Quando a bexiga e o esfíncter não “conversam”: entenda a dissinergia vesico-esfincteriana


 A dissinergia vesico-esfincteriana é uma disfunção miccional que ocorre quando há falta de coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral durante o processo de micção. Esse desajuste entre os músculos envolvidos na micção pode dificultar o esvaziamento adequado da bexiga e provocar diferentes sintomas urinários.

Como funciona a micção normalmente?

Durante a micção, o músculo detrusor, responsável pela contração da bexiga, se contrai enquanto o esfíncter uretral relaxa, permitindo a passagem da urina.

Na dissinergia vesico-esfincteriana, essa coordenação é prejudicada. O esfíncter pode permanecer contraído enquanto a bexiga tenta expulsar a urina, dificultando o fluxo urinário e o esvaziamento da bexiga.

Sintomas comuns da dissinergia vesico-esfincteriana

Os sintomas podem variar conforme a causa e a intensidade da disfunção e incluem:

  • Jato urinário fraco e intermitente.
  • Esforço excessivo para urinar.
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Aumento da frequência urinária.
  • Dificuldade para iniciar a micção.
  • Tempo prolongado para urinar.
  • Necessidade de pressionar ou manipular a região perineal para facilitar o esvaziamento da bexiga.

Esses sintomas podem afetar significativamente a qualidade de vida, dificultando atividades cotidianas e interferindo nas relações sociais.

Principais causas

A dissinergia vesico-esfincteriana está frequentemente associada a alterações neurológicas que interferem na coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral. Pode ocorrer, por exemplo, em pessoas com lesões ou traumas da medula espinhal e também estar relacionada a condições como:

  • Esclerose múltipla.
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC).
  • Doença de Parkinson.
  • Outras condições que afetam o controle neurológico da micção.

Alterações ou lesões dos nervos responsáveis pelo controle da bexiga e do esfíncter também podem contribuir para o desenvolvimento da disfunção.

Diagnóstico

O diagnóstico da dissinergia vesico-esfincteriana geralmente envolve:

  • Avaliação clínica detalhada.
  • Exame físico.
  • Exames complementares, conforme a necessidade de cada paciente.

Entre eles, o estudo urodinâmico pode ser fundamental para avaliar o funcionamento da bexiga, as pressões durante o armazenamento e o esvaziamento da urina e a relação entre a contração do detrusor e a atividade do esfíncter uretral.

Tratamento

O tratamento depende da causa, dos sintomas e das características identificadas na avaliação de cada paciente. Algumas possibilidades incluem:

  • Terapias comportamentais e, em casos selecionados, fisioterapia do assoalho pélvico, de acordo com a avaliação individual.
  • Medicamentos, que podem ser utilizados para tratar alterações específicas da função vesical.
  • Toxina botulínica, que pode ser indicada em determinadas situações para reduzir a atividade muscular da bexiga ou do esfíncter, conforme a causa e os achados dos exames.
  • Procedimentos ou intervenções cirúrgicas, quando indicados para situações específicas.

Abordagem individualizada

O tratamento deve ser individualizado, considerando a causa da disfunção, os sintomas, os resultados dos exames e as necessidades específicas de cada paciente.

O acompanhamento médico regular e a comunicação com a equipe de saúde são fundamentais para o controle da condição, a prevenção de complicações e a busca por uma melhor qualidade de vida.

Cuidados no Increasing

A Increasing conta com uma equipe multidisciplinar qualificada para avaliar pacientes com disfunções urinárias e oferecer uma abordagem individualizada, de acordo com as características de cada caso.

O objetivo é identificar as causas dos sintomas e buscar estratégias que contribuam para mais saúde, conforto e qualidade de vida.

Adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.




Como a Esclerose Múltipla Afeta o Sistema Urinário?


A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica caracterizada pela inflamação e deterioração da mielina, uma substância que envolve, reveste e protege as fibras nervosas, causando interrupções na transmissão dos impulsos nervosos. Como resultado, uma das complicações frequentes da esclerose múltipla são as disfunções urinárias, que ocorrem devido ao comprometimento dos sistemas que controlam a bexiga e os músculos envolvidos na micção.

Sintomas das Disfunções Urinárias

Os sintomas urinários associados à esclerose múltipla podem variar bastante entre os pacientes, mas incluem comumente:

  • Dificuldade para iniciar o fluxo urinário ou esvaziar completamente a bexiga.
  • Redução da capacidade de armazenar urina.
  • Aumento da frequência urinária, tanto durante o dia quanto à noite.
  • Incontinência urinária (perda involuntária de urina).
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Esses sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias e nas relações sociais. Por isso, é essencial que esses problemas sejam abordados e tratados de maneira adequada.

Abordagens de Tratamento

O tratamento das disfunções urinárias em pacientes com esclerose múltipla deve ser personalizado, levando em consideração as queixas apresentadas, os sintomas específicos e os resultados dos exames complementares.

Algumas das abordagens incluem:

  • Mudanças no estilo de vida: como manter uma hidratação adequada, estabelecer horários regulares para ir ao banheiro e evitar o consumo excessivo de líquidos antes de dormir.

  • Fisioterapia pélvica: focada no fortalecimento e na melhora da coordenação dos músculos do assoalho pélvico, esta terapia pode contribuir para o controle urinário e para a micção.

  • Medicação: em alguns casos, medicamentos específicos podem ser prescritos para tratar sintomas como incontinência urinária ou retenção urinária.

Casos Mais Graves

Nos casos em que as medidas conservadoras não são suficientes, pode ser necessário o uso de sondas urinárias ou a prática do cateterismo intermitente limpo para ajudar a garantir o esvaziamento adequado da bexiga e evitar possíveis complicações.

Tratamento Individualizado

O tratamento das disfunções urinárias deve sempre ser individualizado, levando em consideração a gravidade dos sintomas, as queixas apresentadas, os resultados dos exames e a resposta do paciente às medidas adotadas.

A avaliação deve ser realizada por profissionais de saúde especializados, como urologistas, uroginecologistas ou neurologistas, que poderão indicar a melhor estratégia terapêutica para cada caso.

O objetivo principal é melhorar a qualidade de vida do paciente e minimizar os impactos negativos dos sintomas no seu dia a dia.

Acompanhamento Multidisciplinar

O diagnóstico e o tratamento adequados, com acompanhamento multiprofissional contínuo, são fundamentais para minimizar o impacto dos sintomas na vida cotidiana dos pacientes.

O Increasing conta com uma equipe multidisciplinar, altamente capacitada e especializada, além de uma ampla gama de tratamentos e terapias para ajudar o paciente a viver com mais qualidade, conforto e segurança.

Conte com todo o nosso cuidado e atenção.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.




Tudo o que Você Precisa Saber sobre Disfunção Urinária em Casos de Lesão Raquimedular (LRM)

 


A Lesão Raquimedular (LRM) é uma condição grave que afeta a medula espinhal e pode causar várias complicações, incluindo a disfunção urinária. Neste artigo, abordaremos como a lesão raquimedular impacta a função urinária e as opções de tratamento disponíveis.

O que é a Lesão Raquimedular (LRM)?

A lesão raquimedular ocorre quando há dano à medula espinhal, prejudicando a comunicação entre o cérebro e as diversas partes do corpo. Dependendo da gravidade e localização da lesão, pode haver comprometimento nas funções motoras, sensoriais e autonômicas, afetando, entre outras funções, o controle da bexiga e do trato urinário.

Como a Lesão Raquimedular Afeta a Função Urinária?

A LRM pode afetar diretamente a capacidade de controlar a micção, resultando em diferentes tipos de disfunção urinária. Isso ocorre porque a lesão interfere na comunicação entre o cérebro e a bexiga. Os problemas urinários mais comuns incluem:

  • Incontinência Urinária: Perda involuntária de urina devido à falta de controle sobre a bexiga;
  • Retenção Urinária: Dificuldade em esvaziar completamente a bexiga;
  • Distúrbios da Micção: Como bexiga hiperativa, bexiga neurogênica (com redução da sensibilidade) e bexiga flácida.

Esses problemas podem levar a complicações graves, como infecções urinárias recorrentes, desconforto e, em alguns casos, danos adicionais ao trato urinário.

Como a Disfunção Urinária é Tratada em Casos de Lesão Raquimedular?

O tratamento da disfunção urinária associada à LRM envolve uma abordagem multidisciplinar, com o objetivo de melhorar o controle da bexiga, prevenir complicações e oferecer uma melhor qualidade de vida ao paciente. Algumas das opções de tratamento incluem:

  • Medicamentos: Usados para controlar a urgência urinária e a incontinência, ajudando a melhorar o funcionamento da bexiga.
  • Cateterismo Intermitente: Um procedimento recomendado para esvaziar a bexiga em intervalos regulares, prevenindo o acúmulo excessivo de urina e a pressão interna.
  • Fisioterapia: Envolve exercícios para fortalecer os músculos pélvicos e melhorar a função vesical, essencial para o controle da micção.
  • Cirurgia: Em casos mais graves, procedimentos como a cistoplastia de aumento podem ser necessários para aumentar a capacidade da bexiga e reduzir a pressão interna.

Além dessas opções, o acompanhamento psicológico também desempenha um papel fundamental, ajudando os pacientes a lidarem com as mudanças no estilo de vida e a adaptação à nova condição.

A Reabilitação: Um Passo Essencial para a Qualidade de Vida

A reabilitação é uma parte crucial no tratamento das disfunções urinárias em pacientes com lesão raquimedular. Ela visa a melhoria da qualidade de vida do paciente, garantindo sua reintegração social e funcional. O monitoramento contínuo é essencial para evitar complicações, como infecções urinárias, e garantir que os tratamentos sejam eficazes ao longo do tempo.

A Importância do Acompanhamento Especializado

Pessoas com LRM e disfunção urinária necessitam de um acompanhamento especializado. Profissionais como urologistas, enfermeiros especializados e fisioterapeutas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de tratamentos personalizados, garantindo cuidados adequados de acordo com as necessidades específicas de cada paciente.

O Increasing: Seu Companheiro na Jornada de Recuperação

O Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) é especializado no atendimento de pacientes com lesão raquimedular e outras condições que afetam a função urinária. Nossa equipe de profissionais altamente capacitados trabalha para proporcionar um tratamento eficaz, seguro e personalizado, com foco na restauração da saúde e na melhoria da qualidade de vida.

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Quando o paciente deve recorrer à cirurgia de incontinência urinária?



Embora existam várias opções de tratamento disponíveis, a cirurgia é um dos métodos mais eficazes para tratar a incontinência urinária, especialmente em casos mais graves em que as outras opções se mostraram ineficazes.

A cirurgia para incontinência urinária tem como objetivo corrigir anormalidades estruturais que levam à perda de urina e reforçar os tecidos relacionados com a sustentação da uretra e da bexiga. 

Existem diferentes tipos de cirurgia disponíveis, cada uma com sua própria indicação e técnica específica. Listamos a seguir as mais comuns para o tratamento da incontinência urinária:

Sling de uretra média ou cirurgia de correção de incontinência urinária com tela: 

Essa é uma das cirurgias mais utilizadas para o tratamento da incontinência urinária de esforço, que ocorre quando há perda de urina durante atividades físicas, como espirros, tosses ou exercícios. Durante o procedimento, uma faixa, que pode ser feita de tecido sintético ou do próprio tecido do paciente, é passado, por via vaginal, sob  uretra, como se fosse uma rede, para fornecer suporte e ajudar a evitar a perda de urina.

Implantes de agentes de preenchimento: 

Nessa cirurgia, é realizado o implante de materiais sintéticos para preencher os espaços ao redor da uretra, ajudando a aumentar o suportes deste canal,  reduzindo, assim, a perda de urina. Essa técnica é comumente utilizada para tratar a incontinência urinária de esforço leve a moderada e para pacientes com contraindicações para a realização de outros procedimentos.

Cirurgias de correção de prolapso: 

Muitas vezes a perda de sustentação do útero, da cúpula ou das paredes vaginais e o prolapso desses órgãos leva a uma modificação dos mecanismos de continência urinária, facilitando as perdas de urina aos esforços e associadas a queixas de urgência. Uma das formas de controle destes casos se dá pela reconstrução da anatomia do assoalho pélvico com correção dos prolapsos (seja por via vaginal ou laparosópica, com ou sem tela sintética), com melhora também da incontinência em 50-60% dos casos

É essencial fazer uma avaliação completa e precisa do estado de saúde do paciente e identificar a causa subjacente da condição para que então seja feita a escolha ideal de qual cirurgia será eficaz no tratamento da incontinência urinária. Além disso, é recomendável que outras opções de tratamento menos invasivas sejam consideradas antes de recorrer à cirurgia.

É importante destacar que toda cirurgia apresenta riscos e benefícios, e o paciente deve ser devidamente informado sobre esses aspectos. Em muitos casos, a cirurgia para a incontinência urinária pode ser altamente eficaz, proporcionando alívio significativo dos sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente. No entanto, cada caso é único, e a decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada em conjunto com o aval médico, levando em consideração os fatores individuais do paciente.


Nossa abordagem


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Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.




Endometriose e nervos: qual é a relação?

 


A endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Estima-se que ela afete uma em cada dez mulheres. Entre os sintomas mais frequentes estão as cólicas menstruais e a dor durante a relação sexual, especialmente na penetração profunda.

Os locais mais frequentemente afetados são as trompas, os ovários, o intestino e a bexiga. No entanto, a doença também pode atingir outras estruturas da pelve, incluindo os nervos.

Como Dr. Nucelio Lemos é o pioneiro da Neuropelveologia no Brasil, recebemos dúvidas frequentes sobre a relação entre endometriose e acometimento nervoso.

A endometriose pode atingir os nervos?

Sim. Durante muito tempo, o acometimento dos nervos pela endometriose foi considerado raro. Estudos mais recentes na área da Neuropelveologia, porém, mostram que essa condição pode ser mais frequente do que se imaginava.

A endometriose pode alcançar os nervos sacrais ao infiltrar os ligamentos que conectam o útero às paredes da pelve. Quando isso acontece, podem surgir sintomas como dor na região vaginal, no ânus ou na parte posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático.

Quais nervos podem ser afetados?

Qualquer nervo que atravesse a pelve pode ser acometido pela endometriose.

Entre os casos descritos na literatura médica e observados na prática clínica estão o comprometimento dos nervos pudendo e ciático e das raízes sacrais, que são ramificações da medula espinhal responsáveis pela formação de diversos nervos periféricos.

A endometriose também pode envolver os nervos autonômicos, responsáveis pelo controle de funções como a bexiga e o intestino. Nesses casos, podem ocorrer dor e alterações no controle da urina e das fezes.

Como saber se a dor no nervo ciático pode estar relacionada à endometriose?

Os sintomas podem se parecer bastante com aqueles provocados por problemas de coluna. A mulher pode apresentar dor, queimação ou formigamento no glúteo e na parte posterior da perna.

Um sinal de atenção é a associação desses sintomas com manifestações típicas da endometriose, como cólicas menstruais e dor durante a relação sexual.

Outro aspecto importante é a relação com o ciclo menstrual. Quando a dor ciática piora durante a menstruação e melhora significativamente ou desaparece após esse período, é importante investigar a possibilidade de endometriose envolvendo o nervo ciático.

É possível ter endometriose nos nervos sem apresentar sintomas?

A endometriose pode ser assintomática. Entretanto, quando existe acometimento dos nervos, os sintomas tendem a ser mais intensos e característicos, justamente porque essas estruturas desempenham funções sensoriais e motoras importantes.

A endometriose pode causar uma lesão permanente no nervo?

Sim. Os nervos são estruturas delicadas, protegidas por tecidos que auxiliam sua movimentação e por estruturas como a bainha de mielina, fundamental para o funcionamento adequado dos neurônios.

A infiltração causada pela endometriose pode comprometer essas estruturas e alterar a função do nervo, provocando prejuízos sensoriais e motores.

Em situações mais avançadas, a doença pode infiltrar o nervo e provocar danos aos axônios dos neurônios, o que pode resultar em perdas funcionais permanentes.

Como é tratado o acometimento dos nervos pela endometriose?

O tratamento depende da avaliação individual de cada caso.

Os tratamentos hormonais podem controlar os sintomas da endometriose, mas não necessariamente impedem a progressão da doença. Quando existe comprometimento dos nervos, a abordagem cirúrgica pode ser necessária para interromper a progressão da lesão e preservar a função nervosa.

Por isso, o diagnóstico adequado e a avaliação especializada são fundamentais para definir a melhor estratégia de tratamento.

Endometriose tem cura?

Esse é um tema que ainda gera diferentes entendimentos entre especialistas.

No Increasing, consideramos que a retirada completa dos nódulos de endometriose pode levar à cura da doença de base. Entretanto, a dor crônica provocada pela endometriose pode produzir alterações no sistema nervoso, na musculatura e na postura, fazendo com que alguns sintomas persistam mesmo após o tratamento da doença.

Por esse motivo, casos mais complexos podem exigir uma abordagem multiprofissional.

Por que algumas mulheres continuam sentindo dor mesmo depois da cirurgia?

A endometriose pode ser responsável pelo início do processo doloroso, mas a dor crônica também pode desencadear alterações no sistema nervoso, nos músculos e em outros mecanismos relacionados à percepção da dor.

Assim, em algumas situações, a cirurgia pode tratar adequadamente as lesões de endometriose, mas não eliminar completamente a dor.

Nesses casos, é importante investigar outros fatores envolvidos na manutenção do quadro doloroso e contar com uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento da endometriose e da dor.

No Increasing, essa abordagem integrada reúne profissionais de diferentes áreas para oferecer uma avaliação individualizada e um tratamento direcionado às necessidades de cada paciente.