Quando o paciente deve recorrer à cirurgia de incontinência urinária?



Embora existam várias opções de tratamento disponíveis, a cirurgia é um dos métodos mais eficazes para tratar a incontinência urinária, especialmente em casos mais graves em que as outras opções se mostraram ineficazes.

A cirurgia para incontinência urinária tem como objetivo corrigir anormalidades estruturais que levam à perda de urina e reforçar os tecidos relacionados com a sustentação da uretra e da bexiga. 

Existem diferentes tipos de cirurgia disponíveis, cada uma com sua própria indicação e técnica específica. Listamos a seguir as mais comuns para o tratamento da incontinência urinária:

Sling de uretra média ou cirurgia de correção de incontinência urinária com tela: 

Essa é uma das cirurgias mais utilizadas para o tratamento da incontinência urinária de esforço, que ocorre quando há perda de urina durante atividades físicas, como espirros, tosses ou exercícios. Durante o procedimento, uma faixa, que pode ser feita de tecido sintético ou do próprio tecido do paciente, é passado, por via vaginal, sob  uretra, como se fosse uma rede, para fornecer suporte e ajudar a evitar a perda de urina.

Implantes de agentes de preenchimento: 

Nessa cirurgia, é realizado o implante de materiais sintéticos para preencher os espaços ao redor da uretra, ajudando a aumentar o suportes deste canal,  reduzindo, assim, a perda de urina. Essa técnica é comumente utilizada para tratar a incontinência urinária de esforço leve a moderada e para pacientes com contraindicações para a realização de outros procedimentos.

Cirurgias de correção de prolapso: 

Muitas vezes a perda de sustentação do útero, da cúpula ou das paredes vaginais e o prolapso desses órgãos leva a uma modificação dos mecanismos de continência urinária, facilitando as perdas de urina aos esforços e associadas a queixas de urgência. Uma das formas de controle destes casos se dá pela reconstrução da anatomia do assoalho pélvico com correção dos prolapsos (seja por via vaginal ou laparosópica, com ou sem tela sintética), com melhora também da incontinência em 50-60% dos casos

É essencial fazer uma avaliação completa e precisa do estado de saúde do paciente e identificar a causa subjacente da condição para que então seja feita a escolha ideal de qual cirurgia será eficaz no tratamento da incontinência urinária. Além disso, é recomendável que outras opções de tratamento menos invasivas sejam consideradas antes de recorrer à cirurgia.

É importante destacar que toda cirurgia apresenta riscos e benefícios, e o paciente deve ser devidamente informado sobre esses aspectos. Em muitos casos, a cirurgia para a incontinência urinária pode ser altamente eficaz, proporcionando alívio significativo dos sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente. No entanto, cada caso é único, e a decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada em conjunto com o aval médico, levando em consideração os fatores individuais do paciente.


Nossa abordagem


Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.




Endometriose e nervos: qual é a relação?

 


A endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Estima-se que ela afete uma em cada dez mulheres. Entre os sintomas mais frequentes estão as cólicas menstruais e a dor durante a relação sexual, especialmente na penetração profunda.

Os locais mais frequentemente afetados são as trompas, os ovários, o intestino e a bexiga. No entanto, a doença também pode atingir outras estruturas da pelve, incluindo os nervos.

Como Dr. Nucelio Lemos é o pioneiro da Neuropelveologia no Brasil, recebemos dúvidas frequentes sobre a relação entre endometriose e acometimento nervoso.

A endometriose pode atingir os nervos?

Sim. Durante muito tempo, o acometimento dos nervos pela endometriose foi considerado raro. Estudos mais recentes na área da Neuropelveologia, porém, mostram que essa condição pode ser mais frequente do que se imaginava.

A endometriose pode alcançar os nervos sacrais ao infiltrar os ligamentos que conectam o útero às paredes da pelve. Quando isso acontece, podem surgir sintomas como dor na região vaginal, no ânus ou na parte posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático.

Quais nervos podem ser afetados?

Qualquer nervo que atravesse a pelve pode ser acometido pela endometriose.

Entre os casos descritos na literatura médica e observados na prática clínica estão o comprometimento dos nervos pudendo e ciático e das raízes sacrais, que são ramificações da medula espinhal responsáveis pela formação de diversos nervos periféricos.

A endometriose também pode envolver os nervos autonômicos, responsáveis pelo controle de funções como a bexiga e o intestino. Nesses casos, podem ocorrer dor e alterações no controle da urina e das fezes.

Como saber se a dor no nervo ciático pode estar relacionada à endometriose?

Os sintomas podem se parecer bastante com aqueles provocados por problemas de coluna. A mulher pode apresentar dor, queimação ou formigamento no glúteo e na parte posterior da perna.

Um sinal de atenção é a associação desses sintomas com manifestações típicas da endometriose, como cólicas menstruais e dor durante a relação sexual.

Outro aspecto importante é a relação com o ciclo menstrual. Quando a dor ciática piora durante a menstruação e melhora significativamente ou desaparece após esse período, é importante investigar a possibilidade de endometriose envolvendo o nervo ciático.

É possível ter endometriose nos nervos sem apresentar sintomas?

A endometriose pode ser assintomática. Entretanto, quando existe acometimento dos nervos, os sintomas tendem a ser mais intensos e característicos, justamente porque essas estruturas desempenham funções sensoriais e motoras importantes.

A endometriose pode causar uma lesão permanente no nervo?

Sim. Os nervos são estruturas delicadas, protegidas por tecidos que auxiliam sua movimentação e por estruturas como a bainha de mielina, fundamental para o funcionamento adequado dos neurônios.

A infiltração causada pela endometriose pode comprometer essas estruturas e alterar a função do nervo, provocando prejuízos sensoriais e motores.

Em situações mais avançadas, a doença pode infiltrar o nervo e provocar danos aos axônios dos neurônios, o que pode resultar em perdas funcionais permanentes.

Como é tratado o acometimento dos nervos pela endometriose?

O tratamento depende da avaliação individual de cada caso.

Os tratamentos hormonais podem controlar os sintomas da endometriose, mas não necessariamente impedem a progressão da doença. Quando existe comprometimento dos nervos, a abordagem cirúrgica pode ser necessária para interromper a progressão da lesão e preservar a função nervosa.

Por isso, o diagnóstico adequado e a avaliação especializada são fundamentais para definir a melhor estratégia de tratamento.

Endometriose tem cura?

Esse é um tema que ainda gera diferentes entendimentos entre especialistas.

No Increasing, consideramos que a retirada completa dos nódulos de endometriose pode levar à cura da doença de base. Entretanto, a dor crônica provocada pela endometriose pode produzir alterações no sistema nervoso, na musculatura e na postura, fazendo com que alguns sintomas persistam mesmo após o tratamento da doença.

Por esse motivo, casos mais complexos podem exigir uma abordagem multiprofissional.

Por que algumas mulheres continuam sentindo dor mesmo depois da cirurgia?

A endometriose pode ser responsável pelo início do processo doloroso, mas a dor crônica também pode desencadear alterações no sistema nervoso, nos músculos e em outros mecanismos relacionados à percepção da dor.

Assim, em algumas situações, a cirurgia pode tratar adequadamente as lesões de endometriose, mas não eliminar completamente a dor.

Nesses casos, é importante investigar outros fatores envolvidos na manutenção do quadro doloroso e contar com uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento da endometriose e da dor.

No Increasing, essa abordagem integrada reúne profissionais de diferentes áreas para oferecer uma avaliação individualizada e um tratamento direcionado às necessidades de cada paciente.

Cirurgia ginecológica e neuroanatomia pélvica: estudo internacional conta com participação do Dr. Nucelio Lemos


Um novo artigo científico internacional publicado no periódico
International Journal of Gynecological Cancer destaca a importância do conhecimento aprofundado da neuroanatomia pélvica feminina para a realização de cirurgias ginecológicas mais seguras e precisas. O trabalho contou com a participação do Dr. Nucelio Lemos, integrante da equipe Increasing. Autoria: Stefano Ferla, Diego Raimondo, Agnese Virgilio, Renato Seracchioli e Nucelio Lemos.


O estudo, intitulado “Comprehensive cadaveric dissection of female pelvic neuroanatomy: the somatic system”, apresenta uma dissecção laparoscópica cadavérica detalhada dos principais nervos somáticos da pelve feminina. O objetivo é auxiliar cirurgiões no reconhecimento das estruturas neurais durante procedimentos complexos, como cirurgias para endometriose profunda infiltrativa e cirurgias oncológicas radicais.




Segundo os autores, essas intervenções apresentam elevado risco de lesões nervosas, o que pode resultar em dor crônica, alterações sensitivas, déficits funcionais e outras complicações pós-operatórias importantes. Por isso, o domínio da anatomia pélvica é considerado fundamental para aumentar a segurança cirúrgica e preservar a qualidade de vida das pacientes.


O artigo demonstra como o treinamento laparoscópico em laboratório cadavérico, aliado à visualização ampliada da cirurgia minimamente invasiva, pode contribuir para o aperfeiçoamento técnico dos cirurgiões. O vídeo científico apresenta, passo a passo, a identificação de estruturas como os nervos ilioinguinal, femoral, obturador, genitofemoral, pudendo e ciático, além de marcos vasculares importantes para evitar sangramentos intraoperatórios.

Além de participar diretamente do desenvolvimento do projeto e da revisão do manuscrito, o Dr. Nucelio Lemos também atuou na supervisão científica do trabalho, reforçando sua contribuição internacional nas áreas de cirurgia ginecológica avançada, neuroanatomia pélvica e preservação neural.

A publicação reforça o papel do treinamento anatômico especializado no preparo de equipes cirúrgicas para cenários operatórios complexos, contribuindo para maior precisão técnica, prevenção de complicações e melhores desfechos para as pacientes.

Para a equipe Increasing, a participação em pesquisas científicas internacionais representa o compromisso contínuo com inovação, excelência cirúrgica e desenvolvimento científico voltado à saúde da mulher.

Estudo publicado na revista Neuromodulation reforça benefícios do procedimento LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória



Um novo estudo científico internacional reforça o potencial transformador do procedimento LION (Laparoscopic Implantation of Neuroprosthesis) na reabilitação de pessoas com lesão medular crônica. A pesquisa foi publicada na revista científica Neuromodulation, considerada a mais importante do mundo na área de neuromodulação, e demonstrou que a combinação da eletroestimulação proporcionada pelo protocolo LION com fisioterapia cardiorrespiratória promove ganhos significativos na função respiratória, cardiovascular e neuromuscular dos pacientes.

O estudo acompanhou 37 indivíduos com lesão medular torácica crônica ao longo de 12 meses. Os participantes foram divididos em três grupos: controle, LION isolado e LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória. Todos receberam acompanhamento neuromotor padronizado, mas o grupo que realizou a combinação terapêutica apresentou resultados superiores de forma consistente.


Entre os principais avanços observados estão o aumento da capacidade cardiorrespiratória, melhora do VO2máx, fortalecimento da musculatura respiratória, aumento do pico de fluxo expiratório e maior eficiência cardiovascular. Os pesquisadores também identificaram melhor integração entre os sistemas neuromuscular e cardiorrespiratório, indicando um processo de reorganização funcional do organismo.

Os resultados demonstraram ainda redução da frequência cardíaca e do índice de fadiga, fatores diretamente relacionados à qualidade de vida e ao desempenho funcional de pacientes com lesão medular crônica.




Segundo os autores, os benefícios do protocolo LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória ocorreram de maneira progressiva e sustentada ao longo do tempo, evidenciando efeitos cumulativos importantes para a reabilitação.

O estudo também destaca a participação de profissionais que integram a equipe Increasing, entre eles Wellington Contiero, Nucelio Lemos e Victor Croos-Bezerra, autores da pesquisa e atuantes no desenvolvimento e aplicação clínica do protocolo LION. A participação direta da equipe Increasing na produção científica reforça o compromisso da clínica com a pesquisa, a inovação e a busca contínua por avanços na neuroreabilitação.

O procedimento LION vem sendo estudado internacionalmente como uma alternativa inovadora para estimular estruturas nervosas preservadas e ampliar o potencial funcional de pessoas com lesão medular. Os novos achados reforçam a importância da abordagem multidisciplinar e personalizada na recuperação desses pacientes.




No Increasing, clínica especializada na realização do procedimento LION, a reabilitação é conduzida de forma integrada, unindo tecnologia, acompanhamento multiprofissional e protocolos individualizados para potencializar resultados e oferecer mais autonomia, funcionalidade e qualidade de vida aos pacientes.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 99533-5765.


Inteligência artificial pode acelerar o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica: iniciativa no Canadá destaca atuação do Dr. Nucelio Lemos



Uma reportagem publicada pelo site CTV News trouxe à tona um avanço promissor na área da saúde da mulher: o desenvolvimento de um aplicativo com inteligência artificial capaz de reduzir significativamente o tempo para o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica — condição que ainda enfrenta desafios importantes em todo o mundo.

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo causar dores intensas, sangramentos abundantes e impactos relevantes na qualidade de vida. Apesar de sua alta prevalência — atingindo cerca de 1 milhão de pessoas no Canadá — o diagnóstico pode levar, em média, de cinco a dez anos.


Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.
Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.

É nesse cenário que surge o aplicativo DANA, uma inovação que conta com a participação direta do Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico e integrante da equipe Increasing. O especialista também atua no Mount Sinai Hospital e é professor na University of Toronto.

Segundo a matéria original da CTV News, o principal objetivo da ferramenta é encurtar o caminho até o diagnóstico correto, conectando as pacientes aos especialistas adequados já nas primeiras consultas. Utilizando mais de uma década de dados clínicos anonimizados de instituições como o Women’s College Hospital e o próprio Mount Sinai Hospital, o sistema será capaz de analisar sintomas, identificar padrões e estimar a probabilidade de endometriose ou outras causas de dor pélvica crônica.

O Dr. Nucelio Lemos destaca que um dos grandes desafios no diagnóstico da doença é a sua complexidade: existem mais de 150 condições que podem causar dor pélvica crônica, o que frequentemente leva a diagnósticos equivocados. Como consequência, muitas mulheres passam por uma longa jornada envolvendo múltiplos especialistas, exames e tratamentos antes de obterem respostas.


Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)
Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)

Além disso, fatores culturais e históricos também contribuem para esse atraso. Durante anos, sintomas como dor menstrual intensa foram normalizados, levando à subvalorização dos sinais clínicos. Esse cenário pode gerar impactos psicológicos, como ansiedade e desmotivação para buscar ajuda médica.

A Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette
Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette


Outro ponto crítico abordado na reportagem da CTV News é a escassez de especialistas em endometriose. Embora existam cerca de 3.200 ginecologistas e obstetras no Canadá, o número de profissionais especializados na doença ainda é insuficiente, especialmente nos casos mais complexos. Isso cria gargalos no sistema de saúde e aumenta ainda mais o tempo de espera por atendimento adequado.

Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.
Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.

Diante desse contexto, iniciativas como o aplicativo DANA representam um avanço estratégico. A expectativa é que a tecnologia reduza em até 80% o tempo e os recursos necessários para o diagnóstico, além de diminuir a quantidade de especialistas consultados e exames desnecessários.

A participação do Dr. Nucelio Lemos nesse projeto reforça o compromisso da equipe Increasing com a inovação e a excelência no cuidado à saúde da mulher. Ao integrar tecnologia de ponta com experiência clínica, iniciativas como essa têm potencial para transformar a jornada das pacientes, promovendo diagnósticos mais rápidos, precisos e humanizados.

Fonte: Adaptado de reportagem publicada por CTV News.