidas do paciente. 

Tudo o que você precisa saber sobre prevenção e tratamento de incontinência urinária em Idosos

 


A incontinência urinária, que é a perda involuntária de urina, pode acontecer em idosos e é uma condição frequente nessa faixa etária, afetando significativamente a qualidade de vida, trazendo desconforto físico, constrangimento e isolamento social, além de grande impacto no contexto biopsicossocial desses indivíduos. A prevenção e o tratamento adequados são essenciais para gerenciar essa condição e garantir um envelhecimento mais saudável e ativo. 

Uma das formas mais eficazes de prevenir a incontinência urinária é através do fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, cuja função é dar suporte à bexiga e à uretra e ajudar no controle da liberação da urina. Com o passar dos anos, pode ocorrer seu enfraquecimento devido a fatores como o envelhecimento, gravidez, parto, climatério, obesidade e até algumas cirurgias. 

E seu fortalecimento pode ser alcançado por meio de exercícios específicos, conhecidos como exercícios de Kegel, os quais envolvem a contração e o relaxamento da musculatura perineal. 

A sua prática requer, idealmente, orientações de um profissional especializado em fisioterapia pélvica, que ensine a técnica e auxilie na identificação da musculatura que deve ser exercitada, que é aquela usada para interromper o fluxo de urina durante a micção. Uma vez identificados, estes músculos devem ser contraídos por alguns segundos e relaxados na sequência, ciclicamente, visando ao aumento progressivo do tempo de manutenção da contração e do número de repetições, sendo importante realizar os exercícios de forma personalizada e regularmente para obter resultados efetivos. 

Além de ser usado como método de prevenção, o método de Kegel, pode ser proposto como uma forma conservadora de tratamento para a incontinência urinária.

Pode, ainda, associado a outras terapias comportamentais, como o treinamento da bexiga, e que podem ajudar no aumento da capacidade da bexiga e o do intervalo entre as idas ao banheiro. Em alguns casos, dispositivos auxiliares, como cones vaginais ou pesários, são recomendados para ajudar na qualidade da contração muscular, melhorando o controle urinário e a sustentação dos órgãos pélvicos.

Em situações nas quais estas abordagens não invasivas se mostram insuficientes, existem alternativas de tratamento farmacológico e cirúrgico. Os médicos podem recomendar o uso de medicamentos destinados a diminuir as perdas urinárias ou para expandir a capacidade de armazenamento da bexiga, ou indicar intervenções cirúrgicas, particularmente em situações de perdas de urina aos esforços ou diante da ocorrência de prolapso dos órgãos pélvicos.


Cuidados em casa

Para cuidados em casa, é importante criar um ambiente que facilite o acesso ao banheiro, com iluminação adequada e caminhos livres de obstáculos. O uso de roupas fáceis de remover também pode ajudar, assim como a manutenção de um cronograma regular para urinar, o que pode prevenir acidentes. Além disso, o uso de fraldas ou absorventes específicos para incontinência, pode proporcionar conforto e evitar situações embaraçosas. Sendo importante manter uma boa higiene pessoal para prevenir irritações e infecções.

É essencial que os idosos com incontinência urinária consultem um profissional de saúde para obter um diagnóstico correto e um plano de tratamento personalizado. Com a abordagem certa, é possível gerenciar a incontinência urinária de forma eficaz, permitindo que os idosos mantenham sua independência e qualidade de vida.

O Increasing possui profissionais altamente capacitados para esclarecer todas as dúvidas sobre incontinência urinária. Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou, se preferir, mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Avaliação Diagnóstica da Incontinência Urinária


O diagnóstico da incontinência urinária é feito de forma clínica, pois apenas é preciso saber se o paciente apresenta escapes de urina. Por mais que pareça uma pergunta simples, muitas pessoas sofrem em silêncio pois têm vergonha de falar sobre o assunto ou por achar que “perder urina é coisa da idade”. Portanto, vencer o tabu e a vergonha são o primeiro passo para resolver o problema e melhorar a qualidade de vida. Por isso recomenda-se que os médicos perguntem ativamente a seus pacientes se eles perdem urina e que o assunto seja abordado na comunidade, para que as pessoas procurem profissionais da saúde para resolver o problema.

O primeiro passo do médico para resolver a incontinência urinária é diagnosticar sua causa. Muitas vezes, somente a história clínica já permite a identificação de causas de incontinência reversíveis como: alterações temporárias de consciência ou cognitivas (delirium); infecções urinárias; atrofia genital; uso de remédios que facilitam perda de urina; alterações psicológicas; quadros de produção exacerbada de urina (ingestão de líquidos em excesso ou diabetes mellitus); imobilidade e até constipação. “Estas situações devem ser tratadas a fim de resolver a queixa. Quando excluídas, o tipo de perda deve ser determinado através de esclarecimentos dos sintomas típicos e gatilhos que ajudam na caracterização da perda”, explica a Dra. Augusta Morgado.

A especialista também ressalta que questionários de sintomas, antecedentes médicos e cirúrgicos, e achados do exame físico são fundamentais no processo de diagnóstico. O exame prostático ou ginecológico deve ser realizado cuidadosamente, incluindo manobras de tosse e esforço em diversas posições, com a bexiga confortavelmente cheia. Já os exames laboratoriais não são comumente solicitados.

O diário miccional - relato feito pelo indivíduo sobre suas micções, perdas de urina e ingestão de água ao menos três ou mais dias -, é importante para a compreensão das características da incontinência. E o estudo urodinâmico é o exame padrão para quantificar a perda e caracterizar a principal causa.

Uma vez feito o diagnóstico, deve ser proposto um tratamento adequado para cada quadro específico com o objetivo de controlar as perdas e melhorar a qualidade de vida. Mudanças comportamentais como controle da ingestão de líquido, micções programadas, controle do consumo de agentes irritantes à bexiga e exercícios de fisioterapia para a pelve são medidas iniciais e de primeira linha indicadas à maioria dos indivíduos”, afirma a especialista, Dra. Augusta Morgado.

O tratamento varia conforme o tipo de incontinência. Nos casos de esforço, as cirurgias de correção, com ou sem tela sintética, ou o uso de injeções de substâncias periuretrais podem ser excelentes opções. Já nos quadros de urgência, o uso de medicações que controlam a atividade do músculo da bexiga, bem como aplicações de toxina botulínica, ou ainda o uso de estímulo elétrico e neuromodulação, são tratamentos eficazes. “As escolhas de tratamento serão baseadas na resposta individual do paciente e sempre terão foco na qualidade de vida”, complementa a especialista.

O Increasing possui profissionais altamente capacitados para diagnosticar e atender pacientes que precisam de tratamento em casos de incontinência urinária. Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Neuroestimulação Sacral na Incontinência Urinária: Uma Abordagem Terapêutica Eficaz



A incontinência urinária é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando negativamente a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos. Felizmente, com os avanços nos tratamentos, surgiram opções eficazes para gerenciar essa perda involuntária de urina. Uma dessas abordagens inovadoras é a neuroestimulação sacral, que tem se mostrado promissora no combate à incontinência urinária.

A neuroestimulação sacral envolve o implante de um dispositivo médico, chamado neuromodulador sacral, projetado para fornecer estímulos elétricos suaves aos nervos sacrais, que são responsáveis pelo controle da bexiga e da função urinária.

O tratamento ocorre em duas etapas principais: a fase de teste temporário e o implante definitivo. Durante o teste, um pequeno dispositivo elétrico é colocado sob a pele, perto dos nervos sacrais. Esse sistema temporário é utilizado por um período de uma a duas semanas, permitindo avaliar a eficácia do tratamento para cada paciente individualmente.

Se os resultados forem positivos, o paciente pode prosseguir com o implante definitivo, que envolve uma cirurgia segura e minimamente invasiva para inserir o neuromodulador sacral, que será conectado aos nervos sacrais. O dispositivo envia sinais elétricos precisos para estimular os nervos e corrigir a disfunção da bexiga, responsável pela incontinência urinária.

Esse método terapêutico proporciona melhorias significativas na qualidade de vida dos pacientes, permitindo a retomada de atividades sociais e físicas sem constrangimentos. Além disso, é uma opção reversível, o que significa que o dispositivo pode ser desligado ou removido, se necessário, sem causar danos permanentes ao sistema neurológico.

A neuroestimulação sacral representa um avanço importante no tratamento da incontinência urinária, oferecendo uma solução terapêutica eficaz, segura e reversível para aqueles que sofrem dessa condição crônica. É fundamental, no entanto, que um profissional de saúde qualificado avalie cada caso individualmente, a fim de determinar a abordagem terapêutica mais adequada.

O **Increasing** (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) conta com profissionais altamente capacitados para atender pacientes com incontinência urinária. Além disso, oferece uma ampla gama de tratamentos e terapias para quem busca restabelecer a qualidade de vida.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

A obesidade pode provocar incontinência urinária?

 


A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode ocorrer durante atividades cotidianas, como tossir, espirrar, levantar peso ou em situações de urgência (vontade súbita de urinar). Alguns fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição, como o número de gestações e partos, o nascimento de bebês grandes, o climatério, tosse crônica e, ainda, condições como a obesidade. Esta última acomete grande parte da população e pode desempenhar um papel determinante no surgimento de escapes de xixi.

 O excesso de peso pode atuar como um fator de sobrecarga na pelve, exercendo uma pressão adicional sobre os músculos e ligamentos do assoalho pélvico, especialmente durante atividades físicas e de impacto. Essa pressão prejudica a função dessas estruturas, facilitando os mecanismos de perda de urina.

Além disso, a obesidade está associada ao aumento do risco de distúrbios metabólicos, como o diabetes, que podem contribuir para o desenvolvimento da incontinência urinária de urgência. Isso pode levar, muitas vezes, à incapacidade de controlar a bexiga, resultando em perda significativa de urina antes de chegar ao banheiro. 

Mais do que as consequências físicas, o excesso de peso pode causar um grande impacto psicossocial, influenciando ou agravando quadros de depressão e ansiedade, que também podem estar associados ao agravamento da incontinência urinária.

Diante desses fatos, é importante ressaltar que a perda de peso pode ter um impacto muito positivo na redução das perdas de urina. A adoção de um estilo de vida saudável, que inclua uma alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos, pode ajudar a reduzir a sobrecarga no assoalho pélvico, melhorar a saúde metabólica e contribuir para o controle da saúde mental.

 É fundamental que pessoas com obesidade e que sofrem de incontinência urinária busquem orientação médica especializada para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado. Este pode incluir mudanças no estilo de vida, terapias comportamentais, fisioterapia pélvica, tratamentos medicamentosos e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas.

Adotar hábitos de vida saudáveis para prevenir e tratar problemas de saúde promove o bem-estar físico e mental. O Increasing conta com uma equipe multidisciplinar para auxiliar o paciente em tudo o que for necessário, oferecendo mais qualidade de vida. Por isso, não tenha receio ou vergonha, busque ajuda profissional e tire todas as suas dúvidas sobre saúde.


O que é Fisioterapia Pélvica?


Para falarmos de fisioterapia pélvica é preciso saber o que é assoalho pélvico. Você já ouviu falar?

O assoalho pélvico é uma estrutura complexa formada por músculos, ligamentos e fáscia. Está localizado na base da pelve (nossa bacia), entre os ossos púbis, anteriormente, cóccix, posteriormente e ísquios, lateralmente. Sua função é sustentar os órgãos pélvicos (bexiga e reto no homem e bexiga, reto e útero na mulher) em suas posições anatômicas, manter a continência urinária e fecal e tem importante papel na função sexual.

É preciso que haja harmonia e equilíbrio entre tais estruturas para que o funcionamento seja perfeito sem tensões, sem sobrecargas, sem dor e com força suficiente para suportar o peso dos órgãos.

A fisioterapia pélvica é a especialidade da fisioterapia que atua na educação, na prevenção, no cuidado e na reabilitação de homens e mulheres de qualquer faixa etária que apresentam algum tipo de disfunção do assoalho pélvico.

Essas disfunções podem ser:

- urinárias (incontinência urinária – segundo a ICS (Sociedade Internacional de Continência), qualquer perda involuntária de urina é considerada incontinência): incontinência urinária de esforço (tosse, espirro, etc); hiperatividade da bexiga; 
aumento da frequência urinária; urgência para urinar; perda de urina por urgência; dificuldade para urinar e entre outros;
- anorretais: constipação intestinal; incontinência fecal/anal (perda involuntária de fezes ou flatos) e entre outros;
- sexuais: dor gênito pélvica/penetração (dor durante ou após o ato sexual), vulvodínia, vaginismo e entre outros.

A fisioterapia pélvica também atende a área de obstetrícia preparando a mulher para o parto e facilitando sua recuperação no puerpério. Auxilia no manejo da dor pélvica e nos possíveis transtornos ocasionados pelo climatério, menopausa e pós menopausa.

E como é feita a fisioterapia pélvica?

Após anamnese e avaliação detalhada, os objetivos são traçados e inúmeros recursos podem ser utilizados, tais como:

- Eletroterapia: eletroestimulação, biofeedback e ultrassom;
- Termoterapia: calor e gelo;
- Fototerapia: laser e entre outros;
- Recursos terapêuticos manuais: massagens específicas, liberações miofasciais e etc;
- Cinesioterapia: exercícios assistidos e resistidos, mobilidade e flexibilidade;
- Hidroterapia: terapia em piscina aquecida;
- Entre outras técnicas;

Vale a pena lembrar que a Fisioterapia Pélvica vai além do simples foco no assoalho pélvico. O trabalho respiratório e a consciência corporal é de suma importância para um bom resultado final.

Fisioterapia Pélvica é um tratamento simples e eficiente. É considerada padrão ouro e primeira linha de tratamento para as principais disfunções do AP, com alto nível de evidência. 

*Andréa Zaher, Fisioterapeuta do INCREASING, CREFITO 3/9393F, escreveu este artigo.

Artigo relacionado a:

Como a compressão de nervos interfere na sua saúde urinária

 

Atualmente fala-se muito sobre disfunções urinárias provocadas por lesões de nervos seja em cirurgias pélvicas ou diretamente por alguma compressão de nervos.

Quais são essas disfunções? Por que elas ocorrem? Todas as pessoas submetidas a cirurgias pélvica vão sofrer estas disfunções? Qualquer compressão nervosa leva à disfunção?

Neste texto, vamos revisar alguns conceitos importantes sobre disfunções miccionais e sobre as causas destas disfunções.

A micção, que é o ato de urinar, é controlada por uma complexa rede de nervos e músculos que trabalham juntos para garantir que a urina seja armazenada na bexiga e liberada no momento certo.

Como Funciona o Controle da Micção

  1. Bexiga e Esfíncteres:
    • A bexiga é como um balão que armazena a urina. Quando está cheia, precisa se contrair para empurrar a urina para fora.
    • Dois grupos de músculos chamados esfíncteres funcionam como "portas" que mantêm a urina dentro da bexiga até que você esteja pronto para urinar.
  2. Sistemas Nervosos:
    • O corpo usa diferentes "fios" de nervos para controlar a micção.
    • Um grupo de nervos, o sistema simpático, ajuda a segurar a urina na bexiga até que seja hora de liberar.
    • Outro grupo, o sistema parassimpático, faz o trabalho de esvaziar a bexiga quando você decide urinar.
  3. Cérebro e Medula Espinhal:
    • O cérebro age como o "chefe", decidindo quando é apropriado urinar.
    • A medula espinhal funciona como um "mensageiro", enviando sinais entre o cérebro e a bexiga.
    • Quando a bexiga está cheia, ela manda um sinal para o cérebro dizendo: "Ei, precisamos esvaziar!". O cérebro então decide se é o momento certo ou não.
O Processo de Urinar

  1. Armazenamento de Urina:
    • Quando a bexiga começa a encher, os nervos dizem aos músculos da bexiga para relaxarem, e os esfíncteres para se manterem fechados, mantendo a urina armazenada.
  2. Esvaziamento da Bexiga:
    • Quando você decide que é hora de urinar, o cérebro envia um sinal que relaxa os esfíncteres e contrai a bexiga, empurrando a urina para fora.
  3. Controle Voluntário
    • Desde que somos pequenos, aprendemos a controlar a micção, decidindo quando e onde podemos urinar. Este controle acontece porque o cérebro e os nervos trabalham juntos para permitir que esperemos até que seja o momento adequado. 
Em resumo, urinar parece simples, mas envolve um processo coordenado que garante que a bexiga segure a urina até que seja hora de liberá-la, tudo com a ajuda do cérebro e dos nervos.

Em cirurgias pélvicas de grande porte, como cirurgias para tratamento de endometriose profunda, tratamento de cânceres ginecológicos e prostatectomias podem provocar lesões nos nervos que controlam a função da micção. A compressão nervosa, causada por um nervo pressionado ou comprimido, também pode resultar em alterações urinárias.

Estas disfunções são caracterizadas por mudanças na frequência, urgência, dificuldade ou controle da micção. Essa condição pode afetar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar de uma pessoa.

A retenção urinária é um tipo de alteração na qual há uma dificuldade em urinar ou incapacidade de esvaziar completamente a bexiga. Nesta condição, a compressão nervosa afeta os nervos que controlam a contração da bexiga e o relaxamento do esfíncter urinário, o que gera a dificuldade em iniciar ou completar o ato de urinar. Isso pode levar a uma sensação constante de bexiga cheia, desconforto abdominal e até mesmo distensão da bexiga.

A disúria é outro tipo de alteração urinária e traz como sintoma a sensação de dor, desconforto ou ardor ao urinar. A compressão nervosa pode causar irritação ou inflamação no trato urinário, que por sua vez resulta em uma sensação dolorosa ou desconfortável durante a micção. Pode ser acompanhada de aumento na frequência urinária, urgência e até mesmo sangue na urina em casos mais graves.

A hesitação urinária ocorre quando os nervos que controlam o músculo detrusor da bexiga são afetados pela compressão nervosa, dificultando o esvaziamento adequado do órgão. Ela é caracterizada pela dificuldade em iniciar o fluxo urinário, isso pode levar a um atraso no início do fluxo urinário ou até mesmo a uma incapacidade completa de urinar.

A compressão nervosa pode afetar os músculos e os nervos que controlam a função da bexiga, resultando em uma diminuição da sensibilidade ou controle do esfíncter urinário. Isso pode levar a episódios de perda involuntária de urina durante atividades como esforço físico, tosse, espirros ou uma forte sensação de urgência para urinar.

Existem diferentes tipos de incontinência urinária, como a incontinência de esforço, a incontinência de urgência e a incontinência mista. A avaliação médica, a fim de realizar a avaliação clínica e diagnóstico correto, é essencial para um tratamento adequado que pode prevenir complicações a longo prazo.

O Increasing conta com uma equipe multidisciplinar que pode ajudar em todo o processo de avaliação, exames e tratamentos a fim de restituir a qualidade de vida do paciente. Visite nosso site increasing.com.br para mais informações e descubra como podemos ajudá-lo a alcançar seus objetivos de saúde e bem-estar.

O que é Estomaterapia?



Mesmo sendo uma área de importantíssima relevância para o panorama da saúde de um modo geral, a Estomaterapia – como é chamada a especialidade da Enfermagem voltada para tratamento de feridas e estomias – ainda é pouco conhecida pela população em geral. Para se ter uma ideia da necessidade desse segmento para a melhoria da qualidade de vida brasileira, estima-se que cerca de cinco milhões de pessoas convivem com feridas crônicas em todo o país, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para falar dos mais variados aspectos da especialidade, convidamos Marta Lira Goulart, Enfermeira Estomaterapeuta, membro da Equipe do Increasing. Confira:

Para começar, como você definiria a Estomaterapia para quem nunca ouviu falar nessa área da Enfermagem?

Marta Lira: Estomaterapia é uma especialidade exclusiva do Enfermeiro existente no Brasil desde 1990, no tratamento de feridas, incontinências urinária e fecal, além de estomias (quando necessário o desvio do intestino ou bexiga urinária para a barriga por meio de uma bolsa).

Normalmente, quem busca o auxílio de um profissional habilitado nessa área?

Marta Lira:  Geralmente são pessoas que possuem alguma dificuldade no processo de cicatrização de feridas seja qual for a origem, seja traumática, de cicatrização lenta, queimaduras, lesão por pressão, tipo escara etc. Outras pessoas nos procuram para o tratamento das complicações no novo estoma intestinal ou urinário, ou mesmo para a demarcação deste estoma. Existem também casos recorrentes de dermatites (assaduras) associadas à incontinência, treinamento para o auto cateterismo vesical (passagem de um cateter para drenar urina da bexiga) ou mesmo para o tratamento e prevenção de incontinência urinária e constipação intestinal.

Então quais seriam os casos mais comuns?

Marta Lira: Sem dúvida a grande procura é para o tratamento de feridas, como a cicatrização de escaras, que é quando o paciente permanece por tempo prolongado na mesma posição gerando uma lesão na pele. Outras demandas frequentes são as que envolvem incontinências urinária e fecal e, posteriormente, para orientações e tratamento de complicações ao portador de estomia.

E os tipos de tratamento disponíveis?

Marta Lira: Atualmente a diversidade de produtos para o tratamento de feridas cresceu bastante com o avanço das tecnologias. Há o laser de baixa potência como um coadjuvante no processo da cicatrização, ozônioterapia, curativo de pressão negativa, impregnados de prata (cobertura para feridas antimicrobiana), coberturas de silicone, soluções de limpeza como PHMB e outros recursos. Na área de incontinências muitos dispositivos podem ser utilizados para o tratamento, como cateteres vesical tipo os hidrofílicos, plug anal (incontinência anal), programas de reabilitação para o intestino constipado ou neurogênico, dispositivos para prolapsos de órgãos pélvicos como os pessários, eletroestimulação, biofeedback, gameterapia etc. Nas estomias há diversos tipos de bolsas para atender melhor às diferentes necessidades e tamanhos dos estomas. Podem ser, basicamente, de dois tipos, de acordo com a finalidade, que são as intestinais e as urinárias. Também há disponível acessórios como cinto, pó e pasta de hidrocolóide, anéis convexos e planos etc.

Sabe-se que a Estomaterapia é bastante recente no Brasil. Como afirmou anteriormente, somente na década de 1990 foi criado um curso de especialização por aqui. Levando esse fator em consideração, como você avalia a evolução dessa especialidade?

Marta Lira: Eu vejo a Estomaterapia sendo uma das especialidades da enfermagem em expansão que possui enorme potencial de crescimento no mercado nacional, devido as diversas possibilidades  de atuação do especialista no pais, como a atuação em atuar em serviços públicos, privados, ambulatórios, clínicas, consultórios médicos, consultórios especializados em Estomaterapia, assistência domiciliar, além da possibilidade de atuar como um empreendedor do seu próprio negócio.

Sou formada desde o ano 2000, cursei a especialização em 2011, e de la prá cá percebo o quão importante e fundamental é a nossa intervenção na vida do ser humano. Como não dizer que a especialidade não é de suma importância para melhora da qualidade de vida? O que percebo ao longo desses anos é que a especialidade se tornou conhecida pela população no segmento do tratamento, ou seja, quando o problema já está instalado. Meu sonho é tornar a especialidade uma realidade de prevenção na vida do idoso, da criança, do portador de doença crônica como o diabetes, no paciente com lesão medular, no paciente acamado dentro da instituição na reabilitação das incontinências. A ideia é fazer com que responsáveis por políticas públicas entendam e propaguem a especialidade a fim de ajudar pessoas.

Como a tecnologia está envolvida dentro desse campo da Enfermagem?

Marta Lira: Totalmente. Esta ligada com o fornecimento de equipamentos de alta tecnologia como o laser, a eletroestimulação, tecnologias com silicone, antimicrobianas etc. Fundamentalmente as novas tecnologias dentro do campo de enfermagem são fruto de muito estudo e pesquisa científica que não só enriquece o trabalho do Estomaterapeuta, mas contribui muito no tempo de tratamento de cada pessoa.

Existe legislação específica sobre a enfermagem em Estomaterapia?

Marta Lira: Sim. O órgão oficial da Estomaterapia no Brasil é a SOBEST – Associação Brasileira de Estomaterapia. Já o O World Council of Enterostomal Therapists (WCET) é o órgão oficial da Estomaterapia mundial, foi fundado em 1978 e tem como finalidade principal a promoção dos especialistas e a normalização da especialidade em todo o mundo.

Aparentemente, o profissional desse campo atua com as mais variadas causas, o que exige uma vasta expertise. Como é lidar com essa gama de situações e fornecer um cuidado personalizado?

Marta Lira: É um desafio diário, mas também uma responsabilidade e o compromisso de levar qualidade de vida para muitas pessoas. A enfermagem é uma profissão que depreende anos de estudo, aperfeiçoamento e a especialidade é a somatória dessa vivência não só acadêmica mas científica, para que possamos de forma segura oferecer aos nossos pacientes o que há de melhor na prevenção e tratamento de feridas, incontinências e estomias. E o sorriso que desperta em cada pessoa que conseguimos ajudar, esta sem dúvida é a maior gratificação.

É desafiador construir uma enfermagem forte, consolidada, conhecida pelos resultados embasados pela área científica. Também é um desafio procurar não mais ouvir pacientes dizendo “onde vocês se escondem? Porque ninguém me falou de vocês?”, justamente após terem sido submetidos a uma amputação por falta de profissional especializado no tratamento. Também é um desafio fazer com que um paciente idoso não diga “eu não pego o ônibus pois tenho vergonha de sentir o cheiro da urina que perdeu na roupa”. Tudo isso me faz assumir um compromisso pessoal com as pessoas que necessitam de um olhar diferenciado para um problema que não é somente físico mas também social. É fazer valer a campanha idealizada pela SOBEST onde dizemos “eu mereço um Estomaterapeuta”.

O que o Increasing pode oferecer para quem necessita da Estomaterapia?

Marta Lira: A Diretoria do Increasing, preocupada em oferecer aos seus clientes uma assistência de qualidade, foi em busca de profissionais especializados em Estomaterapia. E hoje posso dizer que faço parte deste seleto rol de profissionais prontos a atender pacientes com necessidades para o auto cateterismo vesical, tratamento de feridas com a mais alta tecnologia no mercado, dermatites associadas a incontinências, tratamento de complicações e orientações ao estomizado, orientações pre e pós operatória, programa para o tratamento da constipação crônica, consulta de enfermagem individualizada com abordagens seguras e efetivas.

O objetivo do Increasing está no paciente e seus familiares, para que realmente sejam o alvo mais importante de todo o processo de cuidar.

Características da Fisioterapia Pélvica




A Fisioterapia Pélvica compreende a avaliação, o tratamento e a prevenção dos distúrbios cinético-funcionais da região pélvica feminina, masculina e infantil1. Através de técnicas específicas, o acompanhamento fisioterapêutico se baseia na abordagem do assoalho pélvico, estrutura anatômica localizada no interior da pelve e que fecha a cavidade abdominal, desempenhando funções de continência urinária e fecal, sustentação dos órgãos internos e participação na resposta sexual2.  


Figura: Localização dos músculos do assoalho pélvico nas pelves masculina e feminina e sua relação com os órgãos internos. ©Continence Foundation of Australia.

O treinamento muscular do assoalho pélvico é essencial no tratamento de alterações que acometem a pelve humana, como as algias pélvicas, os prolapsos genitais, bem como as disfunções anorretais, urinárias e sexuais1.

Foi descrito primeiramente em 1936 como opção preventiva e terapêutica na incontinência urinária e fecal, tornando-se popular nos anos 1950 com os estudos de Kegel3. Atualmente, a reabilitação do assoalho pélvico é a primeira linha de tratamento para a incontinência urinária por manter e/ou reforçar a pressão uretral, além de auxiliar no suporte dos órgãos internos3,4. Também é eficaz na melhora da sensibilidade perineal e restauração da circulação local, contribuindo no aprimoramento da função sexual de homens e mulheres3,5.

O papel do fisioterapeuta consiste em avaliar a função desses músculos, buscando o desenvolvimento da força, da coordenação, da velocidade e da resistência de acordo com a queixa de cada paciente de forma individualizada4. Visto que a musculatura do assoalho pélvico não é visível e sua contração voluntária não é habitual, mais de 30% das pessoas não consegue realizar os exercícios de forma adequada em uma primeira avaliação3.

Portanto, a Fisioterapia Pélvica vai muito além da reeducação perineal, pois favorece a percepção corporal, a autoconfiança e, consequentemente, melhora na qualidade de vida do paciente.

Fontes:

1. Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (ABFP).
2. Eickmeyer SM. Anatomy and Physiology of the Pelvic Floor. Phys Med Rehabil Clin N Am. 2017; 28(3):455-460.
3. Preda A, Moreira S. Incontinência Urinária de Esforço e Disfunção Sexual Feminina: O Papel da Reabilitação do Pavimento Pélvico. Acta Med Port. 2019; 32(11):721–726.
4. Bertotto A, Schvartzman R, Uchôa S, Wender MCO. Effect of electromyographic biofeedback as an add-on to pelvic floor muscle exercises on neuromuscular outcomes and quality of life in postmenopausal women with stress urinary incontinence: A randomized controlled trial. Neurourology and Urodynamics. 2017; 9999:1–6.
5. Costa CKL et al. Cuidado fisioterapêutico na função sexual feminina: intervenção educativa na musculatura do assoalho pélvico. Fisioter Bras. 2018; 19(1):65-71.
Lisandra Machado
Fisioterapeuta - CREFITO/3 209.954-F



Resultados da ressecção total de slings sintéticos para correção de incontinência urinária.


 

Os slings são uma faixa de malha de polipropileno implantada por cirurgia minimamente invasiva para tratamento da incontinência urinária de esforço. Inventados na década de 90, estes implantes revolucionaram o tratamento da perda de urina ao tossir, rir, espirrar e levantar peso, com taxas de sucesso em torno dos 90%.

No entanto, como acontece com qualquer implante, complicações podem ocorrer e, em muitos casos, a retirada completa do implante pode ser necessária. Ocorre que a cirurgia para retirada de um sling é complexa e pode trazer complicações.

Neste estudo, avaliamos os resultados da ressecção completa de slings em 31 mulheres operadas entre 2017 e 2019.

De forma geral, observamos resolução completa dos sintomas em 10 dos 31 pacientes (32,3%), outros 9 dos 31 (29,0%) pacientes relataram melhora clinicamente significativa, 2 dos 31 (6,5%) não apresentaram melhora na dor e 10 dos 31 (32,3%) relataram piora da dor ou uma dor nova, que não era sentida antes da cirurgia. Complicações pós-operatórias ocorreram em 9 (29,0%) pacientes, todos classificados como grau II de Clavien-Dindo[NL1] . Dezenove (61,3%) relataram recorrência da incontinência urinária de após a cirurgia.

 Quer ler o artigo naíntegra? Basta clicar no link abaixo. o acesso é gratuito até dia 31 de maio de2023:




[NL1] O sistema de classificação de Clavien-Dindo é um método usado para avaliar a gravidade das complicações cirúrgicas. O grau II de Clavien-Dindo se refere a uma complicação que requer intervenção farmacológica ou tratamento cirúrgico menor, sem a necessidade de internação prolongada ou reoperação. Em outras palavras, é uma complicação considerada moderada, mas que pode ser resolvida com tratamentos relativamente simples.

Como o LION (implante Laparoscópico de neuromodulador) impacta na vida dos pacientes paraplégicos?

Em março de 2022, um artigo produzido pela equipe do Increasing foi publicado na revista médica Neuromodulation, divulgando um compilado de dados sobre os 10 anos de experiência com o implante laparoscópico de neuromodulador em pacientes paraplégicos.

O procedimento, conhecido como Possover - Lion, foi desenvolvido na Suíça, mas foi trazido ao Brasil em 2014 pelo Dr. Nucelio Lemos, Chefe do Departamento de Ginecologia e Neuropelveologia do Increasing.

Confira alguns dos dados do artigo:

➡️Impacto na mobilidade - Após três meses de cirurgia, a maioria dos pacientes já conseguia se levantar e iniciar o treino de marcha em barras paralelas, mesmo tendo sofrido uma lesão motora completa. Assim, os pacientes puderam tornar-se menos dependentes da cadeira de rodas para caminhar distâncias curtas, especialmente em casa.

➡️Impacto na função urinária - 47,8% dos pacientes melhoraram sua categoria de incontinência urinária, ou seja, passaram a apresentar menos episódios de incontinência. As perdas noturnas diminuíram para 30,4% dos pacientes.

➡️Impacto na função intestinal -  A melhora na escala de incontinência foi em média de 9 pontos para 5,5 pontos em 12 meses. No pré-operatório, 52% dos pacientes necessitaram de mais de 30 minutos para realizar sua evacuação e no seguimento, 65% dos pacientes reduziram para menos de 30 minutos para sua rotina intestinal.

➡️Impacto na função sexual - De acordo com um relatório preenchido pelos homens, 71% dos pacientes afirmaram terem apresentado melhora na sensibilidade na região genital.

Atenção primária: benefícios no diagnóstico precoce e tratamento de condições como a incontinência urinária



A atenção primária à saúde é o primeiro nível de assistência e se caracteriza por uma série de ações que buscam promover a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com objetivo de desenvolver uma atenção integral, que impacte positivamente na saúde individual e da população como um todo (www.gov.br).

Esse conceito se aplica amplamente à saúde feminina e é a porta de entrada para os cuidados da mulher, da adolescência até a maturidade, desempenhando um papel vital na educação sobre a prevenção de doenças.

Dentro dessa área de assistência, encontram-se os programas de rastreamento (como mamografias e exames de Papanicolau) indispensáveis para detectar precocemente condições como câncer de mama e de colo de útero; a gestão de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem ter implicações específicas na saúde da mulher; bem como a abordagem de algumas questões de saúde, como a incontinência urinária, por exemplo, devem ser iniciadas neste contexto. 

A incontinência urinária é um exemplo de condição muito comum e com impacto substancial na qualidade de vida das mulheres que, ainda assim, é frequentemente negligenciada e mal conduzida. Sua investigação deveria ocorrer rotineiramente, em ambiente onde as mulheres se sentissem confortáveis para discutir questões íntimas e sensíveis.

O acolhimento e a confiança no serviço médico são fundamentais neste processo, visto que muitas podem sentir vergonha ou constrangimento em falar sobre o assunto. E, neste momento, os profissionais de saúde primária podem propiciar um espaço seguro para essas conversas, oferecendo suporte emocional e encorajando um diálogo aberto sobre sintomas e preocupações, bem como coordenando um plano de tratamento, incluindo exercícios do assoalho pélvico, alterações do estilo de vida e, se necessário, encaminhamentos a especialistas

Essa organização do cuidado é essencial para assegurar que as pacientes recebam um tratamento abrangente e contínuo, a fim de evitar complicações, promover saúde e melhorar a qualidade de vida, incluindo aconselhamento sobre nutrição, atividade física e saúde mental, que são necessários para a saúde integral da mulher e para seu bem estar geral

Com um acesso facilitado e um acompanhamento contínuo, a atenção primária tem o poder de transformar a saúde da mulher, proporcionando-lhe uma vida mais saudável e plena. Conte com o Increasing para cuidar da sua saúde. Marque uma consulta e comece sua jornada para o bem-estar hoje mesmo.

Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou, se preferir, mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Biofeedback Eletromiográfico

A clínica Increasing dispõe dos mais modernos equipamentos para oferecer sempre o melhor tratamento aos seus pacientes. Agora conta com o Biofeedback Eletromiográfico, que é um instrumento de avaliação e tratamento para as principais disfunções pélvicas.  Com a utilização do parelho é possível trabalhar a consciência corporal e o fortalecimento dos músculos perineais de forma a melhorar significativamente a queixa e promovendo melhor qualidade de vida para os pacientes.

 Principais Indicações:

- Incontinência Urinária
- Incontinência Fecal
- Dor pélvica Crônica
- Disfunções Sexuais
- Disfunções Pélvicas em Pediatria

Acupuntura: origem, benefícios e aplicações


A Acupuntura é uma modalidade da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) baseada na estimulação de áreas do corpo com efeitos específicos, popularemente conhecidos como “pontos de Acupuntura”. Há uma variedade de estilos de Acupuntura, como a tradicional/clássica, que utiliza agulhas para estimular diferentes pontos no corpo, e a auricular, que utiliza sementes, cristais ou agulhas em pontos específicos na orelha, que correspondem aos órgãos do corpo. 

A Medicina Tradicional Chinesa e a Acupuntura são baseadas no conceito teórico oriental de Yin Yang e os cinco elementos, que ajudam a explicar as doenças e as funções fisiológicas. Isso porque a Medicina Tradicional Chinesa entende que há uma energia que dá vida a todos os seres, e que no corpo humano ela circula por 14 canais superficiais principais denominados “meridianos”. Quando esse fluxo de energia é quebrado por conflitos emocionais, má alimentação e/ou outras dificuldades, surge a doença. Para a Medicina Tradicional Chinesa, o equilíbrio é restaurado pela inserção de agulhas em pontos sobre a pele, cada um com seu efeito específico.(3)

Como estes conceitos da Medicina Tradicional Chinesa são alheios à Medicina Ocidental, a Acupuntura foi, no passado, alvo de muitos questionamentos. No entanto, os avanços das investigações sobre o sistema nervoso trouxeram a comprovação científica esperada e afastaram muitas das desconfianças que rondavam a terapia. Hoje, já há quase 500 revisões sistemáticas com metanálise, comprovando a eficácia da Acupuntura.

A Acupuntura funciona reduzindo a inflamação, estimulando a liberação de endorfinas e outros neurotransmissores que acalmam e regulam a atividade do sistema nervoso como um todo. Por isso, a acupuntura pode ser utilizada no tratamento de diversas doenças, quadros dolorosos, depressão, ansiedade, estresse crônico e até da incontinência urinária. 

Já há comprovação científica de que a Acupuntura é capaz de tratar ou aliviar os sintomas de mais de 400 doenças, relacionada aos sistemas nervoso, imunológico, digestivo e geniturinário, aos músculos, ossos, articulações e pele. Em muitos problemas crônicos, a Acupuntura pode diminuir a dose necessária ou até substituir medicações.

Vejamos alguns dos benefícios comprovados da Acupuntura:

Emagrecimento e regulação do metabolismo;

Controle da ansiedade, estresse e depressão;

Tratamento da insônia;

Alívio da dor, contraturas musculares, torcicolo;

Redução de problemas sistema digestivo;

Melhora da dor e qualidade de vida de pacientes com câncer (até mesmo em casos terminais);

Alívio da enxaqueca e dores de cabeça crônicas;

Na Pele, melhora a acne e problemas com a cicatrização;

Melhora da Imunidade, alergias, rinites e asma;

Melhora da Incontinência Urinária.

Além de efetiva, a Acupuntura é extremamente segura. Quando realizada por profissionais qualificados, apresenta riscos de eventos adversos baixíssimos em comparação ao uso de medicamentos ou cirurgias, tradicionalmente utilizados na Medicina Ocidental. 

Apesar de todos estes benefícios, muitas pessoas têm medo das agulhas da Acupuntura. É importante divulgar que a dor da introdução das agulhas e as sessões de Acupuntura são mais do que toleráveis – a maioria de nossos pacientes relata que as sessões são relaxantes como uma sessão de massagem ou meditação.

Esperamos que este texto ajude a todos a vencerem o medo e aproveitarem todos os benefícios da Acupuntura! 

Por: 
Marta Lira Goulart - COREN-SP: 93.694
Dr. Nucelio Luiz de Barros Moreira Lemos – CRM-SP 113.015


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Deare JC, Zheng Z, Xue CCL, Liu JP, Shang J, Scott SW, Littlejohn G. Acupuncture for treating fibromyalgia. Cochrane Database of Systematic Reviews 2013, Issue 5. Art. No.: CD007070. DOI: 10.1002/14651858.CD007070.pub2

2. Smith CA, Hay PPJ, MacPherson H. Acupuncture for depression. Cochrane Database of Systematic Reviews 2010, Issue 1. Art. No.: CD004046. DOI: 10.1002/14651858.CD004046.pub3

3. Furlan AD, van Tulder MW, Cherkin DC, Tsukayama H, Lao L, Koes BW, Berman BM. Acupuncture and dry-needling for low back pain. The Cochrane Database of Systematic Reviews 2005, Issue 1 

4. Lim CED, Ng RWC, Cheng NCL, Zhang GS, Chen H. Acupuncture for polycystic ovarian syndrome. Cochrane Database of Systematic Reviews 2019, Issue 7. Art. No.: CD007689. DOI: 10.1002/14651858.CD007689.pub4

5. Ribeiro, JC., Sêne, RF., Paiva, AFA, et al. – Ventosaterapia: Tratamento alternativo para diversas afecções. Revista Saúde em Foco – Edição no 11 – Ano: 2019

6. Wegner, F. Costa, AD., Ribeiro, GKS, et al. Moxabustão: uma revisão da literatura. FIEP BULLETIN - Volume 83 - Special Edition - ARTICLE II - 2013 (http://www.fiepbulletin.net)

7. Amaro, JL., Haddad, JM., Trindade, JCS., Ribeiro, RM. Reabilitação do assoalho pélvico nas disfunções urinárias e anorretais. Revista Segmentofarma, 2005. Pag 177-191.

 

Uroginecologia

 Consulta Médica


Procedimentos


Vulva
  • Perioneoplastia
  • Abscesso perineal 
  • Bartolinectomia
  • Biópsia de vulva
  • Cauterização química, eletrocauterização ou cauterização de lesões da vulva 
  • Exérese de Gl de Skeene
  • Exérese de lesão de vulva e/ou do períneo
  • Hipertrofia de pequenos lábios - correção cirúrgica
  • Incisão e drenagem da Gl de Bartholin ou Skeene
  • Marsupializaçao da Gl de Bartholin
    Períneo
    • Correção de defeito lateral
    • Correção de enterocele
    • Perineorrafia e/ou episiotomia e/ou episiorrafia
    • Ressecção de tumor do septo retovaginal
    • Retocistocele e rotura perineal - tratamento cirúrgico
    Vagina
    • Biópsia de vagina
    • Cauterização química ou eletrocauterização ou cauterização de lesões da vagina
    • Colpectomia
    • Colpocleise
    • Colpoplastia
    • Colporrafia ou colpoperineoplastia
    • Colpotomia ou culdocentese
    • Extração de corpo estranho
    • Exérese de cisto vaginal
    • Himenotomia
    Útero
    • Biópsia de colo uterino
    • Biópsia de endométrio
    • Cauterização química ou eletrocauterização ou cauterização de lesões de colo uterino
    • Curetagem ginecológica
    • Dilatação de colo uterino
    • Excisão de pólipo cervical
    • Histerectomia subtotal
    • Histerectomia Subtotal com ou sem anexectomia
    • Histerectomia Subtotal Laparoscópica com ou sem anexectomia
    • Histerectomia total Laparoscópica
    • Histerectomia total com laparoscópica com anexectomia
    • Histeroscopia cirúrgica com biópisa
    • Histeroscopia com ressectoscópio
    • Implante de dispositivo intrauterino hormonal
    • Retirada de DIU por histeroscopia
    • Implante de dispositivo intrauterino não-hormonal
    • Miomectomia uterina
    • Miomectomia uterina laparoscópica
    • Cauterização de Alta frequência em sistema genital e reprodutor
    • Miomectomia Laparoscópica
    • Traquelectomia - amputação, conização (com ou sem CAF)
    Ovários
    • Ooforectomia ou ooforoplastia
    • Ooforectomia ou ooforoplastia laparoscópica
    Tubas
    • Laqueadura tubárea laparoscópica
    • Laqueadura tubária
    • Salpingectomia
    • Salpingectomia laparoscópica
    Pelve e paredes pélvicas
    • Cirurgia do prolapso de cúpula vaginal
    • Laparoscopia ginecológica com ou sem cromotubagem
    • Liberação de aderências com ou sem ressecção de cistos peritoneais ou salpingolise
    • Liberação laparoscópica de aderências com ou sem ressecção de cistos peritoneais ou salpingolise*
    Uretra
    • Abscesso periuretral
    • Incontinência urinária tratamento cirúrgico (exceto esfincter artificial)
    • Incontinência urinária tratamento cirúrgico - Sling ou esfincter artificial
    • Incontinencia urinaria com colpoplastia anterior

      Cirurgia Particular


      Vulva

      • Vulvectomia
      Períneo
      • Reconstruçao perineal com retalhos miocutâneos
      • Seio Urogenital - Plástica
      Vagina
      • Fístula ginecológica - Tratamento cirúrgico
      • Neovagina
      Útero
      • Histerectomia total laparoscópica amplicada
      Ovários
      • Translocação de ovários
      Pelve e paredes pélvicas
      • Cirurgia laparoscópica do prolapso de cúpula vaginal
      • Endometriose - tratamento cirúrgico laparoscípico
      • Ligamentopexia pélvica
      • Ligamentopexia pélvica laparoscópica
      • Neurectomia pressacral ou do nervo genitofemoral
      • Ressecção ou ligadura de varizes pélvicas
      • Ressecção de ligamentos uterossacros
      • Secção laparoscópica de ligamentos uterossacros
      Uretra
      • Divertículo uretral - tratamento cirúrgico
      • Esfincterotomia
      • Injeções periuretrais
        Fisioterapia Pélvica
        • Atendimento fisioterapêutico da disfunção do sistema genital, reprodutor e excretor (urinário/proctológico)
        • Reabilitação perineal com Biofeedback
        • Ultrassom
        • Neuromodulação por estimulação periférica
        • Eletroestimulação do assoalho pélvico e/ou outra técnica de exercícios perineais