Quando a bexiga e o esfíncter não “conversam”: entenda a dissinergia vesico-esfincteriana


 A dissinergia vesico-esfincteriana é uma disfunção miccional que ocorre quando há falta de coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral durante o processo de micção. Esse desajuste entre os músculos envolvidos na micção pode dificultar o esvaziamento adequado da bexiga e provocar diferentes sintomas urinários.

Como funciona a micção normalmente?

Durante a micção, o músculo detrusor, responsável pela contração da bexiga, se contrai enquanto o esfíncter uretral relaxa, permitindo a passagem da urina.

Na dissinergia vesico-esfincteriana, essa coordenação é prejudicada. O esfíncter pode permanecer contraído enquanto a bexiga tenta expulsar a urina, dificultando o fluxo urinário e o esvaziamento da bexiga.

Sintomas comuns da dissinergia vesico-esfincteriana

Os sintomas podem variar conforme a causa e a intensidade da disfunção e incluem:

  • Jato urinário fraco e intermitente.
  • Esforço excessivo para urinar.
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Aumento da frequência urinária.
  • Dificuldade para iniciar a micção.
  • Tempo prolongado para urinar.
  • Necessidade de pressionar ou manipular a região perineal para facilitar o esvaziamento da bexiga.

Esses sintomas podem afetar significativamente a qualidade de vida, dificultando atividades cotidianas e interferindo nas relações sociais.

Principais causas

A dissinergia vesico-esfincteriana está frequentemente associada a alterações neurológicas que interferem na coordenação entre a bexiga e o esfíncter uretral. Pode ocorrer, por exemplo, em pessoas com lesões ou traumas da medula espinhal e também estar relacionada a condições como:

  • Esclerose múltipla.
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC).
  • Doença de Parkinson.
  • Outras condições que afetam o controle neurológico da micção.

Alterações ou lesões dos nervos responsáveis pelo controle da bexiga e do esfíncter também podem contribuir para o desenvolvimento da disfunção.

Diagnóstico

O diagnóstico da dissinergia vesico-esfincteriana geralmente envolve:

  • Avaliação clínica detalhada.
  • Exame físico.
  • Exames complementares, conforme a necessidade de cada paciente.

Entre eles, o estudo urodinâmico pode ser fundamental para avaliar o funcionamento da bexiga, as pressões durante o armazenamento e o esvaziamento da urina e a relação entre a contração do detrusor e a atividade do esfíncter uretral.

Tratamento

O tratamento depende da causa, dos sintomas e das características identificadas na avaliação de cada paciente. Algumas possibilidades incluem:

  • Terapias comportamentais e, em casos selecionados, fisioterapia do assoalho pélvico, de acordo com a avaliação individual.
  • Medicamentos, que podem ser utilizados para tratar alterações específicas da função vesical.
  • Toxina botulínica, que pode ser indicada em determinadas situações para reduzir a atividade muscular da bexiga ou do esfíncter, conforme a causa e os achados dos exames.
  • Procedimentos ou intervenções cirúrgicas, quando indicados para situações específicas.

Abordagem individualizada

O tratamento deve ser individualizado, considerando a causa da disfunção, os sintomas, os resultados dos exames e as necessidades específicas de cada paciente.

O acompanhamento médico regular e a comunicação com a equipe de saúde são fundamentais para o controle da condição, a prevenção de complicações e a busca por uma melhor qualidade de vida.

Cuidados no Increasing

A Increasing conta com uma equipe multidisciplinar qualificada para avaliar pacientes com disfunções urinárias e oferecer uma abordagem individualizada, de acordo com as características de cada caso.

O objetivo é identificar as causas dos sintomas e buscar estratégias que contribuam para mais saúde, conforto e qualidade de vida.

Adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.




Como a Esclerose Múltipla Afeta o Sistema Urinário?


A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica caracterizada pela inflamação e deterioração da mielina, uma substância que envolve, reveste e protege as fibras nervosas, causando interrupções na transmissão dos impulsos nervosos. Como resultado, uma das complicações frequentes da esclerose múltipla são as disfunções urinárias, que ocorrem devido ao comprometimento dos sistemas que controlam a bexiga e os músculos envolvidos na micção.

Sintomas das Disfunções Urinárias

Os sintomas urinários associados à esclerose múltipla podem variar bastante entre os pacientes, mas incluem comumente:

  • Dificuldade para iniciar o fluxo urinário ou esvaziar completamente a bexiga.
  • Redução da capacidade de armazenar urina.
  • Aumento da frequência urinária, tanto durante o dia quanto à noite.
  • Incontinência urinária (perda involuntária de urina).
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Esses sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias e nas relações sociais. Por isso, é essencial que esses problemas sejam abordados e tratados de maneira adequada.

Abordagens de Tratamento

O tratamento das disfunções urinárias em pacientes com esclerose múltipla deve ser personalizado, levando em consideração as queixas apresentadas, os sintomas específicos e os resultados dos exames complementares.

Algumas das abordagens incluem:

  • Mudanças no estilo de vida: como manter uma hidratação adequada, estabelecer horários regulares para ir ao banheiro e evitar o consumo excessivo de líquidos antes de dormir.

  • Fisioterapia pélvica: focada no fortalecimento e na melhora da coordenação dos músculos do assoalho pélvico, esta terapia pode contribuir para o controle urinário e para a micção.

  • Medicação: em alguns casos, medicamentos específicos podem ser prescritos para tratar sintomas como incontinência urinária ou retenção urinária.

Casos Mais Graves

Nos casos em que as medidas conservadoras não são suficientes, pode ser necessário o uso de sondas urinárias ou a prática do cateterismo intermitente limpo para ajudar a garantir o esvaziamento adequado da bexiga e evitar possíveis complicações.

Tratamento Individualizado

O tratamento das disfunções urinárias deve sempre ser individualizado, levando em consideração a gravidade dos sintomas, as queixas apresentadas, os resultados dos exames e a resposta do paciente às medidas adotadas.

A avaliação deve ser realizada por profissionais de saúde especializados, como urologistas, uroginecologistas ou neurologistas, que poderão indicar a melhor estratégia terapêutica para cada caso.

O objetivo principal é melhorar a qualidade de vida do paciente e minimizar os impactos negativos dos sintomas no seu dia a dia.

Acompanhamento Multidisciplinar

O diagnóstico e o tratamento adequados, com acompanhamento multiprofissional contínuo, são fundamentais para minimizar o impacto dos sintomas na vida cotidiana dos pacientes.

O Increasing conta com uma equipe multidisciplinar, altamente capacitada e especializada, além de uma ampla gama de tratamentos e terapias para ajudar o paciente a viver com mais qualidade, conforto e segurança.

Conte com todo o nosso cuidado e atenção.

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Tudo o que Você Precisa Saber sobre Disfunção Urinária em Casos de Lesão Raquimedular (LRM)

 


A Lesão Raquimedular (LRM) é uma condição grave que afeta a medula espinhal e pode causar várias complicações, incluindo a disfunção urinária. Neste artigo, abordaremos como a lesão raquimedular impacta a função urinária e as opções de tratamento disponíveis.

O que é a Lesão Raquimedular (LRM)?

A lesão raquimedular ocorre quando há dano à medula espinhal, prejudicando a comunicação entre o cérebro e as diversas partes do corpo. Dependendo da gravidade e localização da lesão, pode haver comprometimento nas funções motoras, sensoriais e autonômicas, afetando, entre outras funções, o controle da bexiga e do trato urinário.

Como a Lesão Raquimedular Afeta a Função Urinária?

A LRM pode afetar diretamente a capacidade de controlar a micção, resultando em diferentes tipos de disfunção urinária. Isso ocorre porque a lesão interfere na comunicação entre o cérebro e a bexiga. Os problemas urinários mais comuns incluem:

  • Incontinência Urinária: Perda involuntária de urina devido à falta de controle sobre a bexiga;
  • Retenção Urinária: Dificuldade em esvaziar completamente a bexiga;
  • Distúrbios da Micção: Como bexiga hiperativa, bexiga neurogênica (com redução da sensibilidade) e bexiga flácida.

Esses problemas podem levar a complicações graves, como infecções urinárias recorrentes, desconforto e, em alguns casos, danos adicionais ao trato urinário.

Como a Disfunção Urinária é Tratada em Casos de Lesão Raquimedular?

O tratamento da disfunção urinária associada à LRM envolve uma abordagem multidisciplinar, com o objetivo de melhorar o controle da bexiga, prevenir complicações e oferecer uma melhor qualidade de vida ao paciente. Algumas das opções de tratamento incluem:

  • Medicamentos: Usados para controlar a urgência urinária e a incontinência, ajudando a melhorar o funcionamento da bexiga.
  • Cateterismo Intermitente: Um procedimento recomendado para esvaziar a bexiga em intervalos regulares, prevenindo o acúmulo excessivo de urina e a pressão interna.
  • Fisioterapia: Envolve exercícios para fortalecer os músculos pélvicos e melhorar a função vesical, essencial para o controle da micção.
  • Cirurgia: Em casos mais graves, procedimentos como a cistoplastia de aumento podem ser necessários para aumentar a capacidade da bexiga e reduzir a pressão interna.

Além dessas opções, o acompanhamento psicológico também desempenha um papel fundamental, ajudando os pacientes a lidarem com as mudanças no estilo de vida e a adaptação à nova condição.

A Reabilitação: Um Passo Essencial para a Qualidade de Vida

A reabilitação é uma parte crucial no tratamento das disfunções urinárias em pacientes com lesão raquimedular. Ela visa a melhoria da qualidade de vida do paciente, garantindo sua reintegração social e funcional. O monitoramento contínuo é essencial para evitar complicações, como infecções urinárias, e garantir que os tratamentos sejam eficazes ao longo do tempo.

A Importância do Acompanhamento Especializado

Pessoas com LRM e disfunção urinária necessitam de um acompanhamento especializado. Profissionais como urologistas, enfermeiros especializados e fisioterapeutas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de tratamentos personalizados, garantindo cuidados adequados de acordo com as necessidades específicas de cada paciente.

O Increasing: Seu Companheiro na Jornada de Recuperação

O Increasing (Instituto de Cuidados, Reabilitação e Assistência em Neuropelveologia e Ginecologia) é especializado no atendimento de pacientes com lesão raquimedular e outras condições que afetam a função urinária. Nossa equipe de profissionais altamente capacitados trabalha para proporcionar um tratamento eficaz, seguro e personalizado, com foco na restauração da saúde e na melhoria da qualidade de vida.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.

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Quando o paciente deve recorrer à cirurgia de incontinência urinária?



Embora existam várias opções de tratamento disponíveis, a cirurgia é um dos métodos mais eficazes para tratar a incontinência urinária, especialmente em casos mais graves em que as outras opções se mostraram ineficazes.

A cirurgia para incontinência urinária tem como objetivo corrigir anormalidades estruturais que levam à perda de urina e reforçar os tecidos relacionados com a sustentação da uretra e da bexiga. 

Existem diferentes tipos de cirurgia disponíveis, cada uma com sua própria indicação e técnica específica. Listamos a seguir as mais comuns para o tratamento da incontinência urinária:

Sling de uretra média ou cirurgia de correção de incontinência urinária com tela: 

Essa é uma das cirurgias mais utilizadas para o tratamento da incontinência urinária de esforço, que ocorre quando há perda de urina durante atividades físicas, como espirros, tosses ou exercícios. Durante o procedimento, uma faixa, que pode ser feita de tecido sintético ou do próprio tecido do paciente, é passado, por via vaginal, sob  uretra, como se fosse uma rede, para fornecer suporte e ajudar a evitar a perda de urina.

Implantes de agentes de preenchimento: 

Nessa cirurgia, é realizado o implante de materiais sintéticos para preencher os espaços ao redor da uretra, ajudando a aumentar o suportes deste canal,  reduzindo, assim, a perda de urina. Essa técnica é comumente utilizada para tratar a incontinência urinária de esforço leve a moderada e para pacientes com contraindicações para a realização de outros procedimentos.

Cirurgias de correção de prolapso: 

Muitas vezes a perda de sustentação do útero, da cúpula ou das paredes vaginais e o prolapso desses órgãos leva a uma modificação dos mecanismos de continência urinária, facilitando as perdas de urina aos esforços e associadas a queixas de urgência. Uma das formas de controle destes casos se dá pela reconstrução da anatomia do assoalho pélvico com correção dos prolapsos (seja por via vaginal ou laparosópica, com ou sem tela sintética), com melhora também da incontinência em 50-60% dos casos

É essencial fazer uma avaliação completa e precisa do estado de saúde do paciente e identificar a causa subjacente da condição para que então seja feita a escolha ideal de qual cirurgia será eficaz no tratamento da incontinência urinária. Além disso, é recomendável que outras opções de tratamento menos invasivas sejam consideradas antes de recorrer à cirurgia.

É importante destacar que toda cirurgia apresenta riscos e benefícios, e o paciente deve ser devidamente informado sobre esses aspectos. Em muitos casos, a cirurgia para a incontinência urinária pode ser altamente eficaz, proporcionando alívio significativo dos sintomas e melhorando a qualidade de vida do paciente. No entanto, cada caso é único, e a decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada em conjunto com o aval médico, levando em consideração os fatores individuais do paciente.


Nossa abordagem


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Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise na solução da incontinência urinária, atendendo áreas como neuropelveologia, uroginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado e humanizado, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.




Endometriose e nervos: qual é a relação?

 


A endometriose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Estima-se que ela afete uma em cada dez mulheres. Entre os sintomas mais frequentes estão as cólicas menstruais e a dor durante a relação sexual, especialmente na penetração profunda.

Os locais mais frequentemente afetados são as trompas, os ovários, o intestino e a bexiga. No entanto, a doença também pode atingir outras estruturas da pelve, incluindo os nervos.

Como Dr. Nucelio Lemos é o pioneiro da Neuropelveologia no Brasil, recebemos dúvidas frequentes sobre a relação entre endometriose e acometimento nervoso.

A endometriose pode atingir os nervos?

Sim. Durante muito tempo, o acometimento dos nervos pela endometriose foi considerado raro. Estudos mais recentes na área da Neuropelveologia, porém, mostram que essa condição pode ser mais frequente do que se imaginava.

A endometriose pode alcançar os nervos sacrais ao infiltrar os ligamentos que conectam o útero às paredes da pelve. Quando isso acontece, podem surgir sintomas como dor na região vaginal, no ânus ou na parte posterior da perna, acompanhando o trajeto do nervo ciático.

Quais nervos podem ser afetados?

Qualquer nervo que atravesse a pelve pode ser acometido pela endometriose.

Entre os casos descritos na literatura médica e observados na prática clínica estão o comprometimento dos nervos pudendo e ciático e das raízes sacrais, que são ramificações da medula espinhal responsáveis pela formação de diversos nervos periféricos.

A endometriose também pode envolver os nervos autonômicos, responsáveis pelo controle de funções como a bexiga e o intestino. Nesses casos, podem ocorrer dor e alterações no controle da urina e das fezes.

Como saber se a dor no nervo ciático pode estar relacionada à endometriose?

Os sintomas podem se parecer bastante com aqueles provocados por problemas de coluna. A mulher pode apresentar dor, queimação ou formigamento no glúteo e na parte posterior da perna.

Um sinal de atenção é a associação desses sintomas com manifestações típicas da endometriose, como cólicas menstruais e dor durante a relação sexual.

Outro aspecto importante é a relação com o ciclo menstrual. Quando a dor ciática piora durante a menstruação e melhora significativamente ou desaparece após esse período, é importante investigar a possibilidade de endometriose envolvendo o nervo ciático.

É possível ter endometriose nos nervos sem apresentar sintomas?

A endometriose pode ser assintomática. Entretanto, quando existe acometimento dos nervos, os sintomas tendem a ser mais intensos e característicos, justamente porque essas estruturas desempenham funções sensoriais e motoras importantes.

A endometriose pode causar uma lesão permanente no nervo?

Sim. Os nervos são estruturas delicadas, protegidas por tecidos que auxiliam sua movimentação e por estruturas como a bainha de mielina, fundamental para o funcionamento adequado dos neurônios.

A infiltração causada pela endometriose pode comprometer essas estruturas e alterar a função do nervo, provocando prejuízos sensoriais e motores.

Em situações mais avançadas, a doença pode infiltrar o nervo e provocar danos aos axônios dos neurônios, o que pode resultar em perdas funcionais permanentes.

Como é tratado o acometimento dos nervos pela endometriose?

O tratamento depende da avaliação individual de cada caso.

Os tratamentos hormonais podem controlar os sintomas da endometriose, mas não necessariamente impedem a progressão da doença. Quando existe comprometimento dos nervos, a abordagem cirúrgica pode ser necessária para interromper a progressão da lesão e preservar a função nervosa.

Por isso, o diagnóstico adequado e a avaliação especializada são fundamentais para definir a melhor estratégia de tratamento.

Endometriose tem cura?

Esse é um tema que ainda gera diferentes entendimentos entre especialistas.

No Increasing, consideramos que a retirada completa dos nódulos de endometriose pode levar à cura da doença de base. Entretanto, a dor crônica provocada pela endometriose pode produzir alterações no sistema nervoso, na musculatura e na postura, fazendo com que alguns sintomas persistam mesmo após o tratamento da doença.

Por esse motivo, casos mais complexos podem exigir uma abordagem multiprofissional.

Por que algumas mulheres continuam sentindo dor mesmo depois da cirurgia?

A endometriose pode ser responsável pelo início do processo doloroso, mas a dor crônica também pode desencadear alterações no sistema nervoso, nos músculos e em outros mecanismos relacionados à percepção da dor.

Assim, em algumas situações, a cirurgia pode tratar adequadamente as lesões de endometriose, mas não eliminar completamente a dor.

Nesses casos, é importante investigar outros fatores envolvidos na manutenção do quadro doloroso e contar com uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento da endometriose e da dor.

No Increasing, essa abordagem integrada reúne profissionais de diferentes áreas para oferecer uma avaliação individualizada e um tratamento direcionado às necessidades de cada paciente.

Cirurgia ginecológica e neuroanatomia pélvica: estudo internacional conta com participação do Dr. Nucelio Lemos


Um novo artigo científico internacional publicado no periódico
International Journal of Gynecological Cancer destaca a importância do conhecimento aprofundado da neuroanatomia pélvica feminina para a realização de cirurgias ginecológicas mais seguras e precisas. O trabalho contou com a participação do Dr. Nucelio Lemos, integrante da equipe Increasing. Autoria: Stefano Ferla, Diego Raimondo, Agnese Virgilio, Renato Seracchioli e Nucelio Lemos.


O estudo, intitulado “Comprehensive cadaveric dissection of female pelvic neuroanatomy: the somatic system”, apresenta uma dissecção laparoscópica cadavérica detalhada dos principais nervos somáticos da pelve feminina. O objetivo é auxiliar cirurgiões no reconhecimento das estruturas neurais durante procedimentos complexos, como cirurgias para endometriose profunda infiltrativa e cirurgias oncológicas radicais.




Segundo os autores, essas intervenções apresentam elevado risco de lesões nervosas, o que pode resultar em dor crônica, alterações sensitivas, déficits funcionais e outras complicações pós-operatórias importantes. Por isso, o domínio da anatomia pélvica é considerado fundamental para aumentar a segurança cirúrgica e preservar a qualidade de vida das pacientes.


O artigo demonstra como o treinamento laparoscópico em laboratório cadavérico, aliado à visualização ampliada da cirurgia minimamente invasiva, pode contribuir para o aperfeiçoamento técnico dos cirurgiões. O vídeo científico apresenta, passo a passo, a identificação de estruturas como os nervos ilioinguinal, femoral, obturador, genitofemoral, pudendo e ciático, além de marcos vasculares importantes para evitar sangramentos intraoperatórios.

Além de participar diretamente do desenvolvimento do projeto e da revisão do manuscrito, o Dr. Nucelio Lemos também atuou na supervisão científica do trabalho, reforçando sua contribuição internacional nas áreas de cirurgia ginecológica avançada, neuroanatomia pélvica e preservação neural.

A publicação reforça o papel do treinamento anatômico especializado no preparo de equipes cirúrgicas para cenários operatórios complexos, contribuindo para maior precisão técnica, prevenção de complicações e melhores desfechos para as pacientes.

Para a equipe Increasing, a participação em pesquisas científicas internacionais representa o compromisso contínuo com inovação, excelência cirúrgica e desenvolvimento científico voltado à saúde da mulher.

Estudo publicado na revista Neuromodulation reforça benefícios do procedimento LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória



Um novo estudo científico internacional reforça o potencial transformador do procedimento LION (Laparoscopic Implantation of Neuroprosthesis) na reabilitação de pessoas com lesão medular crônica. A pesquisa foi publicada na revista científica Neuromodulation, considerada a mais importante do mundo na área de neuromodulação, e demonstrou que a combinação da eletroestimulação proporcionada pelo protocolo LION com fisioterapia cardiorrespiratória promove ganhos significativos na função respiratória, cardiovascular e neuromuscular dos pacientes.

O estudo acompanhou 37 indivíduos com lesão medular torácica crônica ao longo de 12 meses. Os participantes foram divididos em três grupos: controle, LION isolado e LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória. Todos receberam acompanhamento neuromotor padronizado, mas o grupo que realizou a combinação terapêutica apresentou resultados superiores de forma consistente.


Entre os principais avanços observados estão o aumento da capacidade cardiorrespiratória, melhora do VO2máx, fortalecimento da musculatura respiratória, aumento do pico de fluxo expiratório e maior eficiência cardiovascular. Os pesquisadores também identificaram melhor integração entre os sistemas neuromuscular e cardiorrespiratório, indicando um processo de reorganização funcional do organismo.

Os resultados demonstraram ainda redução da frequência cardíaca e do índice de fadiga, fatores diretamente relacionados à qualidade de vida e ao desempenho funcional de pacientes com lesão medular crônica.




Segundo os autores, os benefícios do protocolo LION associado à fisioterapia cardiorrespiratória ocorreram de maneira progressiva e sustentada ao longo do tempo, evidenciando efeitos cumulativos importantes para a reabilitação.

O estudo também destaca a participação de profissionais que integram a equipe Increasing, entre eles Wellington Contiero, Nucelio Lemos e Victor Croos-Bezerra, autores da pesquisa e atuantes no desenvolvimento e aplicação clínica do protocolo LION. A participação direta da equipe Increasing na produção científica reforça o compromisso da clínica com a pesquisa, a inovação e a busca contínua por avanços na neuroreabilitação.

O procedimento LION vem sendo estudado internacionalmente como uma alternativa inovadora para estimular estruturas nervosas preservadas e ampliar o potencial funcional de pessoas com lesão medular. Os novos achados reforçam a importância da abordagem multidisciplinar e personalizada na recuperação desses pacientes.




No Increasing, clínica especializada na realização do procedimento LION, a reabilitação é conduzida de forma integrada, unindo tecnologia, acompanhamento multiprofissional e protocolos individualizados para potencializar resultados e oferecer mais autonomia, funcionalidade e qualidade de vida aos pacientes.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 99533-5765.


Inteligência artificial pode acelerar o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica: iniciativa no Canadá destaca atuação do Dr. Nucelio Lemos



Uma reportagem publicada pelo site CTV News trouxe à tona um avanço promissor na área da saúde da mulher: o desenvolvimento de um aplicativo com inteligência artificial capaz de reduzir significativamente o tempo para o diagnóstico da endometriose e outras causas da Dor Pélvica — condição que ainda enfrenta desafios importantes em todo o mundo.

A endometriose é uma doença ginecológica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo causar dores intensas, sangramentos abundantes e impactos relevantes na qualidade de vida. Apesar de sua alta prevalência — atingindo cerca de 1 milhão de pessoas no Canadá — o diagnóstico pode levar, em média, de cinco a dez anos.


Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.
Dra. Dafna Sussman, professora associada de engenharia biomédica na Universidade Metropolitana de Toronto e cientista no Hospital St. Michael's, e Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico no Hospital Mount Sinai.

É nesse cenário que surge o aplicativo DANA, uma inovação que conta com a participação direta do Dr. Nucelio Lemos, cirurgião ginecológico e integrante da equipe Increasing. O especialista também atua no Mount Sinai Hospital e é professor na University of Toronto.

Segundo a matéria original da CTV News, o principal objetivo da ferramenta é encurtar o caminho até o diagnóstico correto, conectando as pacientes aos especialistas adequados já nas primeiras consultas. Utilizando mais de uma década de dados clínicos anonimizados de instituições como o Women’s College Hospital e o próprio Mount Sinai Hospital, o sistema será capaz de analisar sintomas, identificar padrões e estimar a probabilidade de endometriose ou outras causas de dor pélvica crônica.

O Dr. Nucelio Lemos destaca que um dos grandes desafios no diagnóstico da doença é a sua complexidade: existem mais de 150 condições que podem causar dor pélvica crônica, o que frequentemente leva a diagnósticos equivocados. Como consequência, muitas mulheres passam por uma longa jornada envolvendo múltiplos especialistas, exames e tratamentos antes de obterem respostas.


Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)
Dr. Jacob Lenz realiza um ultrassom na clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade Estadual de Oklahoma, em Tulsa, Oklahoma, na terça-feira, 16 de julho de 2024. (Foto AP/Mary Conlon)

Além disso, fatores culturais e históricos também contribuem para esse atraso. Durante anos, sintomas como dor menstrual intensa foram normalizados, levando à subvalorização dos sinais clínicos. Esse cenário pode gerar impactos psicológicos, como ansiedade e desmotivação para buscar ajuda médica.

A Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette
Dra. Rachel Kupets, oncologista cirúrgica da equipe de Cuidados Oncológicos Ginecológicos do Centro de Câncer Odette do Sunnybrook, examina uma tomografia computadorizada em Toronto, na quarta-feira, 1º de junho de 2011. Foto: THE CANADIAN PRESS/Nathan Denette


Outro ponto crítico abordado na reportagem da CTV News é a escassez de especialistas em endometriose. Embora existam cerca de 3.200 ginecologistas e obstetras no Canadá, o número de profissionais especializados na doença ainda é insuficiente, especialmente nos casos mais complexos. Isso cria gargalos no sistema de saúde e aumenta ainda mais o tempo de espera por atendimento adequado.

Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.
Dr. Jonathon Solnik, chefe de ginecologia e cirurgia minimamente invasiva do Hospital Mount Sinai e chefe de ginecologia do Women's College Hospital.

Diante desse contexto, iniciativas como o aplicativo DANA representam um avanço estratégico. A expectativa é que a tecnologia reduza em até 80% o tempo e os recursos necessários para o diagnóstico, além de diminuir a quantidade de especialistas consultados e exames desnecessários.

A participação do Dr. Nucelio Lemos nesse projeto reforça o compromisso da equipe Increasing com a inovação e a excelência no cuidado à saúde da mulher. Ao integrar tecnologia de ponta com experiência clínica, iniciativas como essa têm potencial para transformar a jornada das pacientes, promovendo diagnósticos mais rápidos, precisos e humanizados.

Fonte: Adaptado de reportagem publicada por CTV News.

Neuropelveologia expõe lacunas no tratamento da endometriose e reacende debate por plano nacional no Canadá



Uma cirurgia pélvica neurológica raramente realizada no Canadá trouxe à tona a urgência de ampliar o acesso a tratamentos especializados para mulheres com endometriose. 

A área, chamada "Neuropelveologia" estuda os nervos da pelve e desenvolve técnicas para o tratamento da endometriose que acomete esses nervos. 

O procedimento, foi realizado no The Ottawa Hospital e tratou dores intensas e limitações funcionais causadas pelo comprometimento dos nervos pélvicos da paciente.

Em entrevista à CBC News, Dr. Nucelio Lemos, professor do departamento de ginecologia e obstetrícia e uroginecologista em Toronto, destacou que esse tipo de cuidado ainda é extremamente restrito. “Não tenho conhecimento de nenhum centro que ofereça esse tipo de atendimento fora de Ontário”, afirmou. Segundo ele, é fundamental avançar na criação de centros de excelência capazes de suprir essa lacuna no sistema de saúde.

O Dr. Lemos é titular da Cátedra Friedrichsen Cooper de Endometriose e Dor Pélvica Crônica no Mount Sinai Hospital, em Toronto, que abriga a principal — e única — clínica dedicada à neuropelveologia no país. Ele explica que a limitação de acesso está diretamente ligada ao fato de a neuropelveologia ser uma disciplina relativamente nova, desenvolvida no início dos anos 2000, com poucos especialistas capacitados para diagnosticar e realizar cirurgias complexas associadas a condições como a endometriose. Mesmo entre os profissionais treinados, a falta de recursos e de infraestrutura adequada ainda é um obstáculo frequente.

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora dele, afetando ao menos uma em cada dez meninas e mulheres no Canadá. Os sintomas variam de leves a graves e podem comprometer profundamente a qualidade de vida. No caso tratado em Ottawa, a equipe médica se preparou para a cirurgia mapeando a doença com o uso de imagens em realidade virtual, o que facilitou o planejamento, o treinamento do time e a compreensão do procedimento pela própria paciente.



A realização da cirurgia só foi possível graças a subsídios provinciais e ao financiamento do hospital. Ainda assim, segundo Singh, uma das vozes envolvidas na defesa da causa, esse modelo não é suficiente para tornar o procedimento acessível a mais pacientes. Como resultado, muitas mulheres acabam sem opções de tratamento dentro do país, a menos que possam custear cuidados no exterior.

Diante desse cenário, defensores pressionam o governo federal no Canadá a desenvolver e financiar um plano nacional de ação coordenado para a endometriose, a exemplo do que já foi implementado na Austrália e na França. Em Ontário, o NDP também pede a criação de um plano provincial, alertando que algumas pacientes estão sendo forçadas a buscar atendimento fora do Canadá.

“Isso trará um retorno positivo sobre o investimento”, afirmou Singh. “Você traz a Danika de volta ao trabalho como professora. Reúne famílias novamente depois de anos de sofrimento. Você as torna mais saudáveis e melhores.”

Danika Fleury, a paciente submetida à neurocirurgia pélvica, também decidiu compartilhar sua história como forma de apoiar outras mulheres que convivem com a endometriose. Ainda em recuperação da cirurgia realizada no outono, ela já projeta o retorno à sala de aula no programa de imersão em francês da Broadview Public School, além de retomar caminhadas e viagens — paixões que haviam sido interrompidas pela doença.

“A melhor coisa que me aconteceu foi simplesmente recuperar a qualidade de vida que eu havia perdido”, disse Fleury. “Isso realmente me devolveu meu brilho, minha luz e minha esperança no futuro.”

Confira a matéria completa em:

Transtorno da Excitação Genital Persistente (PGAD)



O Transtorno da Excitação Genital Persistente - PGAD (do inglês Persistent Genital Arousal Disorder) é uma condição rara e frequentemente debilitante, caracterizada por episódios recorrentes ou contínuos de excitação genital que não estão relacionados ao desejo sexual. Essa excitação pode incluir sensações de congestão pélvica, pulsação, formigamento ou até orgasmos espontâneos, que surgem sem estímulo erótico e sem controle voluntário.

Apesar de pouco discutido, o PGAD exerce profundo impacto na qualidade de vida, comprometendo relações íntimas, equilíbrio emocional, sono, trabalho e vida social. Muitas pessoas com o transtorno relatam sentimentos de angústia, vergonha e isolamento, sobretudo devido ao estigma em torno de sintomas associados à sexualidade.

Causas e fatores associados

As causas ainda não são totalmente compreendidas. Pesquisas sugerem que podem estar relacionadas a:
  • Alterações em nervos pélvicos (como compressões ou irritações do nervo pudendo ou de outras raízes nervosas).
  • Condições vasculares ou alterações da sensibilidade genital.
  • Uso ou suspensão de determinados medicamentos.
  • Fatores psicológicos, que podem intensificar a percepção dos sintomas.

É importante destacar que o PGAD não corresponde a um desejo sexual excessivo, mas sim a um estado de hiperatividade do sistema nervoso que regula a região genital.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico requer avaliação cuidadosa, incluindo história clínica detalhada, exames de imagem quando indicados e, em muitos casos, atuação conjunta de diferentes especialidades médicas.

O tratamento deve ser individualizado e pode envolver:
  • Abordagens neurológicas e neuropelveológicas, para investigar e tratar possíveis compressões nervosas.
  • Fisioterapia pélvica especializada, voltada para o alívio de tensões musculares que contribuem para os sintomas.
  • Apoio psicológico ou psiquiátrico, no manejo da ansiedade, depressão ou estresse associados.
  • Estratégias farmacológicas ou intervencionistas, em casos selecionados.


Sacral Tarlov cysts and spontaneous persistent genital arousal: 2 unrecognized and underappreciated health conditions with an uncertain relationship

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Nossa abordagem

Na Clínica Increasing, adotamos uma visão integrada, que reúne expertise em neuropelveologia, ginecologia, fisioterapia pélvica e saúde mental. Nosso objetivo é oferecer um cuidado especializado, humano e livre de estigmas, buscando devolver qualidade de vida e bem-estar às pessoas que convivem com esse transtorno.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.





Boot Camp de Cirurgia Ginecológica Avançada reúne especialistas no Canadá


O CanSAGE 7th Annual Fellows Boot Camp, realizado no dia 17 de setembro de 2025 no Saskatoon Institute for Medical Simulation, reuniu alguns dos maiores nomes da cirurgia ginecológica do Canadá. O evento faz parte de um projeto que abrange todo o país e tem como objetivo capacitar especialistas em técnicas cirúrgicas de alta complexidade, promovendo avanços no tratamento de condições que afetam a saúde da mulher.

Entre os destaques da programação esteve o Dr. Nucelio Lemos, da equipe Increasing, que conduziu a sessão sobre Neuropelveologia, área dedicada ao estudo e tratamento de dores pélvicas complexas e patologias relacionadas aos nervos da pelve. O treinamento incluiu desde aulas teóricas até simulações práticas em laboratório, passando por temas como ablação por radiofrequência, técnicas de sutura laparoscópica, uso de staplers (grampos) e cirurgia transluminal endoscópica vaginal.

O Boot Camp contou com a participação de especialistas de várias regiões do Canadá e reforça a importância da atualização médica contínua em um cenário onde a tecnologia transforma rapidamente a prática cirúrgica. A iniciativa contribui para que pacientes em todo o país tenham acesso a tratamentos mais seguros, eficazes e inovadores.

Mais informações: acesse www.cansage2025.ca


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Síndrome Geniturinária da Menopausa: causas, sintomas e tratamentos


A menopausa e o climatério são fases naturais da vida da mulher que marcam o fim da menstruação e do período fértil. Embora seja uma transição esperada, ela traz mudanças hormonais que podem provocar diversos sintomas físicos e emocionais. Um conjunto específico de alterações que afeta a saúde íntima é conhecido como Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM).

Essa síndrome ocorre pela redução da produção de hormônios pelos ovários, principalmente do estrogênio. Esse hormônio é essencial para a lubrificação vaginal, elasticidade dos tecidos e boa saúde da bexiga e da uretra.

A falta de estrogênio leva a mudanças como menor circulação sanguínea na região íntima, diminuição do colágeno, perda de elasticidade, ressecamento da mucosa vaginal e alteração do pH e da flora vaginal. Entre os sintomas mais comuns estão ressecamento, ardência, coceira, dor durante a relação sexual, infecções urinárias de repetição, aumento da frequência urinária e incontinência.

A dor ou desconforto durante a relação sexual é a principal queixa, geralmente sentida na entrada da vagina, durante ou depois do ato. Isso pode comprometer a qualidade da vida sexual. Com acompanhamento médico e tratamento adequado, o problema pode ser controlado, devolvendo bem-estar e saúde sexual.

O tratamento mais indicado é o uso de estrogênio tópico vaginal. Outra opção são lubrificantes e hidratantes vaginais, que ajudam a restaurar a umidade e melhorar o conforto. Quando o estrogênio não pode ser utilizado, procedimentos como laser ou radiofrequência podem estimular a regeneração dos tecidos e melhorar a saúde íntima.

Além disso, manter hábitos saudáveis — como boa alimentação, hidratação adequada, exercícios físicos regulares e fisioterapia pélvica — também contribui para a melhora dos sintomas.

Cada mulher é única e pode responder de forma diferente aos tratamentos. Por isso, consultar um especialista é fundamental para receber um diagnóstico preciso e um plano individualizado.

No Increasing, uma equipe multidisciplinar está preparada para oferecer diagnóstico, acolhimento e tratamento completo, cuidando da saúde física e emocional das mulheres.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.






Fisiologia da Mulher no Climatério: O que Acontece com o Corpo no Fim do Período Reprodutivo?


O climatério é uma fase de transição na vida da mulher que marca o fim do período reprodutivo. Nesse período, ocorre uma redução gradual na produção dos hormônios sexuais, principalmente estrogênio e progesterona, pelos ovários. Essas mudanças hormonais provocam transformações importantes no corpo e podem gerar diferentes sintomas.

Sintomas comuns do climatério

Entre os sintomas mais frequentes estão ondas de calor (fogachos), suor noturno, alterações no sono, variações de humor, ressecamento vaginal, diminuição da libido e ganho de peso. Além disso, a queda do estrogênio pode afetar a saúde dos ossos, aumentando o risco de osteoporose, e também a saúde do coração, elevando os níveis de colesterol.

Mudanças fisiológicas

Durante o climatério, o ciclo menstrual torna-se irregular devido à ovulação menos frequente. Essa fase antecede a menopausa, que é a cessação definitiva da menstruação. As variações hormonais são responsáveis pelos sintomas característicos desse período.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir dos sintomas e do histórico menstrual, podendo incluir exames hormonais. O tratamento pode envolver terapia hormonal, mudanças no estilo de vida — como alimentação equilibrada e prática de exercícios — e, em alguns casos, medicamentos específicos para aliviar os sintomas.

Importância do acompanhamento médico

O climatério não tem duração exata e varia de mulher para mulher, geralmente entre os 45 e 55 anos. O acompanhamento médico é fundamental para controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.

O Increasing oferece acompanhamento multidisciplinar, com especialistas prontos para atuar em todas as etapas do diagnóstico e tratamento, sempre com foco na recuperação da qualidade de vida.

Entre em contato para mais informações e para agendar uma consulta especializada. Estamos aqui para cuidar de você e ajudá-la a viver sem dor.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.







Tipos de Alterações Evacuatórias Relacionadas à Compressão Nervosa



A compressão nervosa ocorre quando um nervo é pressionado por estruturas próximas, como músculos, ossos ou ligamentos. Esse fenômeno pode desencadear sintomas variados, incluindo alterações evacuatórias, que envolvem mudanças na frequência, consistência ou no controle dos movimentos intestinais.

Constipação e compressão nervosa


A constipação é uma das principais alterações evacuatórias ligadas à compressão nervosa. Ela se manifesta pela dificuldade ou esforço excessivo para evacuar. Quando o nervo responsável pelo funcionamento intestinal sofre compressão, o trânsito pode se tornar mais lento, causando dor, desconforto e distensão abdominal. Esse comprometimento prejudica o movimento adequado dos alimentos digeridos, levando a evacuações irregulares ou difíceis.

Incontinência fecal


A incontinência fecal corresponde à perda involuntária do controle sobre os movimentos intestinais, resultando em escapes de fezes. A compressão nervosa pode atingir nervos e músculos envolvidos no controle da defecação, comprometendo a sensibilidade ou a capacidade de segurar o conteúdo intestinal. Isso pode gerar episódios em que a pessoa não consegue controlar a evacuação.

Diarreia e compressão nervosa


Embora menos frequente, a compressão nervosa também pode provocar diarreia, que pode levar à desidratação, perda de eletrólitos e desequilíbrio da flora intestinal. Esse quadro ocorre quando a compressão interfere nos nervos que controlam a absorção de água e nutrientes ou que estimulam a secreção de substâncias que aceleram a motilidade intestinal.

Causas das alterações evacuatórias


Essas alterações podem estar associadas a diferentes condições, entre elas:
  • Hérnia de disco
  • Estenose espinhal
  • Tumores
  • Lesões traumáticas
  • Processos inflamatórios 

Essas condições podem afetar a comunicação entre o sistema nervoso e o intestino, resultando em disfunções que impactam diretamente o processo de evacuação.

Diagnóstico e tratamento


Se você apresenta alterações evacuatórias ou outros sintomas ligados à compressão nervosa, é fundamental procurar um especialista. O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada, podendo incluir exames como ressonância magnética ou eletroneuromiografia para identificar a causa exata.

O tratamento pode envolver uma combinação de abordagens, como:

  • Medicamentos: para dor e controle da constipação ou diarreia.
  • Fisioterapia: para fortalecimento dos músculos envolvidos na evacuação. 
  • Procedimentos minimamente invasivos: como bloqueios nervosos ou infiltrações.
  • Cirurgia: indicada em casos graves, para aliviar a compressão. 


Qualidade de vida e tratamento eficaz

As alterações evacuatórias decorrentes da compressão nervosa podem impactar fortemente a qualidade de vida, tanto física quanto emocional. Por isso, buscar ajuda médica precoce é essencial para alcançar um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

O Increasing oferece acompanhamento multidisciplinar, com especialistas prontos para atuar em todas as etapas do diagnóstico e tratamento, sempre com foco na recuperação da qualidade de vida.

Entre em contato para mais informações e para agendar uma consulta especializada. Estamos aqui para cuidar de você e ajudá-la a viver sem dor.

Para saber mais informações entre em contato pelo telefone (11) 3938-6177 ou se preferir envie uma mensagem pelo WhatsApp no número (11) 98102-0372.