Endometriose e nervos: qual é a relação?

 


A endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Estima-se que ela afete uma em cada dez mulheres. Entre os sintomas mais frequentes estão as cólicas menstruais e a dor durante a relação sexual, especialmente na penetração profunda.

Os locais mais frequentemente afetados são as trompas, os ovários, o intestino e a bexiga. No entanto, a doença também pode atingir outras estruturas da pelve, incluindo os nervos.

Como Dr. Nucelio Lemos é o pioneiro da Neuropelveologia no Brasil, recebemos dúvidas frequentes sobre a relação entre endometriose e acometimento nervoso.

A endometriose pode atingir os nervos?

Sim. Durante muito tempo, o acometimento dos nervos pela endometriose foi considerado raro. Estudos mais recentes na área da Neuropelveologia, porém, mostram que essa condição pode ser mais frequente do que se imaginava.

A endometriose pode alcançar os nervos sacrais ao infiltrar os ligamentos que conectam o útero às paredes da pelve. Quando isso acontece, podem surgir sintomas como dor na região vaginal, no ânus ou na parte posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático.

Quais nervos podem ser afetados?

Qualquer nervo que atravesse a pelve pode ser acometido pela endometriose.

Entre os casos descritos na literatura médica e observados na prática clínica estão o comprometimento dos nervos pudendo e ciático e das raízes sacrais, que são ramificações da medula espinhal responsáveis pela formação de diversos nervos periféricos.

A endometriose também pode envolver os nervos autonômicos, responsáveis pelo controle de funções como a bexiga e o intestino. Nesses casos, podem ocorrer dor e alterações no controle da urina e das fezes.

Como saber se a dor no nervo ciático pode estar relacionada à endometriose?

Os sintomas podem se parecer bastante com aqueles provocados por problemas de coluna. A mulher pode apresentar dor, queimação ou formigamento no glúteo e na parte posterior da perna.

Um sinal de atenção é a associação desses sintomas com manifestações típicas da endometriose, como cólicas menstruais e dor durante a relação sexual.

Outro aspecto importante é a relação com o ciclo menstrual. Quando a dor ciática piora durante a menstruação e melhora significativamente ou desaparece após esse período, é importante investigar a possibilidade de endometriose envolvendo o nervo ciático.

É possível ter endometriose nos nervos sem apresentar sintomas?

A endometriose pode ser assintomática. Entretanto, quando existe acometimento dos nervos, os sintomas tendem a ser mais intensos e característicos, justamente porque essas estruturas desempenham funções sensoriais e motoras importantes.

A endometriose pode causar uma lesão permanente no nervo?

Sim. Os nervos são estruturas delicadas, protegidas por tecidos que auxiliam sua movimentação e por estruturas como a bainha de mielina, fundamental para o funcionamento adequado dos neurônios.

A infiltração causada pela endometriose pode comprometer essas estruturas e alterar a função do nervo, provocando prejuízos sensoriais e motores.

Em situações mais avançadas, a doença pode infiltrar o nervo e provocar danos aos axônios dos neurônios, o que pode resultar em perdas funcionais permanentes.

Como é tratado o acometimento dos nervos pela endometriose?

O tratamento depende da avaliação individual de cada caso.

Os tratamentos hormonais podem controlar os sintomas da endometriose, mas não necessariamente impedem a progressão da doença. Quando existe comprometimento dos nervos, a abordagem cirúrgica pode ser necessária para interromper a progressão da lesão e preservar a função nervosa.

Por isso, o diagnóstico adequado e a avaliação especializada são fundamentais para definir a melhor estratégia de tratamento.

Endometriose tem cura?

Esse é um tema que ainda gera diferentes entendimentos entre especialistas.

No Increasing, consideramos que a retirada completa dos nódulos de endometriose pode levar à cura da doença de base. Entretanto, a dor crônica provocada pela endometriose pode produzir alterações no sistema nervoso, na musculatura e na postura, fazendo com que alguns sintomas persistam mesmo após o tratamento da doença.

Por esse motivo, casos mais complexos podem exigir uma abordagem multiprofissional.

Por que algumas mulheres continuam sentindo dor mesmo depois da cirurgia?

A endometriose pode ser responsável pelo início do processo doloroso, mas a dor crônica também pode desencadear alterações no sistema nervoso, nos músculos e em outros mecanismos relacionados à percepção da dor.

Assim, em algumas situações, a cirurgia pode tratar adequadamente as lesões de endometriose, mas não eliminar completamente a dor.

Nesses casos, é importante investigar outros fatores envolvidos na manutenção do quadro doloroso e contar com uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento da endometriose e da dor.

No Increasing, essa abordagem integrada reúne profissionais de diferentes áreas para oferecer uma avaliação individualizada e um tratamento direcionado às necessidades de cada paciente.

Cirurgia ginecológica e neuroanatomia pélvica: estudo internacional conta com participação do Dr. Nucelio Lemos


Um novo artigo científico internacional publicado no periódico
International Journal of Gynecological Cancer destaca a importância do conhecimento aprofundado da neuroanatomia pélvica feminina para a realização de cirurgias ginecológicas mais seguras e precisas. O trabalho contou com a participação do Dr. Nucelio Lemos, integrante da equipe Increasing. Autoria: Stefano Ferla, Diego Raimondo, Agnese Virgilio, Renato Seracchioli e Nucelio Lemos.


O estudo, intitulado “Comprehensive cadaveric dissection of female pelvic neuroanatomy: the somatic system”, apresenta uma dissecção laparoscópica cadavérica detalhada dos principais nervos somáticos da pelve feminina. O objetivo é auxiliar cirurgiões no reconhecimento das estruturas neurais durante procedimentos complexos, como cirurgias para endometriose profunda infiltrativa e cirurgias oncológicas radicais.




Segundo os autores, essas intervenções apresentam elevado risco de lesões nervosas, o que pode resultar em dor crônica, alterações sensitivas, déficits funcionais e outras complicações pós-operatórias importantes. Por isso, o domínio da anatomia pélvica é considerado fundamental para aumentar a segurança cirúrgica e preservar a qualidade de vida das pacientes.


O artigo demonstra como o treinamento laparoscópico em laboratório cadavérico, aliado à visualização ampliada da cirurgia minimamente invasiva, pode contribuir para o aperfeiçoamento técnico dos cirurgiões. O vídeo científico apresenta, passo a passo, a identificação de estruturas como os nervos ilioinguinal, femoral, obturador, genitofemoral, pudendo e ciático, além de marcos vasculares importantes para evitar sangramentos intraoperatórios.

Além de participar diretamente do desenvolvimento do projeto e da revisão do manuscrito, o Dr. Nucelio Lemos também atuou na supervisão científica do trabalho, reforçando sua contribuição internacional nas áreas de cirurgia ginecológica avançada, neuroanatomia pélvica e preservação neural.

A publicação reforça o papel do treinamento anatômico especializado no preparo de equipes cirúrgicas para cenários operatórios complexos, contribuindo para maior precisão técnica, prevenção de complicações e melhores desfechos para as pacientes.

Para a equipe Increasing, a participação em pesquisas científicas internacionais representa o compromisso contínuo com inovação, excelência cirúrgica e desenvolvimento científico voltado à saúde da mulher.

Estudo publicado na revista Neuromodulation reforça benefícios do procedimento LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória



Um novo estudo científico internacional reforça o potencial transformador do procedimento LION (Laparoscopic Implantation of Neuroprosthesis) na reabilitação de pessoas com lesão medular crônica. A pesquisa foi publicada na revista científica Neuromodulation, considerada a mais importante do mundo na área de neuromodulação, e demonstrou que a combinação da eletroestimulação proporcionada pelo protocolo LION com fisioterapia cardiorrespiratória promove ganhos significativos na função respiratória, cardiovascular e neuromuscular dos pacientes.

O estudo acompanhou 37 indivíduos com lesão medular torácica crônica ao longo de 12 meses. Os participantes foram divididos em três grupos: controle, LION isolado e LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória. Todos receberam acompanhamento neuromotor padronizado, mas o grupo que realizou a combinação terapêutica apresentou resultados superiores de forma consistente.


Entre os principais avanços observados estão o aumento da capacidade cardiorrespiratória, melhora do VO2máx, fortalecimento da musculatura respiratória, aumento do pico de fluxo expiratório e maior eficiência cardiovascular. Os pesquisadores também identificaram melhor integração entre os sistemas neuromuscular e cardiorrespiratório, indicando um processo de reorganização funcional do organismo.

Os resultados demonstraram ainda redução da frequência cardíaca e do índice de fadiga, fatores diretamente relacionados à qualidade de vida e ao desempenho funcional de pacientes com lesão medular crônica.




Segundo os autores, os benefícios do protocolo LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória ocorreram de maneira progressiva e sustentada ao longo do tempo, evidenciando efeitos cumulativos importantes para a reabilitação.

O estudo também destaca a participação de profissionais que integram a equipe Increasing, entre eles Wellington Contiero, Nucelio Lemos e Victor Croos-Bezerra, autores da pesquisa e atuantes no desenvolvimento e aplicação clínica do protocolo LION. A participação direta da equipe Increasing na produção científica reforça o compromisso da clínica com a pesquisa, a inovação e a busca contínua por avanços na neuroreabilitação.

O procedimento LION vem sendo estudado internacionalmente como uma alternativa inovadora para estimular estruturas nervosas preservadas e ampliar o potencial funcional de pessoas com lesão medular. Os novos achados reforçam a importância da abordagem multidisciplinar e personalizada na recuperação desses pacientes.




No Increasing, clínica especializada na realização do procedimento LION, a reabilitação é conduzida de forma integrada, unindo tecnologia, acompanhamento multiprofissional e protocolos individualizados para potencializar resultados e oferecer mais autonomia, funcionalidade e qualidade de vida aos pacientes.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 99533-5765.


Inteligência artificial pode acelerar o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica: iniciativa no Canadá destaca atuação do Dr. Nucelio Lemos



Uma reportagem publicada pelo site CTV News trouxe à tona um avanço promissor na área da saúde da mulher: o desenvolvimento de um aplicativo com inteligência artificial capaz de reduzir significativamente o tempo para o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica — condição que ainda enfrenta desafios importantes em todo o mundo.

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo causar dores intensas, sangramentos abundantes e impactos relevantes na qualidade de vida. Apesar de sua alta prevalência — atingindo cerca de 1 milhão de pessoas no Canadá — o diagnóstico pode levar, em média, de cinco a dez anos.


Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.
Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.

É nesse cenário que surge o aplicativo DANA, uma inovação que conta com a participação direta do Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico e integrante da equipe Increasing. O especialista também atua no Mount Sinai Hospital e é professor na University of Toronto.

Segundo a matéria original da CTV News, o principal objetivo da ferramenta é encurtar o caminho até o diagnóstico correto, conectando as pacientes aos especialistas adequados já nas primeiras consultas. Utilizando mais de uma década de dados clínicos anonimizados de instituições como o Women’s College Hospital e o próprio Mount Sinai Hospital, o sistema será capaz de analisar sintomas, identificar padrões e estimar a probabilidade de endometriose ou outras causas de dor pélvica crônica.

O Dr. Nucelio Lemos destaca que um dos grandes desafios no diagnóstico da doença é a sua complexidade: existem mais de 150 condições que podem causar dor pélvica crônica, o que frequentemente leva a diagnósticos equivocados. Como consequência, muitas mulheres passam por uma longa jornada envolvendo múltiplos especialistas, exames e tratamentos antes de obterem respostas.


Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)
Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)

Além disso, fatores culturais e históricos também contribuem para esse atraso. Durante anos, sintomas como dor menstrual intensa foram normalizados, levando à subvalorização dos sinais clínicos. Esse cenário pode gerar impactos psicológicos, como ansiedade e desmotivação para buscar ajuda médica.

A Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette
Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette


Outro ponto crítico abordado na reportagem da CTV News é a escassez de especialistas em endometriose. Embora existam cerca de 3.200 ginecologistas e obstetras no Canadá, o número de profissionais especializados na doença ainda é insuficiente, especialmente nos casos mais complexos. Isso cria gargalos no sistema de saúde e aumenta ainda mais o tempo de espera por atendimento adequado.

Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.
Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.

Diante desse contexto, iniciativas como o aplicativo DANA representam um avanço estratégico. A expectativa é que a tecnologia reduza em até 80% o tempo e os recursos necessários para o diagnóstico, além de diminuir a quantidade de especialistas consultados e exames desnecessários.

A participação do Dr. Nucelio Lemos nesse projeto reforça o compromisso da equipe Increasing com a inovação e a excelência no cuidado à saúde da mulher. Ao integrar tecnologia de ponta com experiência clínica, iniciativas como essa têm potencial para transformar a jornada das pacientes, promovendo diagnósticos mais rápidos, precisos e humanizados.

Fonte: Adaptado de reportagem publicada por CTV News.

Neuropelveologia expõe lacunas no tratamento da endometriose e reacende debate por plano nacional no Canadá



Uma cirurgia pélvica neurológica raramente realizada no Canadá trouxe à tona a urgência de ampliar o acesso a tratamentos especializados para mulheres com endometriose. 

A área, chamada "Neuropelveologia" estuda os nervos da pelve e desenvolve técnicas para o tratamento da endometriose que acomete esses nervos. 

O procedimento, foi realizado no The Ottawa Hospital e tratou dores intensas e limitações funcionais causadas pelo comprometimento dos nervos pélvicos da paciente.

Em entrevista à CBC News, Dr. Nucelio Lemos, professor do departamento de ginecologia e obstetrícia e uroginecologista em Toronto, destacou que esse tipo de cuidado ainda é extremamente restrito. “Não tenho conhecimento de nenhum centro que ofereça esse tipo de atendimento fora de Ontário”, afirmou. Segundo ele, é fundamental avançar na criação de centros de excelência capazes de suprir essa lacuna no sistema de saúde.

O Dr. Lemos é titular da Cátedra Friedrichsen Cooper de Endometriose e Dor Pélvica Crônica no Mount Sinai Hospital, em Toronto, que abriga a principal — e única — clínica dedicada à neuropelveologia no país. Ele explica que a limitação de acesso está diretamente ligada ao fato de a neuropelveologia ser uma disciplina relativamente nova, desenvolvida no início dos anos 2000, com poucos especialistas capacitados para diagnosticar e realizar cirurgias complexas associadas a condições como a endometriose. Mesmo entre os profissionais treinados, a falta de recursos e de infraestrutura adequada ainda é um obstáculo frequente.

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora dele, afetando ao menos uma em cada dez meninas e mulheres no Canadá. Os sintomas variam de leves a graves e podem comprometer profundamente a qualidade de vida. No caso tratado em Ottawa, a equipe médica se preparou para a cirurgia mapeando a doença com o uso de imagens em realidade virtual, o que facilitou o planejamento, o treinamento do time e a compreensão do procedimento pela própria paciente.



A realização da cirurgia só foi possível graças a subsídios provinciais e ao financiamento do hospital. Ainda assim, segundo Singh, uma das vozes envolvidas na defesa da causa, esse modelo não é suficiente para tornar o procedimento acessível a mais pacientes. Como resultado, muitas mulheres acabam sem opções de tratamento dentro do país, a menos que possam custear cuidados no exterior.

Diante desse cenário, defensores pressionam o governo federal no Canadá a desenvolver e financiar um plano nacional de ação coordenado para a endometriose, a exemplo do que já foi implementado na Austrália e na França. Em Ontário, o NDP também pede a criação de um plano provincial, alertando que algumas pacientes estão sendo forçadas a buscar atendimento fora do Canadá.

“Isso trará um retorno positivo sobre o investimento”, afirmou Singh. “Você traz a Danika de volta ao trabalho como professora. Reúne famílias novamente depois de anos de sofrimento. Você as torna mais saudáveis e melhores.”

Danika Fleury, a paciente submetida à neurocirurgia pélvica, também decidiu compartilhar sua história como forma de apoiar outras mulheres que convivem com a endometriose. Ainda em recuperação da cirurgia realizada no outono, ela já projeta o retorno à sala de aula no programa de imersão em francês da Broadview Public School, além de retomar caminhadas e viagens — paixões que haviam sido interrompidas pela doença.

“A melhor coisa que me aconteceu foi simplesmente recuperar a qualidade de vida que eu havia perdido”, disse Fleury. “Isso realmente me devolveu meu brilho, minha luz e minha esperança no futuro.”

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