Cirurgia ginecológica e neuroanatomia pélvica: estudo internacional conta com participação do Dr. Nucelio Lemos


Um novo artigo científico internacional publicado no periódico
International Journal of Gynecological Cancer destaca a importância do conhecimento aprofundado da neuroanatomia pélvica feminina para a realização de cirurgias ginecológicas mais seguras e precisas. O trabalho contou com a participação do Dr. Nucelio Lemos, integrante da equipe Increasing. Autoria: Stefano Ferla, Diego Raimondo, Agnese Virgilio, Renato Seracchioli e Nucelio Lemos.


O estudo, intitulado “Comprehensive cadaveric dissection of female pelvic neuroanatomy: the somatic system”, apresenta uma dissecção laparoscópica cadavérica detalhada dos principais nervos somáticos da pelve feminina. O objetivo é auxiliar cirurgiões no reconhecimento das estruturas neurais durante procedimentos complexos, como cirurgias para endometriose profunda infiltrativa e cirurgias oncológicas radicais.




Segundo os autores, essas intervenções apresentam elevado risco de lesões nervosas, o que pode resultar em dor crônica, alterações sensitivas, déficits funcionais e outras complicações pós-operatórias importantes. Por isso, o domínio da anatomia pélvica é considerado fundamental para aumentar a segurança cirúrgica e preservar a qualidade de vida das pacientes.


O artigo demonstra como o treinamento laparoscópico em laboratório cadavérico, aliado à visualização ampliada da cirurgia minimamente invasiva, pode contribuir para o aperfeiçoamento técnico dos cirurgiões. O vídeo científico apresenta, passo a passo, a identificação de estruturas como os nervos ilioinguinal, femoral, obturador, genitofemoral, pudendo e ciático, além de marcos vasculares importantes para evitar sangramentos intraoperatórios.

Além de participar diretamente do desenvolvimento do projeto e da revisão do manuscrito, o Dr. Nucelio Lemos também atuou na supervisão científica do trabalho, reforçando sua contribuição internacional nas áreas de cirurgia ginecológica avançada, neuroanatomia pélvica e preservação neural.

A publicação reforça o papel do treinamento anatômico especializado no preparo de equipes cirúrgicas para cenários operatórios complexos, contribuindo para maior precisão técnica, prevenção de complicações e melhores desfechos para as pacientes.

Para a equipe Increasing, a participação em pesquisas científicas internacionais representa o compromisso contínuo com inovação, excelência cirúrgica e desenvolvimento científico voltado à saúde da mulher.

Transtorno da Excitação Genital Persistente (PGAD)



O Transtorno da Excitação Genital Persistente - PGAD (do inglês Persistent Genital Arousal Disorder) é uma condição rara e frequentemente debilitante, caracterizada por episódios recorrentes ou contínuos de excitação genital que não estão relacionados ao desejo sexual. Essa excitação pode incluir sensações de congestão pélvica, pulsação, formigamento ou até orgasmos espontâneos, que surgem sem estímulo erótico e sem controle voluntário.

Apesar de pouco discutido, o PGAD exerce profundo impacto na qualidade de vida, comprometendo relações íntimas, equilíbrio emocional, sono, trabalho e vida social. Muitas pessoas com o transtorno relatam sentimentos de angústia, vergonha e isolamento, sobretudo devido ao estigma em torno de sintomas associados à sexualidade.

Causas e fatores associados

As causas ainda não são totalmente compreendidas. Pesquisas sugerem que podem estar relacionadas a:
  • Alterações em nervos pélvicos (como compressões ou irritações do nervo pudendo ou de outras raízes nervosas).
  • Condições vasculares ou alterações da sensibilidade genital.
  • Uso ou suspensão de determinados medicamentos.
  • Fatores psicológicos, que podem intensificar a percepção dos sintomas.

É importante destacar que o PGAD não corresponde a um desejo sexual excessivo, mas sim a um estado de hiperatividade do sistema nervoso que regula a região genital.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico requer avaliação cuidadosa, incluindo história clínica detalhada, exames de imagem quando indicados e, em muitos casos, atuação conjunta de diferentes especialidades médicas.

O tratamento deve ser individualizado e pode envolver:
  • Abordagens neurológicas e neuropelveológicas, para investigar e tratar possíveis compressões nervosas.
  • Fisioterapia pélvica especializada, voltada para o alívio de tensões musculares que contribuem para os sintomas.
  • Apoio psicológico ou psiquiátrico, no manejo da ansiedade, depressão ou estresse associados.
  • Estratégias farmacológicas ou intervencionistas, em casos selecionados.


Sacral Tarlov cysts and spontaneous persistent genital arousal: 2 unrecognized and underappreciated health conditions with an uncertain relationship

ACESSE AQUI O ARTIGO COMPLETO, EM INGLÊS


Nossa abordagem

Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise em neuropelveologia, ginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado, humano e livre de estigmas, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.





Tipos de Alterações Evacuatórias Relacionadas à Compressão Nervosa



A compressão nervosa ocorre quando um nervo é pressionado por estruturas próximas, como músculos, ossos ou ligamentos. Esse fenômeno pode desencadear sintomas variados, incluindo alterações evacuatórias, que envolvem mudanças na frequência, consistência ou no controle dos movimentos intestinais.

Constipação e compressão nervosa


A constipação é uma das principais alterações evacuatórias ligadas à compressão nervosa. Ela se manifesta pela dificuldade ou esforço excessivo para evacuar. Quando o nervo responsável pelo funcionamento intestinal sofre compressão, o trânsito pode se tornar mais lento, causando dor, desconforto e distensão abdominal. Esse comprometimento prejudica o movimento adequado dos alimentos digeridos, levando a evacuações irregulares ou difíceis.

Incontinência fecal


A incontinência fecal corresponde à perda involuntária do controle sobre os movimentos intestinais, resultando em escapes de fezes. A compressão nervosa pode atingir nervos e músculos envolvidos no controle da defecação, comprometendo a sensibilidade ou a capacidade de segurar o conteúdo intestinal. Isso pode gerar episódios em que a pessoa não consegue controlar a evacuação.

Diarreia e compressão nervosa


Embora menos frequente, a compressão nervosa também pode provocar diarreia, que pode levar à desidratação, perda de eletrólitos e desequilíbrio da flora intestinal. Esse quadro ocorre quando a compressão interfere nos nervos que controlam a absorção de água e nutrientes ou que estimulam a secreção de substâncias que aceleram a motilidade intestinal.

Causas das alterações evacuatórias


Essas alterações podem estar associadas a diferentes condições, entre elas:
  • Hérnia de disco
  • Estenose espinhal
  • Tumores
  • Lesões traumáticas
  • Processos inflamatórios 

Essas condições podem afetar a comunicação entre o sistema nervoso e o intestino, resultando em disfunções que impactam diretamente o processo de evacuação.

Diagnóstico e tratamento


Se você apresenta alterações evacuatórias ou outros sintomas ligados à compressão nervosa, é fundamental procurar um especialista. O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada, podendo incluir exames como ressonância magnética ou eletroneuromiografia para identificar a causa exata.

O tratamento pode envolver uma combinação de abordagens, como:

  • Medicamentos: para dor e controle da constipação ou diarreia.
  • Fisioterapia: para fortalecimento dos músculos envolvidos na evacuação. 
  • Procedimentos minimamente invasivos: como bloqueios nervosos ou infiltrações.
  • Cirurgia: indicada em casos graves, para aliviar a compressão. 


Qualidade de vida e tratamento eficaz

As alterações evacuatórias decorrentes da compressão nervosa podem impactar fortemente a qualidade de vida, tanto física quanto emocional. Por isso, buscar ajuda médica precoce é essencial para alcançar um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

O Increasing oferece acompanhamento multidisciplinar, com especialistas prontos para atuar em todas as etapas do diagnóstico e tratamento, sempre com foco na recuperação da qualidade de vida.

Entre em contato para mais informações e para agendar uma consulta especializada. Estamos aqui para cuidar de você e ajudá-la a viver sem dor.

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Nervo ciático: pode ser a causa da sua dor nas pernas



Tudo o que você precisa saber sobre o nervo ciático


O nervo ciático é o maior nervo do corpo humano e desempenha um papel fundamental na transmissão de sinais sensoriais e motores entre o cérebro e a parte inferior do corpo. Ele se estende desde a região lombar, passa pela região glútea e posterior da coxa, até alcançar os pés.

O nervo ciático é formado por várias raízes nervosas que saem da porção inferior da coluna vertebral, conhecida como região lombar e sacral. Essas raízes se unem e formam o nervo ciático, responsável por suprir os nervos da maioria dos músculos da perna, assim como da pele da região. Quando essas raízes são comprimidas ou inflamadas, causam dores e desconfortos significativos, que podem reduzir e até limitar as atividades da vida diária.

Causas de dores e sintomas

A dor no nervo ciático é uma condição que afeta muitas pessoas e pode ser provocada por diversas causas, como hérnias de disco, síndrome do piriforme, compressão do nervo devido a lesões ou inflamações, sobrecarga na coluna lombar, entre outros problemas. Fatores de risco como obesidade, falta de atividade física e posturas inadequadas ao sentar contribuem para o surgimento dessas complicações.

Os sintomas mais comuns incluem dor intensa irradiada da região lombar para a perna, formigamento ou sensação de queimação, dormência, fraqueza muscular e dificuldade para se movimentar. Esses sinais podem se intensificar ao sentar-se ou durante certos movimentos.

Diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico das dores no nervo ciático é realizado por um profissional de saúde após avaliação clínica. Em alguns casos, exames de imagem como raio-x, ressonância magnética ou eletroneuromiografia são necessários. O tratamento varia conforme a gravidade e a causa da dor, podendo incluir fisioterapia, medicamentos anti-inflamatórios, repouso, alongamentos e exercícios para fortalecimento da musculatura lombar e das pernas.

Nos casos mais graves, pode ser necessária a cirurgia para aliviar a compressão do nervo. No entanto, a maioria dos casos de ciatalgia responde bem ao tratamento conservador e à reabilitação. É fundamental que o paciente procure orientação profissional para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.

Prevenção

Para prevenir problemas relacionados ao nervo ciático, é importante manter uma boa postura, praticar atividades físicas regulares para fortalecer a musculatura da região lombar e das pernas, evitar o sedentarismo, manter o peso corporal adequado e adotar medidas ergonômicas no ambiente de trabalho e em casa.

O nervo ciático tem papel essencial na função do corpo humano. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível aliviar os sintomas e recuperar a qualidade de vida. O Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) oferece cuidados multidisciplinares e multiprofissionais integrados. Com abordagem cuidadosa e humanizada, o instituto conta com uma equipe altamente qualificada, dedicada à saúde dos pacientes e à restauração da qualidade de vida por meio de tratamentos personalizados e eficazes. 

Conte com o Increasing para o seu bem-estar.

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O que é Síndrome Miofascial e quais os tratamentos?



A Síndrome Dolorosa Miofascial é uma disfunção neuromuscular causada pela presença de pontos hipersensíveis, chamados pontos-gatilho, no sistema musculoesquelético. Quando pressionados, os músculos se contraem e desencadeiam dor, que pode ser local ou irradiada. Entenda a seguir as causas dessa síndrome, como evitá-la e quais são os tratamentos indicados para os pacientes com esse diagnóstico.

Em uma tradução mais técnica, "síndrome" significa conjunto de sinais e sintomas de uma doença. "Dolorosa" porque provoca dor. "Miofascial" vem da junção de "mio", que representa o músculo, e "fáscia", tecido que envolve e conecta os órgãos do corpo.

O ponto-gatilho corresponde a um nó de contração dentro de uma banda tensa. Além de gerar dor localizada, também pode causar sensibilidade muscular e redução da amplitude dos movimentos. As origens dessa síndrome podem estar associadas tanto a fatores psicológicos quanto a físicos. Ansiedade, depressão, anemia, diabetes, problemas na tireoide, doenças reumáticas, estresse muscular por movimentos repetitivos, mau condicionamento físico, postura inadequada e até mesmo o uso de roupas apertadas podem desencadear a dor miofascial.

O diagnóstico é clínico, feito por meio da palpação de bandas musculares tensas nos músculos afetados, e pode ser realizado por um fisiatra, médico especialista em reabilitação e dor. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares a fim de eliminar outras doenças e complicações.

O tratamento consiste na identificação da causa e sua correção, que pode incluir exercícios de alongamento, uso de medicamentos analgésicos ou relaxantes musculares, aplicação de injeções nos pontos-gatilho e até mesmo acupuntura.

Há diversas possibilidades de tratamento para a dor resultante dessa síndrome. Além das opções já citadas, o paciente pode adotar uma atividade física segura com o acompanhamento de um profissional da saúde, utilizar técnicas de relaxamento para aliviar o estresse emocional como ioga e meditação, corrigir a postura para reduzir a tensão muscular, fazer uso da toxina botulínica tipo A, recorrer à fisioterapia motora, à estimulação elétrica transcutânea, entre outras abordagens.

A dor é uma área de estudo complexa. Por isso, recomenda-se procurar um médico especialista no assunto, como o fisiatra, que possui amplo conhecimento e experiência no tratamento de dores musculares e esqueléticas. No caso da síndrome dolorosa miofascial, qualquer pessoa pode ser acometida, sendo mais comum em indivíduos acima dos 30 anos de idade, o que pode comprometer a qualidade de vida.

A Increasing conta com uma equipe médica multidisciplinar altamente capacitada e com equipamentos avançados para oferecer o melhor tratamento aos pacientes diagnosticados com síndrome dolorosa miofascial. Procure uma de nossas unidades ou realize sua consulta por telemedicina, sem precisar sair de casa.

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Quais os benefícios de utilizar neuromoduladores na região pélvica?


A neuromodulação é uma técnica que auxilia na alteração reversível da atividade do sistema nervoso e alivia diversos tipos de sintomas. Na região pélvica é uma grande aliada na retomada das funções perdidas, pois consegue trazer de volta o estímulo nervoso à uretra e ao ânus que diminui o risco de incontinência urinária e fecal.

A dor pélvica crônica é uma condição que pode se manifestar por causas desconhecidas ou mesmo como sintoma de alguma doença, por exemplo: lesão na região, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, endometriose, mioma uterino, doenças do ovário, entre outros.

A neuromodulação para o tratamento da dor pélvica crônica se mostrou útil devido a sua técnica minimamente invasiva e por interromper a dor ao nível do cérebro, da medula espinhal e dos nervos periféricos. A indicação do neuroestimulador se dá somente para os casos de pacientes com dores neuropáticas que não obtiveram melhora com nenhuma das demais possibilidades de tratamentos multidisciplinares e clínicos.

Além desta utilização, os neuromoduladores podem ser a chave para diversos outros problemas, devido a melhora substancial na qualidade de vida, maior independência e até mesmo a retomada de certos movimentos perdidos.

Estes implantes começaram a trazer esperança para diversos pacientes que, muitas vezes, já estavam conformados com as dores crônicas que sentiam nas pernas e na região glútea. Também está sendo utilizado em paraplégicos, tetraplégicos, amputados com dores em membros fantasma e alguns casos de endometriose.

Em comum, estes pacientes têm alterações funcionais dos nervos lombares e sacrais que controlam as pernas, a bexiga, o reto, os órgãos genitais, a porção final do intestino, a uretra e o ânus. Hoje, uma nova técnica permite alcançar estas regiões muito mais facilmente, por meio de videolaparoscopia, combinando tecnologias já disponíveis na ginecologia e na neurocirurgia.

“Os nervos e as técnicas já são conhecidos, mas a novidade está na união delas. Agora há novos meios de acessá-los e inúmeras possibilidades podem beneficiar milhares de pacientes no mundo inteiro”, afirma o Prof. Dr. Nucelio Lemos, especialista em Neuropelveologia, ginecologia e uroginecologia, que integra a equipe do Increasing.

Ao lado do Prof. Marc Possover - conhecido por suas pesquisas nas áreas de oncologia ginecológica, tratamento cirúrgico da endometriose e Neuropelveologia - o Prof. Dr. Nucelio Lemos é o representante brasileiro nestes estudos e também no tratamento e acompanhamento de pacientes participantes na Suíça e no Brasil.

"Diversas cirurgias já foram realizadas em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil, e a maioria bem sucedida. Entre os casos já publicados, há pacientes que voltaram a ter controle urinário e relatos de melhora na qualidade da ereção e da vida sexual", esclarece o Dr. Nucelio.

Além dos tratamentos, os diagnósticos, até então pouco conhecidos, também já são possíveis com esta nova abordagem dos nervos da região pélvica. Algumas formas de endometriose, por exemplo, antes difíceis de identificar por conta da localização, assim como a compressão nervosa por fibrose, decorrentes de procedimentos cirúrgicos ou, ainda, a compressão de nervos por varizes intra-abdominais são alguns exemplos.

A equipe multidisciplinar do Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) conta com profissionais capacitados para o tratamento da Dor Pélvica Crônica. Em caso de dores na região da pelve, procure um médico ginecologista, e se for homem busque por um urologista.

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Médico da equipe Increasing assina artigo internacional sobre técnica inovadora para tratamento de dor pélvica crônica



O médico brasileiro Dr. Nucelio Lemos, integrante da equipe Increasing, é um dos autores de um importante artigo publicado na prestigiada revista Journal of Minimally Invasive Gynecology (JMIG). O trabalho descreve uma técnica cirúrgica inovadora para o tratamento de dor pélvica crônica associada a complicações com malhas sintéticas utilizadas em cirurgias de prolapso.

Intitulado "Combined Laparoscopic and Vaginal Radical Prolift Mesh Excision With Left Sacral Nerve Root Detrapment", o artigo apresenta, por meio de vídeo e descrição detalhada, um procedimento que combina acesso laparoscópico e vaginal para remover a malha e, ao mesmo tempo, realizar a descompressão dos nervos pélvicos — uma abordagem que visa minimizar danos neurológicos e melhorar os resultados clínicos.

O estudo relata o caso de uma paciente de 62 anos que, anos após o implante da malha Prolift®, passou a apresentar dor intensa na região pélvica. A investigação revelou fibrose e aprisionamento das raízes nervosas sacrais (S3-S4), o que levou à adoção da técnica descrita. O tratamento cirúrgico combinou precisão anatômica, neuromodulação e excisão radical da malha, com excelente resultado clínico.

Segundo Dr. Nucelio Lemos, referência internacional em Neuropelveologia, “a compreensão aprofundada da anatomia pélvica e a integração de técnicas minimamente invasivas são fundamentais para tratar com segurança e eficácia quadros complexos como esse”.



A participação no artigo reforça o compromisso da equipe Increasing com a ciência, a inovação cirúrgica e a excelência no cuidado com a saúde pélvica, especialmente de pacientes com dores crônicas de difícil resolução.

Além do Dr. Nucelio Lemos, também assinam a publicação Yasir Bukhari MBBS, FRCSC; Corey Sermer MD, MSc e Maggie Payne MD.

O artigo está disponível no site da Journal of Minimally Invasive Gynecology de forma aberta até 15 de julho de 2025, e pode ser acessado pelo link: https://doi.org/10.1016/j.jmig.2025.03.016


Dor na Pelve? Isso também é coisa de homem!



De que forma a Dor Pélvica Crônica afeta a vida dos homens?

Ao ouvir o termo "dor pélvica crônica", muita gente pensa imediatamente em mulheres, uma vez que essa condição é frequentemente associada a problemas femininos. No entanto, homens também podem sofrer desse incômodo, e é importante entender as causas, os sintomas e como tratar essa condição para garantir uma qualidade de vida melhor.

O que é Dor Pélvica Crônica?

A dor pélvica é aquela que ocorre na parte mais baixa do abdome e na região da pelve. Quando essa dor persiste por seis meses ou mais, ela é classificada como crônica. Em homens, a dor pélvica crônica pode ter diversas origens, desde inflamações em órgãos do sistema reprodutivo até problemas musculares.

Causas da Dor Pélvica Crônica em Homens

Algumas causas comuns da dor pélvica crônica em homens incluem:
  • Problemas da Próstata: Inflamações, tumores, infecções ou o crescimento exagerado da próstata podem causar dor crônica e são muitas vezes difíceis de diagnosticar.
  • Tensão muscular: Assim como é possível tensionar os músculos das costas ou pescoço, os músculos na região pélvica também podem ficar tensionados e causar dores.
  • Problemas ortopédicos: problemas na coluna, bacia ou quadris podem levar à sobrecarga das articulações da pélvica, e consequentemente, gerar dor crônica.
  • Cistite intersticial: Condição onde a parede da bexiga se inflama e causa dor e frequência urinária.
  • Hérnias: Uma hérnia ocorre quando uma parte do intestino empurra através de um ponto fraco nos músculos abdominais.
Estas são apenas algumas das causas; outros problemas médicos ou até mesmo estresse podem desencadear sintomas similares.

Sintomas a Observar

  • Além da dor na região pélvica, que pode variar de leve a intensa, muitos homens experimentam outros sintomas, tais como:
  • Urgência para urinar
  • Dor ou desconforto ao urinar
  • Dor nas costas
  • Dor durante a ejaculação
  • Pressão ou desconforto no reto

Como Diagnosticar

Se o homem sentir dor na região pélvica, é fundamental consultar um médico para obter um diagnóstico preciso. O profissional perguntará sobre seus sintomas e poderá solicitar exames, como ultrassom ou exames de urina, para determinar a causa da dor.

Tratamento da Dor Pélvica Crônica

Dependendo da causa, o tratamento para dor pélvica crônica pode variar:
  • Medicamentos: Analgésicos, relaxantes musculares ou antibióticos podem ser prescritos, a depender da causa da dor.
  • Fisioterapia: Para dores relacionadas à tensão muscular, a fisioterapia pode ser extremamente benéfica. Exercícios específicos podem ajudar a fortalecer e relaxar os músculos pélvicos.
  • Mudanças no estilo de vida: Às vezes, mudanças simples, como reduzir o consumo de cafeína ou aprender técnicas de relaxamento, podem fazer uma grande diferença.
  • Procedimentos médicos: Em casos mais graves, procedimentos específicos ou cirurgias podem ser necessários.

A dor pélvica crônica em homens é uma condição que não deve ser ignorada. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esse tipo de desconforto, é essencial buscar ajuda médica. Com o diagnóstico e tratamento adequados, é possível retomar uma vida confortável e sem dores.

É importante uma equipe interdisciplinar, além de uma abordagem biopsicossocial e um modelo de escolha compartilhada com os pacientes ativamente envolvidos em suas decisões de saúde, pois o objetivo do tratamento é maximizar a qualidade de vida com ênfase em envolver o indivíduo no autogerenciamento.

A equipe multidisciplinar do Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) conta com profissionais capacitados para o tratamento da Dor Pélvica Crônica. Em caso de dores na região da pelve, procure um médico ginecologista, e se for homem busque por um urologista.

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Neuropatia do pudendo: entenda as causas, os sintomas e os tratamentos



O nervo pudendo se encontra na região pélvica e é o responsável por fornecer o controle motor para alguns músculos dessa região e a sensibilidade ao períneo, esfíncteres anal e uretral externos, genitália e uretra. A neuralgia do pudendo é uma síndrome compressiva dolorosa que danifica o nervo e prejudica a qualidade de vida do paciente, trazendo, por exemplo, interferência na saúde sexual do indivíduo, além de constipação intestinal e outros sintomas que veremos a seguir.

O pudendo faz parte do plexo sacral, um conjunto de nervos na última porção da coluna vertebral, que se ramificam ainda pelo intestino, região glútea e pernas. Seu dano pode ocorrer devido a longos períodos que uma pessoa permanece sentada; micro trauma perineal devido ao uso contínuo de bicicleta, cavalo ou moto; trabalho de parto; levantamento de peso; infecção profunda e cirurgia pélvica. Compressões vasculares, fibróticas, tumorais, musculares e por endometriose são etiologias possíveis.

Quando danificado, pode causar transtornos no sistema neurológico do assoalho pélvico. Em geral, a neuropatia do pudendo resulta em dor que se estende do ânus até o clitóris/ pênis, dor predominantemente ao sentar-se, ausência de sensibilidade na região, dor na relação sexual (que muitas vezes impossibilita o paciente de realizar), dor ao urinar ou evacuar, que pode gerar outros problemas como a constipação intestinal e incontinências.

Uma entrevista com o paciente para entender suas dores e sua rotina auxilia no diagnóstico da neuropatia do pudendo. Complementar a isso, a eletroneuromiografia é o exame que pode confirmar se o nervo está danificado. Por meio de sensores ou eletrodos, é possível monitorar a latência sensorial e motora da região afetada. A neurografia, técnica recente de ressonância, também pode demonstrar alguma lesão direta no nervo.

É importante, como forma de prevenção e autocuidado, levar uma vida ativa e realizar atividade física, a fim de evitar o sedentarismo e passar muitas horas do dia apenas sentado. Vale destacar que determinadas atividades e/ou esportes em excesso, como o ciclismo e hipismo, também podem desencadear a inflamação no nervo pudendo, por isso pratique com moderação.

O tratamento para quem está com o nervo danificado pode ser clínico ou cirúrgico, a depender da intensidade dos sintomas. A fisioterapia pode ajudar por meio de exercícios de alongamento e manobras para relaxamento pélvico. O uso de medicamentos como relaxantes musculares, analgésicos, anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos também podem ser prescritos pelo médico para minimizar os sintomas.

A infiltração, também chamada de bloqueio anestésico, guiada pela tomografia computadorizada, é uma técnica que contribui tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento da neuropatia, tendo como resultado a diminuição da inflamação, o alívio dos sintomas e a melhora no condicionamento da área afetada. O tratamento cirúrgico só é indicado nos casos de compressão do nervo que não melhoram com o tratamento clínico.

Com profissionais altamente capacitados e uma equipe médica multiprofissional, diversos problemas de saúde ou complicações devido a ocorrências/acidentes que acometem a região pélvica, podem ser tratados no Increasing. O objetivo é proporcionar um atendimento humanizado, com transparência, e trazer ao paciente os melhores índices possíveis de cura ou a melhora na qualidade de vida.

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Tipos de Alterações de Sensibilidade Associados à Compressão Nervosa



A compressão nervosa ocorre quando um nervo é pressionado ou comprimido por estruturas adjacentes, como músculos, ossos ou ligamentos. Essa condição pode provocar uma série de sintomas, especialmente alterações na sensibilidade, como dormência, formigamento ou sensação de queimação em áreas específicas do corpo.

As alterações de sensibilidade resultantes da compressão nervosa podem ser causadas por diversas condições, incluindo hérnias de disco, síndrome do túnel do carpo, síndrome do piriforme, lesões traumáticas, tumores ou processos inflamatórios. O diagnóstico preciso e o tratamento adequado são fundamentais para aliviar os sintomas e evitar complicações a longo prazo.

Entre as alterações sensoriais mais comuns associadas à compressão nervosa, destaca-se a parestesia, caracterizada por sensações de formigamento, dormência, picadas ou agulhadas. Isso ocorre quando a compressão ou irritação de um nervo interfere na comunicação normal entre o sistema nervoso periférico e o cérebro. A parestesia pode afetar qualquer região do corpo.

A hipoestesia é outra alteração importante, marcada pela diminuição da sensibilidade em uma área específica. Essa redução pode variar desde uma leve sensação de dormência até a perda quase total da sensibilidade. A compressão nervosa prejudica o fluxo normal de sinais sensoriais do local afetado até o cérebro, resultando em uma sensação de diminuição da percepção.

A hiperalgesia se refere ao aumento da sensibilidade à dor em uma área comprimida. Esse fenômeno ocorre quando a compressão nervosa ou o dano aos tecidos adjacentes torna o sistema nervoso mais sensível aos estímulos dolorosos, gerando dor intensa e prolongada. 

Outro tipo de alteração sensorial é a alodinia, que se caracteriza pela dor provocada por estímulos que normalmente não seriam dolorosos, como um toque leve ou uma pressão suave. Essa condição ocorre quando a compressão nervosa altera a forma como os nervos transmitem sinais sensoriais, fazendo com que estímulos inofensivos sejam erroneamente interpretados como dolorosos.

Por fim, a anestesia envolve a perda completa de sensibilidade em uma área específica do corpo, geralmente quando a compressão nervosa bloqueia totalmente a transmissão de sinais sensoriais entre a região afetada e o cérebro. A anestesia pode ser temporária, como ocorre após a administração de anestesia local em procedimentos médicos, ou permanente, em casos graves de compressão nervosa crônica.

Caso experimente algum desses sintomas de alteração sensorial, é importante procurar um médico para avaliação clínica. O profissional poderá solicitar exames complementares, como ressonância magnética ou eletroneuromiografia, e recomendar o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos, fisioterapia, exercícios, intervenções minimamente invasivas ou até cirurgia.

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A endometriose pode alterar o funcionamento do sistema nervoso?



Embora a endometriose e a neurodisfunção sejam condições distintas, elas podem estar relacionadas de maneiras complexas. Ambas são doenças que exigem uma abordagem multidisciplinar e personalizada, especialmente porque suas interações podem impactar diretamente a saúde e o bem-estar das mulheres. Para aquelas que lidam com essas condições, é fundamental buscar ajuda médica especializada e explorar as opções de tratamento disponíveis.


O que é a endometriose?
A endometriose é uma condição crônica em que um tecido semelhante ao revestimento do útero (endométrio) cresce fora dele, afetando órgãos reprodutivos, como ovários, trompas de falópio e ligamentos uterinos, além de outras regiões do corpo, como o intestino, a bexiga e até o peritônio (revestimento da cavidade abdominal).


Entre os principais sintomas da endometriose estão:
  • Dor pélvica intensa durante o período menstrual.
  • Dor durante a relação sexual.
  • Sangramento menstrual irregular.
  • Cólicas fortes.
  • Infertilidade.

Além disso, muitas mulheres com endometriose podem desenvolver sintomas gastrointestinais, como dor durante a evacuação, inchaço abdominal e mudanças nos hábitos intestinais.


O que é a neurodisfunção?

A neurodisfunção refere-se a um mau funcionamento do sistema nervoso, que pode afetar sua capacidade de enviar e receber sinais corretamente. Isso pode resultar em uma variedade de sintomas neurológicos, incluindo:
  • Dor crônica.
  • Dificuldades cognitivas, como perda de memória e dificuldade de concentração.
  • Fadiga excessiva.
  • Alterações sensoriais.
  • Distúrbios do sono.

A conexão entre endometriose e neurodisfunção

Estudos recentes sugerem uma possível relação entre endometriose e neurodisfunção, com alguns mecanismos propostos que explicam essa ligação. A inflamação crônica causada pela presença de tecido endometrial fora do útero pode alterar o funcionamento do sistema nervoso, resultando em sintomas neurológicos. Além disso, a endometriose pode afetar estruturas nervosas próximas, como o plexo sacral, o que pode gerar dor pélvica crônica e outros sintomas neurológicos.


Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de neurodisfunção em mulheres com endometriose pode ser desafiador, já que os sintomas são amplos e podem ser atribuídos a várias causas. Portanto, é crucial que mulheres que convivem com endometriose e apresentam sintomas neurológicos busquem avaliação médica especializada. Profissionais como ginecologistas, neurologistas ou especialistas em dor podem oferecer uma investigação detalhada e personalizada.


O tratamento dessas condições pode envolver uma abordagem multidisciplinar, que inclui:

  • Medicamentos para alívio da dor: para controlar os sintomas da endometriose e da neurodisfunção.
  • Terapia hormonal: para tratar a endometriose.
  • Cirurgia: para a remoção de lesões de endometriose, quando necessário.
  • Técnicas de controle e reabilitação: para tratar e gerenciar a neurodisfunção.

É fundamental realizar uma avaliação médica adequada para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento direcionado às necessidades de cada paciente.

O papel do Increasing no tratamento da endometriose e neurodisfunção

O Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) oferece um cuidado integrado e multidisciplinar, contando com uma equipe de profissionais altamente qualificados que tratam a endometriose e seus efeitos no sistema nervoso de forma individualizada. Com tratamentos eficazes e personalizados, o instituto visa restaurar a qualidade de vida das pacientes e promover seu bem-estar.

Se você sofre de endometriose ou neurodisfunção, conte com o Increasing para receber o apoio especializado e a atenção que você merece, ajudando a recuperar sua saúde e qualidade de vida.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

O que é neuromodulação e para que utilizamos essa tecnologia?

 


A International NeuromodulationSociety (INS) define neuromodulação como a regulação do sistema nervoso através de dispositivos implantáveis ou não implantáveis que fornecem estímulos elétricos, químicos ou outros, com o objetivo de aumentar o diminuir a atividade do sistema nervoso central ou periférico.

Por que ela é importante?  

Às vezes, doenças ou problemas de saúde podem fazer com que nosso cérebro ou nervos não funcionem como deveriam. A neuromodulação ajuda a reduzir os sintomas dessas doenças e, em alguns casos, até recuperar funções que foram perdidas.

Onde a neuromodulação pode ser usada?  

Além do cérebro, ela pode ajudar em problemas na medula espinhal, nervos periféricos e até mesmo em dores crônicas.

Quais são os principais tipos de neuromodulação?

  • Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS): usa uma corrente elétrica suave aplicada por eletrodos sobre o couro cabeludo para ajudar áreas do cérebro, como as que movem nossas mãos e pernas. Veja mais aqui.
  • Estimulação Magnética Transcraniana (EMT): um capacete emite pulsos magnéticos no cérebro para tornar as conexões neurais mais fortes. Pode ajudar em problemas como depressão e dores.
  • Estimulação Cerebral Profunda (DBS): um eletrodo implantado cirurgicamente em áreas profundas do cérebro é utilizado para regular funções específicas. É utilizada principalmente para tratar problemas de movimento, como a doença de Parkinson, mas também há estudos para o tratamento de depressões graves, distúrbios do apetite, entre outros.
  • Estimulação da Medula Espinhal (SCS): coloca um dispositivo que envia sinais elétricos para a coluna. É como sentir um leve formigamento, e pode ajudar em dores crônicas.
  • Estimulação do Nervo Periférico: envia eletricidade a um nervo específico para gerar uma reação muscular. A indicação depende do nervo estimulado. Por exemplo, a estimulação dos nervos da pelve, pode-se tratar incontinência urinária ou fecal, ou até mesmo ajudar pacientes com lesões medulares a voltar a caminhar. A neuromodulação do nervo vago pode ser utilizada no tratamento da epilepsia e depressão. 

Além das indicações acima, existem muitos estudos em andamento avaliando a eficácia da neuromodulação no tratamento de doenças inflamatórias e autoimunes, doenças neurológicas degenerativas e até doenças cardiovasculares.

Os tratamentos de neuromodulação podem melhorar muito a vida das pessoas. Mas, é sempre importante ter o acompanhamento de um médico e uma equipe multidisciplinar especializada para garantir os melhores resultados.

O Increasing conta com médicos e equipe multiprofissional experiente e especializada na implantação e manejo de diversas formas de neuromodulação. Se você quer saber se este tratamento serve para você ou alguém que você ame, agende uma avaliação.

Ginecologia Oncológica: Entenda e previna o câncer nos órgãos reprodutivos femininos

 

A ginecologia oncológica é uma especialidade médica dedicada ao estudo e tratamento dos cânceres que afetam o sistema reprodutor feminino, incluindo o câncer do colo do útero, dos ovários, do endométrio, da vulva e da vagina. Esses tipos de câncer representam uma parcela significativa dos diagnósticos oncológicos em mulheres e requerem atenção especializada para um tratamento eficaz. O Increasing conta com uma equipe de especialistas que possuem mais de uma década de experiência na gestão e terapia dessas condições oncológicas.

Os cânceres ginecológicos podem se manifestar de diversas formas, dependendo do órgão afetado. Alguns dos sintomas incluem sangramento vaginal anormal, dor pélvica, inchaço abdominal, alterações na vulva e vagina, entre outros. É importante estar atenta a esses sinais e procurar avaliação médica para um diagnóstico precoce.

Na maioria das situações, o procedimento cirúrgico para tratar neoplasias ginecológicas pode ser efetuado por meio de técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica. A escolha do tratamento é feita por uma equipe de especialistas, considerando as características individuais de cada paciente.

Em circunstâncias específicas e com o consentimento da paciente, é viável a execução de cirurgias que conservam a fertilidade. Embora as intervenções cirúrgicas sejam extensivas e possam resultar em danos aos nervos, levando a complicações urinárias e fecais, a clínica Increasing se destaca por sua competência em Neuropelveologia. Isso permite que tais procedimentos sejam realizados com uma técnica de preservação nervosa, diminuindo drasticamente, em até 90%, a probabilidade de ocorrência de tais lesões.

O Increasing é composto por uma equipe de especialistas dedicados ao tratamento cirúrgico do câncer ginecológico, bem como de suas lesões precursoras. Além disso, o instituto implementou um protocolo de reabilitação em oncologia que abrange tanto o tratamento farmacológico quanto o não farmacológico. Este protocolo é projetado para gerenciar a dor e outros distúrbios que possam surgir como consequência dos tratamentos oncológicos, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

O Increasing oferece uma gama abrangente de serviços focados no câncer ginecológico, organizados da seguinte forma:

  • Realização de colposcopia e tratamentos minimamente invasivos para lesões precursoras do câncer.
  • Tratamento de lesões causadas pelo HPV, afetando vulva, vagina e colo do útero.
  • Procedimentos cirúrgicos para tratar câncer de colo do útero, câncer de endométrio, sarcomas uterinos e câncer de ovário.
  • Diagnóstico cirúrgico especializado em câncer de ovário.
  • Tratamento cirúrgico de descompressão de nervos para alívio da dor.
  • Abordagens farmacológicas para o tratamento da dor.
  • Métodos não farmacológicos para tratar dor, incluindo limitações de movimento e fibrose pós cirúrgica.
  • Recuperação da função urinária após procedimentos cirúrgicos oncológicos.
  • Tratamento de complicações pós cirúrgicas, como seromas ou linfedemas, especialmente após esvaziamento ganglionar em casos de câncer de mama e cânceres pélvicos.

Na ginecologia oncológica, o acompanhamento multidisciplinar é fundamental, pois o modelo de cuidado integrado e personalizado contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e aumenta a eficácia dos tratamentos.

Além disso, a conscientização sobre esse tema é fundamental para a prevenção e a detecção precoce dos cânceres ginecológicos, a fim de aumentar as chances de tratamento bem-sucedido e de cura.

Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou, se preferir, mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

 

O que é Dispareunia? Conheça as causas, sintomas e tratamentos



A dispareunia é uma condição médica caracterizada pela dor persistente ou recorrente durante ou após a relação sexual. Essa situação afeta tanto homens como mulheres, embora seja mais comum no público feminino. A dispareunia pode ter um impacto significativo na saúde física e emocional, além de prejudicar a qualidade de vida dos indivíduos afetados, pois a dor pode ser localizada na vulva, na vagina, no útero, na bexiga, na uretra ou no reto.

Existe uma série de fatores diferentes que podem causar a dispareunia. Alguns dos fatores mais comuns incluem infecções, como candidíase e vaginose bacteriana, doença inflamatória pélvica; condições dermatológicas, como eczema ou psoríase na área genital, que podem causar desconforto durante a relação sexual; endometriose, miomas uterinos ou cistos ovarianos também podem resultar em dor durante o sexo; cicatrizes pós-cirúrgicas ou trauma físico, como o parto, também podem ser responsáveis pela dispareunia; e condições crônicas como fibromialgia ou síndrome do intestino irritável. Depressão, ansiedade, história de abuso sexual (quando criança, adulto ou ambos) também são fatores de risco importantes.

Os sintomas associados à dispareunia podem variar de leves a intensos. O indivíduo pode sentir dor aguda ou latejante durante a penetração vaginal ou anal, sensação de queimação, coceira ou desconforto na área genital, dor após a relação sexual que pode durar horas ou até dias e dificuldade em iniciar ou manter relações sexuais devido à dor.

O tratamento para a dispareunia vai depender da causa e da intensidade da dor. A fisioterapia pélvica é uma medida de tratamento que ajuda com exercícios específicos para fortalecer os músculos do assoalho pélvico e reduzir a dor durante o sexo. Se a causa da dispareunia for uma infecção, medicamentos antimicrobianos podem ser prescritos. No caso de problemas hormonais, terapias hormonais podem ser recomendadas. Há casos em que acompanhamento psicológico ou terapia sexual também são recomendados quando o fator emocional contribui para a dispareunia. A mudança no estilo de vida, com alterações alimentares, maior ingestão de água e exercícios físicos também podem ajudar a aliviar os sintomas.

É importante que as pessoas com dispareunia procurem ajuda médica para determinar a causa subjacente e receber o tratamento adequado. Com o diagnóstico e o tratamento correto, a pessoa pode encontrar alívio da dor durante a relação sexual. Cada caso é único e requer uma avaliação individualizada por um profissional de saúde qualificado.

O Increasing possui profissionais altamente capacitados para esclarecer todas as dúvidas sobre dispareunia. Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou, se preferir, mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Nervos da pelve: o que está por trás de suas funções vitais e como eles impactam seu dia a dia


A pelve é a região inferior do abdome, localizada entre o umbigo e a raiz das coxas, que contém diversas estruturas como ossos, músculos e órgãos dos sistemas reprodutor, urinário e gastrointestinal, além dos nervos que controlam os órgãos dessa região, as pernas e os pés.


Os nervos que cruzam a pelve se originam da medula lombossacra, na parte inferior da coluna, e levam os sinais dos órgãos da pelve e das pernas para o cérebro, bem como os comandos do cérebro para essas regiões.


Os principais nervos da pelve são: o nervo ciático, grande nervo motor e sensitivo dos membros inferiores, que controla o movimento dos músculos posteriores da coxa e todos os músculos da perna (canela e panturrilha) e dos pé, além de ser responsável pela sensibilidade da pele destas regiões; o Nervo Femoral, que controla o músculo quadríceps femoral, que faz a extensão do joelho; e o Nervo Pudendo, cuja função é proporcionar a sensibilidade da região genital (pênis/vulva e vagina), perineal e perianal e controlar a musculatura do assoalho pélvico, incluindo os esfíncteres externos no ânus e uretra.



Há outros nervos, como o ílio-hipogástrico, ílio-inguinal e genitofemoral, cuja função principal é sensitiva, ou seja, permitem a percepção de tato, dor e temperatura da pele do baixo ventre até o as coxas.



Existem, ainda, os chamados nervos autonômicos da pelve, que controlam as funções viscerais involuntárias, como enchimento e esvaziamento de bexiga e intestinos e funções sexuais como respostas a excitação, orgasmo, ereção e ejaculação.



O funcionamento normal de todos os órgãos citados acima depende da integridade dos nervos da pelve. Qualquer sinal de compressão, lesão ou interrupção destes nervos pode problemas para caminhar, disfunções urinárias, evacuatórias e sexuais, e, muito comumente, quadros de dor importante no períneo, nas pelves e nas pernas.


Espasticidade e dor neuropática após lesão medular: Como a fisioterapia pode transformar vidas


Quando falamos sobre lesão medular estamos nos referindo a pessoas que sofreram algum tipo de trauma na medula espinhal seja por acidentes, cirurgias, tumores ou doenças inflamatórias e isquêmicas afetando este órgão.


Nesta situação, ocorre uma perda da comunicação entre o cérebro, a medula e os nervos periféricos. Essa perda na comunicação pode levar a problemas de dor neuropática e espasticidade.

A espasticidade é uma condição comum em pacientes com lesão medular que se caracteriza por um aumento anormal do tônus muscular. Isso significa que os músculos ficam excessivamente contraídos ou rígidos, dificultando o movimento voluntário e podendo causar desconforto ou dor.

Como a Espasticidade Ocorre


Após uma lesão medular, a comunicação entre o cérebro e os nervos da medula espinhal é interrompida. O cérebro normalmente regula e modera os sinais que controlam a tensão dos músculos. Quando essa regulação é perdida devido à lesão, os músculos recebem sinais excessivos de contração, levando à espasticidade.


Sintomas da Espasticidade

  • Rigidez Muscular: Os músculos podem se manter em um estado de contração constante.
  • Espasmos: Contrações involuntárias dos músculos que podem ser dolorosas
  • Dificuldade de Movimento: Movimentos voluntários, como andar ou pegar objetos, podem se tornar difíceis ou impossíveis.

Impacto na Vida Diária


A espasticidade pode afetar a mobilidade, a higiene pessoal e a capacidade de realizar atividades diárias. Em alguns casos, a rigidez muscular pode até causar deformidades nas articulações ao longo do tempo.

Em resumo, a espasticidade é um aumento involuntário e excessivo do tônus muscular após uma lesão medular, resultando em músculos rígidos e dificuldades de movimento.


Essa condição de hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento que traz como consequência a diminuição da amplitude de movimento que, por sua vez, leva a contratura muscular e/ou articular, podendo elevar para um quadro de dor crônica”, explica o Dr. Victor Croos Bezerra, fisioterapeuta pelo Increasing.

Devido ao trauma gerado nos nervos sensitivos do sistema nervoso central, o paciente que sofreu a lesão medular também pode apresentar dor neuropática - dor crônica gerada pelos problemas no funcionamento dos nervos. Juntamente com a dor também são comuns outros sintomas como sensação de queimação, choques ou agulhadas nas partes do corpo afetadas.

O manuseio da dor neuropática e da espasticidade, desde a avaliação até a intervenção, precisa de um trabalho conjunto e interdisciplinar a fim de buscar entender as suas relações e como a aplicação de práticas terapêuticas podem melhorar o quadro clínico através do uso ou não de fármacos.

As medidas não farmacológicas incluem uma equipe multiprofissional com a presença, por exemplo, de fisioterapia, psicoterapia, termoterapia ou acupuntura como cuidado especializado, multiprofissional e interdisciplinar.

O tratamento fisioterapêutico é um dos principais meios para controlar a espasticidade e diminuir os quadros de dores em pacientes com lesão medular, pois proporciona condições que auxiliam no controle do tônus, dos movimentos e a aquisição de posturas, o que inibe a atividade reflexa patológica e facilita o movimento normal”, argumenta Dr. Victor Croos.

Entre os diversos recursos fisioterapêuticos existentes, os mais utilizados para diminuir a espasticidades e a dor são: cinesioterapia, eletro/termo e fototerapia, crioterapia, estimulação elétrica (FES); hidroterapia (Watsu), conceito Bobath e terapia vibratória.

O fisioterapeuta é o profissional capacitado para avaliar e prescrever o recurso que será aplicado para cada indivíduo dependendo do nível da lesão, que varia de acordo com o tipo e o local. É também necessário que a reabilitação se inicie o mais precocemente possível para evitar que outros problemas apareçam. 

O Increasing conta com uma equipe multiprofissional capacitada e garante um tratamento interdisciplinar a fim de devolver a esperança e a qualidade de vida aos pacientes.

Para mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou, se preferir, mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

Como saber se tenho dor neuropática?


Na Natureza, a dor é uma sensação de defesa, que indica ao cérebro que algo está danificando o organismo. Em condições normais, a dor se origina de alguma lesão ou inflamação em algum órgão. Quando isso acontece, sensores espalhados nos tecidos estimulam o nervo que conecta este órgão à medula. O sinal sobe do nervo periférico para a medula espinhal e daí para o cérebro, que interpreta a situação e busca uma solução para evitar a continuação do problema. A dor que sentimos é a interpretação que o cérebro cria desse sinal recebido, e serve para nos motivar a reagir de alguma maneira, seja fugindo do agressor, evitando usar um tornozelo torcido ou tirando a mão que está encostada em algo quente, por exemplo.

Dor neuropática é a dor originada de problemas nas vias sensitivas do sistema nervoso (nervos periféricos, medula ou cérebro), que resulta em sinais dolorosos anormais enviados ao cérebro, sem que ocorra uma lesão dos órgãos inervados pela via em questão. Nesta situação, a pessoa sente a dor na região coberta por aquele nervo, sem que nada de anormal esteja acontecendo por lá, como se fosse um alarme disparado por um problema no fio que conecta o sensor.

A dor neuropática se caracteriza por uma sensação de queimação, choque, pontadas, aumento da sensibilidade local, e dor ao estímulo de toque (fenômeno chamado de alodínia), nas regiões afetadas pela via nervosa em questão.

A impressão é de que a dor é sentida na superfície da pele, especificamente na área afetadas pela via nervosa em questão. Por exemplo, a dor do nervo pudendo pode ser sentida como uma queimação na região da pele da vulva/pênis ou períneo.

Existem diversas causas que podem ser responsáveis por estes sintomas. Dentre elas estão doenças infecciosas, provocadas por vírus ou bactérias que podem causar irritação ou degeneração dos nervos, como é o caso de neuralgias por Herpes por exemplo; traumas, acidentes fraturas ou cirurgias que podem lesionar as estruturas nervosas; doenças sistêmicas como diabetes mellitus que pode danificar os nervos quando em fase mais avançada; e até como consequência de deficiências nutricionais e alcoolismo, que podem interferir diretamente na condução do estímulo nervoso, causando dor.

É importante salientar que nem toda dor em queimação, choque ou pontadas é consequência de uma alteração neurológica. O diagnóstico da dor neuropática é muitas vezes desafiador e deve ser feito por um médico experiente durante uma consulta, através de perguntas específicas sobre estas características da dor e de sua história de surgimento, evolução e fatores de melhora e piora. Um exame físico cuidadoso, com testes de sensibilidade das áreas do corpo e de força muscular, auxilia na identificação do problema e do nervo acometido.

O tratamento será voltado para resolver o fator que causa a dor, mas isso nem sempre é possível. Além disso, nervos não se regeneram facilmente e, mesmo retirando-se o fator agressor, o nervo pode continuar funcionando de forma anormal.

Por isso, é muito importante não somente identificar a causa, mas controlar a dor, regulando a atividade da via nervosa afetada. Isso pode ser conseguido com medicações de uso tópico ou oral (como anestésicos locais, anticonvulsivantes, antidepressivos), com bloqueios nervosos e, eventualmente com cirurgias.

O Increasing possui profissionais altamente capacitados para diagnosticar e atender pacientes que precisam de tratamentos ou cirurgias na região pélvica. Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir mande uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.